Antífona de entrada

Este Santo lutou até à morte pela lei de seu Deus e não temeu as ameaças dos ímpios, pois se apoiava numa rocha inabalável.

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Hb 7, 25–8, 6)


Leitura da Carta aos Hebreus


Irmãos, 25Jesus é capaz de salvar para sempre aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Ele está sempre vivo para interceder por eles.

26Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. 27Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios em cada dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Ele já o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.

28A Lei, com efeito, constituiu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza, enquanto a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constituiu alguém que é Filho, perfeito para sempre. 8, 1O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um sumo sacerdote tão grande, que se assentou à direita do trono da majestade, nos céus. 2Ele é ministro do Santuário e da Tenda verdadeira, armada pelo Senhor, e não por mão humana.

3Todo sumo sacerdote, com efeito, é constituído para oferecer dádivas e sacrifícios; portanto, é necessário que tenha algo a oferecer. 4Na verdade, se Cristo estivesse na terra, não seria nem mesmo sacerdote, pois já existem os que oferecem dádivas de acordo com a Lei. 5Estes celebram um culto que é cópia e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da Tenda: “Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”.

6Agora, porém, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores.

Salmo Responsorial (Sl 39)


R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!” R.

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!” R.

— Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! R.

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio. R.


Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (2Tm 1, 10) R.

Evangelho (Mc 3, 7-12)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

Sobre as Oferendas

Santificai, ó Deus, com a vossa bênção, as nossas oferendas e acendei em nós o fogo do vosso amor, que levou Santa Inês a vencer os tormentos do martírio. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:


Aceitai, ó Deus, na comemoração de Santa Inês as oferendas que vos apresentamos. Possam elas agradar-vos, como foi precioso a vossos olhos o sangue que vossa mártir derramou. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me, diz o Senhor. (Mt 16, 24)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que estes sagrados mistérios nos concedam a fortaleza de ânimo que levou vossa mártir Santa Inês a vos servir fielmente e a vencer o martírio. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 21/01/2021
Coloquemos aos pés de Jesus as nossas enfermidades

“Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo” (Marcos 3,10).

Quando vejo Jesus curando as pessoas, olho para o Mestre Jesus como Aquele quem cuida de nós, e Ele cuida mesmo! Precisamos permitir que Jesus cuide de nós, permitir que Ele nos cure.

As pessoas iam ao encontro de Jesus para serem curadas e "jogarem" sobre Ele seus males, suas doenças, enfermidades, dores e sofrimentos. As pessoas tocavam em Jesus e eram tocadas pelo poder d’Ele.

Jesus continua nos tocando, nos curando, nos libertando, nos restaurando e agindo no meio de nós. Mas é preciso permitir que a graça d’Ele atue em nós, é preciso permitir que a graça d’Ele cure a enfermidade de cada um de nós.

É verdade que, primeiro, precisamos admitir que estamos doentes, enfermos... E nós pecamos e erramos aqui, porque as pessoas deixam para reconhecer as suas doenças e enfermidades só quando elas são agravantes, mas toda e qualquer enfermidade é um agravamento, causam um tormento na alma, no espírito e no coração. Não ignore!


É preciso permitir que a graça d’Ele cure a enfermidade de cada um de nós

Assim como não devo ignorar nenhuma dor no meu corpo, devo procurar saber o motivo de sentir essa dor, o porquê que estar passando por isso, também não posso ignorar aquilo que se passa no meu coração, nas minhas emoções, nos meus sentimentos, pois isso me perturba tanto, me incomoda tanto. Ou se não me perturba é porque eu ignoro tanto aquilo que passa e pesa sobre mim.

Coloquemos aos pés de Jesus, coloquemos no coração d’Ele aquilo que está nos oprimindo, porque pode ser uma opressão emocional forte. De tanto acumularmos tensões, chega um momento que a cabeça fica pesada, o coração fica demasiadamente sobrecarregado.

Coloquemos aos pés de Jesus o que está nos inquietando, porque se não entregamos as nossas inquietações para Jesus, elas viram perturbações e essas crescem e geram verdadeiros desequilíbrios emocionais em mim. E daqui a pouco estou aquela pessoa estafada, traumatizada e deprimida, porque não estou entregando para Jesus aquilo que me preocupa e me inquieta.

Nenhum de nós pode ser super-homem. Você não pode ser uma supermulher. Temos que ser fortes, levar a nossa batalha de cada dia, mas despojando-nos humildemente de toda essa carcaça da fortaleza, coloquemos nossas misérias aos pés de Jesus porque é Ele que cuida de nós.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Memória de Santa Inês, Virgem e Mártir

Celebramos hoje uma das mártires mais ilustres da antiguidade cristã. Santa Inês de Roma, morta com 12 anos durante as perseguições de Diocleciano, foi sempre invocada pelo povo fiel como especial padroeira da castidade, uma das virtudes em que ela mais demonstrou a força e a grandeza de alma que confere a graça de Cristo aos que lhe são fiéis. Assista à homilia do Pe. Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 21 de janeiro, e peçamos o patrocínio e a intercessão de Santa Inês, a quem, sendo tão pequena, Deus concedeu a grandeza dos santos e o heroísmo dos mártires!




Santo do dia 21/01/2021

Santa Inês

Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.

Santa Inês tinha cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

Santa Inês, rogai por nós!