Apoiadores do Pocket Terço
Terço com imagens no Youtube
Reze os Mistérios Dolorosos com imagens
Abstinência de carne obrigatória

Antífona de entrada

No meio da Igreja o Senhor colocou a palavra nos seus lábios; deu-lhe o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu de glória. (Eclo 15, 5)

Ou:


O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coração a lei de seu Deus. (Sl 36, 30-31)

Oração do dia

Ó Deus, que fizestes do abade São Bernardo, inflamado de zelo por vossa casa, uma luz que brilha e ilumina a Igreja, dai-nos, por sua intercessão, o mesmo fervor para caminharmos sempre como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rt 1, 1. 3-6. 14b-16. 22)


Início do Livro de Rute


1No tempo em que os juízes governavam, houve uma fome no país e um homem de Belém de Judá foi morar nos campos de Moab com sua mulher e seus dois filhos. 3Entretanto, morreu Elimelec, marido de Noemi, e esta ficou sozinha com seus dois filhos. 4Eles casaram-se com mulheres moabitas, uma das quais se chamava Orfa, a outra, Rute. E ali permaneceram uns dez anos. 5Depois morreram também os dois, Maalon e Quelion e a mulher ficou só, sem os dois filhos e sem o marido. 6Então ela se dispôs a voltar do campo de Moab para a sua pátria com as duas noras, porque tinha ouvido dizer que o Senhor havia olhado para o seu povo, e lhe tinha dado alimentos.

14bOrfa beijou sua sogra e partiu. Rute, porém, ficou com Noemi. 15Esta disse-lhe: “Olha, tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses. Vai com ela”. 16Mas Rute respondeu: “Não insistas comigo para que te deixe e me afaste de ti. Porque para onde fores irei contigo, onde pousares, lá pousarei eu também. Teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus”. 22Assim Noemi voltou dos campos de Moab, acompanhada de sua nora Rute, a moabita. Regressaram a Belém, quando começava a colheita da cevada.

Salmo Responsorial (Sl 145)


R. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!


Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.


— É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança. O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe. R.

— Faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. R.

— O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. R.

— Ele ampara a viúva e o órfão mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos! R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24, 4b. 5a) R.

Evangelho (Mt 22, 34-40)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36”Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37Jesus respondeu: “ʽAmarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

Sobre as Oferendas

Nós vos apresentamos, ó Deus todo-poderoso, o sacramento da unidade e da paz, neste dia em que festejamos o abade São Bernardo, que, por suas palavras e ações, procurou incansavelmente a concórdia da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou sua casa, para dar a todos o pão de cada dia. (Lc 12, 42)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que esta comunhão, na festa de São Bernardo, produza em nós os seus frutos para que, encorajados por seus exemplos e guiados por seus conselhos, sejamos arrebatados pelo amor do Verbo que se fez carne. Que vive e reina para sempre.

Homilia do dia 20/08/2021
O amor a Deus completa a nossa vida

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!” (Mateus 22,37).

Os fariseus se aproximaram de Jesus porque Ele havia calado os saduceus, e os fariseus também queriam colocar Jesus numa situação difícil, por isso perguntaram a Ele: “Mestre, qual é o maior mandamento?". Eles veem que o Mestre não é como eles, porque os fariseus estão, a todo tempo, nos templos, nas sinagogas, estão ocupados com os deveres religiosos. Para os fariseus, tudo é Deus; para os fariseus, o olhar humano é somente para Deus. Se estivermos aqui, na presença de Deus, e alguém morrer, problema de quem morreu; se alguém estiver passando necessidade, problema de quem está passando necessidade, o importante é que estejamos em Deus.

A religião de Jesus não é a religião dos fariseus; e nós, seguidores de Jesus, não podemos viver uma religião farisaica. O culto a Deus é essencial e fundamental, e ninguém vai viver uma relação com Deus se não O amar sobre todas as coisas, se não colocá-Lo acima de qualquer coisa, se não O amar com todo o coração, com todo o entendimento, com toda alma e todo ser.

O amor a Deus não pode nos alienar, pelo contrário, o amor a Deus é aquele que nos torna plenos; o amor a Deus nos aproxima d’Ele, e é por isso que nós temos que amá-Lo, e nossa missão não pode ser maior do que amar a Deus.


Quando amo a Deus de todo o meu coração, o amor d’Ele está em mim

É impossível viver a religião do amor a Deus se não tivermos a mesma intensidade no amor ao próximo e a si mesmo. O segundo mandamento é semelhante: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Então, temos que nos amar, temos que cuidar de nós, temos que ser responsáveis pela nossa vida. Nada de viver um despojamento irresponsável em que não cuidamos da nossa salvação, não cuidamos da nossa saúde, não cuidamos de nós como pessoa humana. Quando não nos cuidamos, não vamos cuidar do nosso amor a Deus, e não vamos amar o próximo com a intensidade do amor com que ele tem que ser amado.

Não podemos relativizar, relaxar em nome do amor a Deus. Não podemos ser uma pessoa relapsa, porque estamos evangelizando, pregando, adorando e rezando muito.

