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Antífona de entrada

A Rainha está à vossa direita com suas vestes de ouro, ornada de esplendor. (Sl 44, 10)
Salve sancta Parens, eníxa puérpera Regem, qui caelum terrámque regit in saécula saeculórum. Ps. 1. Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea regi. 2. Audi, filia, et vide, et inclína aurem tuam, et oblivíscere pópulum tuum et domum patris tui. 3. Et concupíscet rex spéciem tuam, quóniam ipse est dóminus tuus, et adóra eum. (Sedulius; Ps. 44, 2. 11. 12)

Vel:


Vultum tuum deprecabúntur omnes dívites plebis: adducéntur regi vírgines post eam: próximae eius adducéntur tibi in laetítia et exsultatióne. Ps. Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea regi. (Ps. 44, 13. 15. 16 et 2)
Vernáculo:
Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos. (Cf. MR: Sedúlio). Sl. 1. Transborda um poema do meu coração; vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção. 2. Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: Esquecei vosso povo e a casa paterna! 3. Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! (Cf. LH: Sl 44, 2ab. 11. 12)

Ou:


Os grandes do povo vos pedem favores. As virgens amigas lhe formam cortejo entre cantos de festa e com grande alegria. Sl. Transborda um poema do meu coração; vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção. (Cf. LH: Sl 44, 13b. 15b. 16a e 2)

Oração do dia

Ó Deus, que fizestes a Mãe do vosso Filho nossa Mãe e Rainha, dai-nos, por sua intercessão, alcançar o reino do céu e a glória prometida aos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Is 9, 1-6)


Leitura do Livro do Profeta Isaías


1O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.

4Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. 5Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz.

6Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar estas coisas.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 112)


℟. Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!


— Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! ℟.

— Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. ℟.

— Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? ℟.

— Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com os nobres do seu povo. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Cf. Lc 1, 28) ℟.

Evangelho (Lc 1, 26-38)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.

28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.

30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Recordáre, Virgo Mater, in conspéctu Dei, ut loquáris pro nobis bona, et ut avértat indignatiónem suam a nobis. (Ier. 18, 20)


Vernáculo:
Lembra-te de que me apresentava de ti para falar bem em favor deles e afastar deles o teu furor. (Cf. Bíblia CNBB: Jr 18, 20)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, celebrando a memória da Virgem Maria, nós vos trazemos nossas oferendas, e suplicamos que o Cristo venha em nosso socorro, pois se ofereceu por nós na cruz como sacrifício sem mancha. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Feliz és tu, que acreditaste, porque se cumprirá o que te foi dito da parte do Senhor. (Lc 1, 45)
Diffúsa est grátia in lábiis tuis: proptérea benedíxit te Deus in aetérnum. (Ps. 44, 3; ℣. Ps 44, 2ab. 11. 12. 13. 14. 15. 16)
Vernáculo:
Vossos lábios espalham a graça, o encanto, porque Deus, para sempre, vos deu sua bênção. (Cf. LH: Sl 44, 3bc)

Depois da Comunhão

Alimentados, ó Deus, pelo sacramento celeste, ao celebrarmos a realeza de Maria, concedei que participemos eternamente do banquete do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 22/08/2022
A Soberana Rainha

Maria Santíssima é Rainha do céu e da terra não em sentido figurado ou simbólico, mas com toda propriedade e verdade, já que seu Filho é Senhor de todas as coisas, sucessor definitivo e eterno do rei Davi.

O povo cristão sempre venerou a bem-aventurada Virgem Maria com o título de Rainha. Dada, com efeito, a íntima relação que existe entre uma mãe e seu filho — “glória de seus pais” (Pr 17, 6) —, os fiéis nunca tiveram o receio de reconhecer naquela que deu à luz o Rei de toda a criação uma dignidade verdadeiramente régia e, por isso, com direito de domínio sobre quantos somos súditos do fruto bendito de seu ventre inviolável. Maria é Rainha, em primeiro lugar, em razão de sua maternidade divina, pela qual se lhe pode atribuir uma grandeza quase infinita, proporcional ao bem sublime que é seu próprio Filho. Ela é Rainha, em segundo lugar, por sua participação especialíssima na redenção do gênero humano: trazendo, pois, ao mundo o Salvador do mundo, a bem-aventurada Virgem se associou a Jesus, segundo Adão, como nova Eva e, portanto, “mãe de todos os viventes” segundo a graça. Maria é Rainha, em terceiro lugar, por ser Mãe de Cristo, herdeiro de Davi e Senhor de Israel. Ela é Rainha, enfim, por ter sido exaltada acima de todos os anjos e santos, cujos corações domina e aos quais distribui, “como por direito materno” (Pio X, Carta “Ad Diem Illum”, 2 fev. 1904), os dons divinos que o Pai derrama sobre a fronte de seu Filho. — Roguemos hoje à Rainha do céu e da terra e peçamos-lhe, com muito amor e confiança, que nos faça um povo santo e submisso ao suavíssimo império de Jesus Cristo. Que ela, regendo com maternal cuidado a herança conquistada pelo sangue derramado no Calvário, nos ajude a guardar as palavras do Senhor e trazer para o seio da Igreja muitas almas que ainda ignoram a alegria de pertencer ao Reino do Salvador.

Deus abençoe você!

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Santo do dia 22/08/2022


Nossa Senhora Rainha (Memória)
Data: 22 de Agosto


A memória de Nossa Senhora Rainha, de origem devocional, foi instituída em 1955 por Pio XII. Antes disso, a comemoração já era feita pela Ordem dos Frades Menores sob o título de "Santa Virgem Maria, Rainha da Ordem dos Menores", celebrada na Oitava da Imaculada Conceição da Virgem Maria, ou seja, no dia 15 de dezembro.

No novo Calendário Universal do Rito romano a festa, antes celebrada no dia 31 de maio, é agora colocada na oitava da Assunção da Virgem Maria, no dia 22 de agosto. Situada no oitavo dia da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a comemoração de Nossa Senhora Rainha não passa de um desdobramento daquela solenidade, pois nela se proclama Nossa Senhora elevada ao céu e coroada Rainha dos anjos e dos homens, conforme afirma a Lumen gentium do Vaticano II: Maria foi elevada à glória celeste e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo para que fosse mais plenamente conformada a seu Filho (LG 59).

O título de rainha dado a Maria, a Mãe do Rei eterno Jesus Cristo, o Pantocrátor, lhe foi dado já na Idade Média. Vários hinos ainda hoje usados o atestam: Salve Rainha, Rainha do céu, Ave, Rainha dos céus. Ela é proclamada Rainha nos mistérios do Rosário e na Ladainha lauretana. Nela, Maria é proclamada: Rainha dos anjos, Rainha dos patriarcas, Rainha dos profetas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos mártires, Rainha dos confessores, Rainha das virgens, Rainha de todos os santos, Rainha concebida sem pecado original, Rainha assunta ao céu, Rainha do Santo rosário, Rainha da paz. Na Saudação à Bem-aventurada Virgem Maria, Francisco de Assis a chama "Senhora, Rainha santa, santa Maria mãe de Deus". No Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada "Senhora e Rainha do Povo Brasileiro".

Claro que não devemos considerar a realeza de Maria em sentido social de realeza como dona de terras e de súditos a seu serviço, mas em sentido espiritual. Ela é a Mãe do Senhor do Universo, seu Filho Jesus Cristo, Senhor que serve. Maria, Rainha que serve porque é possuidora do Bem que ela deu ao mundo, o Salvador. Pelo batismo somos todos constituídos reis e rainhas do reino de Deus, isto é, possuidores da realidade suprema, o próprio Deus. Da realeza de Cristo, por quem, para quem e em quem foram criadas todas as coisas, participa sua Mãe santíssima, Rainha do universo.

Maria, participando da gloriosa realeza universal do Cristo, é proposta como modelo e sinal de esperança para os cristãos que, já revestidos da dignidade real do Senhor no Batismo, são chamados a reinar eternamente com ele.

Na Oração coleta a Igreja reconhece que Deus fez a Mãe de Jesus Cristo nossa Mãe e Rainha. Pede que, por sua intercessão, possamos alcançar o reino do Céu e a glória prometida aos filhos e filhas de Deus. A Oração sobre as oferendas lembra que o reino de Deus chega até nós pelo mistério da Cruz. Na Oração depois da Comunhão confessamos que o reino de Deus é o banquete eterno já antecipado na Eucaristia como sacramento do reino celeste.

Os hinos próprios da Liturgia das Horas exaltam Maria como Rainha, obra-prima da criação. Uma estrofe do hino de Vésperas diz: Ó Rainha e Mãe de todos, dos teus filhos ouve a voz, e, depois da vida frágil, a paz reine sobre nós.

A Antifona de Laudes resume bem o sentido da memória: Excelsa Rainha do mundo, Maria, ó Virgem perpétua, gerastes o Cristo, Senhor, de todos o Deus Salvador.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.