O amor a Deus nos leva a ser pessoas equilibradas, pois o desequilíbrio na vida cria situações desproporcionais e nos faz pessoas não verdadeiramente tementes ao Senhor. Quando amamos a Deus de todo o coração, o amor d’Ele está em nós, e é este amor que levamos ao nosso próximo, ao nosso irmão, é com este amor que cuidamos de nós.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Facebook/padrerogeramigo
Seja um apoiador!
Ajude-nos a manter o Pocket Terço: apoia.se/pocketterco

“Que viestes fazer neste mundo?”

À voz melíflua de São Bernardo, dezenas e dezenas de pessoas, sem poder mais resistir aos impulsos da graça, abandonavam tudo — casa, família, negócios… — para consagrar-se, na pobreza da vida monástica, ao Único que nos pode fazer ricos, por ser Ele a única riqueza de verdade. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 20 de agosto, e conheça mais sobre a vida de São Bernardo de Claraval, Abade, Doutor e “Padre” temporão da Igreja Latina!


https://youtu.be/E3nIENZ1TgU

Santo do dia 20/08/2021


São Bernardo de Claraval (Memória)
Local: Hildesheim, Alemanha
Data: 20 de Agosto † 1153


Bernardo nasceu em Dijon, na Borgonha, em 1090, de família nobre. Aos 19 anos, abandonou o mundo para ingressar na Ordem de Cister há pouco fundada com um grupo de moços e a levou ao apogeu no século XII. São Bernardo pode ser considerado o segundo fundador da Ordem Cisterciense. Quando Bernardo entrou, a Ordem só contava com vinte membros e um único mosteiro. Eleito prior da nova fundação de Claraval, durante os trinta e oito anos que durou sua direção, a Ordem cresceu até 343 mosteiros.

Pelo que sabemos, São Bernardo foi a personalidade mais empolgante da primeira metade do século XII: foi pregador, místico, político, polemista, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis e bispos.

Mesmo como monge teve que deixar seu mundo de contemplação, o mosteiro, para envolver-se nas questões que agitavam a sociedade. Defendeu a reforma cisterciense contra os beneditinos cluniacenses, combateu os ensinamentos de vários mestres do tempo, atacou as ideias heréticas que se disseminavam através da Europa, esteve presente em vários sínodos de bispos, envolveu-se no cisma (Anacleto II contra Inocêncio II) que dividiu a Igreja, com dois papas disputando o poder.

Por incumbência do papa Eugênio III, seu antigo discípulo, percorreu a França, Flandres, Alemanha, concitando os príncipes a formarem uma cruzada contra os turcos que teve êxito militar negativo, pelo que ele sofreu duras críticas. Enfim, mesmo como monge de vida contemplativa, esteve praticamente presente em todos os grandes acontecimentos da época.

São Bernardo deixou profunda marca na história da espiritualidade católica. Seus escritos revelam amor profundo aos mistérios da humanidade do Salvador. O que ele pregava e praticava sobretudo com os monges, São Francisco de Assis divulgará no século seguinte. Bernardo emerge entre os Santos Padres como o Cantor do Amor Eterno que se revelou em Cristo desde Belém até ao Gólgota. Ele é também o poeta incomparável da Virgem Maria.

Enquanto empreendia mais uma missão pacificadora, Bernardo sentiu-se vencido pela doença; fez-se conduzir a seu mosteiro de Claraval e, rodeado pelo afeto e admiração dos seus monges, entregou sua alma a Deus. Era o dia 20 de agosto de 1153. A Igreja o elevou às honras dos altares doze anos depois, e lhe conferiu o título de Doutor da Igreja.

O hino próprio de Laudes e Vésperas traduz bem a grande figura de São Bernardo. Ele é cantado pela Igreja como luz celeste. O Cristo nele, sol vivo que flameja, o faz coluna, escudo e doutor da sua Igreja. Ninguém com mais ternura fala de Maria; semeia de claustros a Europa e o mundo inteiro; os papas o consultam e dos reis é conselheiro.

A Antífona do Benedictus o canta como luz do Verbo eterno que irradia em toda a Igreja a luz da fé e da dou trina. Ele é chamado de doutor melífluo na Antífona do Magnificat: Doutor melífluo, São Bernardo, do Esposo sois amigo, sois cantor da Virgem Mãe, sois ilustre em Claraval, e pastor dos mais insignes. No hino se diz que ele se derramou como mel sobre toda a humanidade.

As orações da Missa também são generosas em exaltar as grandezas de São Bernardo de Claraval. Na Oração coleta o santo é realçado como abade inflamado de zelo pela casa de Deus, isto é, a Igreja, uma luz que brilha e ilumina a Igreja. Na Oração sobre as oferendas a Igreja apresenta a Deus o sacramento da unidade e da paz, pela intercessão de São Bernardo, que por suas palavras e ações procurou incansavelmente a concórdia da Igreja. Portanto, São Bernardo é também exemplo a ser imitado na promoção da paz e da unidade. A Oração depois da Comunhão nos leva à imitação de São Bernardo no seu arrebatado amor pelo Verbo que se fez carne. São Bernardo precedeu São Francisco de Assis na contemplação dos mistérios da humanidade do Salvador. No sermão 83 sobre o Cântico dos Cânticos meditado no Oficio das Leituras, lemos: Amo porque amo, amo para amar.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.