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Antífona de entrada

Ó portas, levantai vossos frontões! Levantai-vos, portas eternas: que ele entre, o Rei da glória! (Sl 23, 7)
Meménto nostri, Dómine, in beneplácito pópuli tui: vísita nos in salutári tuo, ad vidéndum in bonitáte electórum tuórum in laetítia gentis tuae, ut laudéris cum hereditáte tua. Ps. Confitémini Dómino quóniam bonus: quóniam in saéculum misericórdia eius. (Ps. 105, 4. 5. 1)
Vernáculo:
Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo! Visitai-me com a vossa salvação, para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, e me glorie com os que são vossa herança. Sl. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia! (Cf. LH: Sl 105, 4. 5. 1)

Oração do dia

Deus de misericórdia, vendo o ser humano entregue à morte, quisestes salvá-lo pela vinda do vosso Filho; fazei que, ao proclamar humildemente o mistério da encarnação, entremos em comunhão com o Redentor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Sm 1, 24-28)


Leitura do Primeiro Livro de Samuel


Naqueles dias, 24Ana, logo que o desmamou, levou consigo Samuel à casa do Senhor em Silo, e mais um novilho de três anos, três arrobas de farinha e um odre de vinho. O menino, porém, era ainda uma criança. 25Depois de sacrificarem o novilho, apresentaram o menino a Eli. 26E Ana disse-lhe: “Ouve, meu Senhor, por tua vida, eu sou a mulher que esteve aqui orando ao Senhor, na tua presença. 27Eis o menino por quem eu pedi, e o Senhor ouviu a minha súplica. 28Portanto, eu também o ofereço ao Senhor, a fim de que só a ele sirva em todos os dias da sua vida”. E adoraram o Senhor.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (1Sm 2,1-8)


℟. Meu coração exultou no meu Senhor, Salvador.


— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; Minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação! ℟.

— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou. ℟.

— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. ℟.

— O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção. ℟.


https://youtu.be/uExOgXONpvk
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Ó Rei e Senhor das nações e Pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro. ℟.

Evangelho (Lc 1, 46-56)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Audi, Israel: Ecce vénio, ego Dóminus, et absólvo peccáta plebis tuae.


Vernáculo:
Ouve, Israel: Eis que eu, o Senhor, venho e absolvo os pecados do teu povo. (Tradução Direta)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, cheios de confiança no vosso amor de Pai, acorremos a este altar com nossas oferendas; dai-nos a graça de ser purificados pela eucaristia que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Minha alma glorifica o Senhor... o Poderoso fez em mim grandes coisas. (Lc 1, 46. 49)
Veni, Dómine, et noli tardáre: reláxa facínora plebis tuae. (Cf. Hab. 3, 3; ℣. Ps. 84, 2. 3. 4. 5. 7. 8. 10. 11. 12. 14)
Vernáculo:
Vinde, Senhor, e não tardeis: perdoai os pecados do Vosso povo. (Tradução Direta)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que a comunhão no vosso sacramento nos dê forças para caminhar com boas obras ao encontro do Salvador que se aproxima, e merecer o prêmio da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 22/12/2021
Nosso espírito é morada de Deus

“A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46).

Hoje, 22 de dezembro, a Igreja proclama o Evangelho da Virgem Maria, que canta o seu cântico de amor, o Magnificat: “A minh’alma engrandece o Senhor”. O que houve dentro da Virgem SS. nesta explosão de louvor? Pois bem, a primeira coisa que precisamos entender é que não é somente em sua alma humana que a Virgem SS. ama a Deus e transmite-lhe o seu amor, como se isso dependesse só das virtudes e esforços naturais dela. As palavras do cântico indicam algo mais profundo: “A minh’alma engrandece o Senhor, e exulta o meu espírito em Deus, meu Salvador”. Qual, pois, é a diferença entre alma e espírito? Nós todos temos alma. Todos os seres humanos têm alma. Acontece que Deus quer modificá-la pela graça, Deus quer habitar dentro de nós, naquele “lugar” da alma em que Deus pode viver como Amigo. É a isso que chamamos espírito. Isso acontece de forma claríssima nos justos, ou seja, naqueles a quem Deus purificou dos pecados; no caso da Virgem Maria, ela foi preservada da mancha do pecado. Ora, quando Deus purifica os pecados de uma pessoa por meio do Batismo ou da Confissão, o fiel recebe uma graça, isto é, cria-se dentro dele um “lugar” chamado espírito.

Pois bem, nós, quando nos pomos a rezar como a Virgem SS. está rezando aqui no Evangelho, precisamos procurar esse “lugar”. Essa é uma das grandes dificuldades da vida de oração. Muitos vão rezar, mas a primeira coisa que encontram não é a alma nem muito menos o espírito: a primeira coisa que encontram é o próprio mundo psicoafetivo, ou seja, aquilo a que geralmente se chama mundo “passional”. Vamos rezar, tentamos mergulhar em nós mesmos, e o que achamos lá? Agitação, medos, raiva, apegos... É evidente que é difícil rezar assim, e é por isso que precisamos ir mais fundo, descer à alma e, ali, encontrar o espírito. Dizê-lo de maneira teórica parece impor uma missão impossível: “Meu Deus, o padre está exigindo de mim algo que nem sei o que é!…”, mas você certamente já teve alguma experiência dessa natureza, isto é, algum momento da oração, seja ao ouvir uma pregação, seja ao ler um livro ou assistir a uma homilia, em que você pôs de lado as suas preocupações agitadas, enxergou uma verdade de Deus e, ali, experimentou que Ele o estava alimentando. Houve ali um um toque especial, um toque diferente. Ali, Deus tocou-lhe o espírito, o profundo de sua alma.


Neste Natal, peça a Deus a graça de pôr em ordem a sua vida de oração

Peça a graça de sair realmente da agitação, de largar a Marta agitada no meio das panelas da cozinha, de ir além do mundo passional, que nos cativa como se fôramos birutas levadas pelo vento. Faça o propósito de ter todos os dias um momento só para Deus, para que você possa recolher-se em sua alma e ter o seu espírito iluminado. Que a Virgem Maria seja para nós a Mãe bondosa que nos conduz pela mão. Ela, junto com S. José, é mestre de contemplação. Agarremo-nos à Virgem Maria, tomemos S. José pela mão! Quando olharmos para o presépio montado em nossas casas, com o bercinho vazio, com a manjedoura vazia à espera de Jesus, tomemos pela mão a José e Maria e digamos: “Senhor, vinde visitar-me neste Natal. Vinde, para que a minha alma vos engrandeça, ó Senhor, e exulte o meu espírito em vós, meu Deus e Salvador”.

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | O cântico do Coração de Maria (Quarta-feira da 4.ª Semana do Advento)

O cântico do Magnificat é um eco dos sentimentos mais profundos do Coração Imaculado de Maria. Nele, vemos a alma de Nossa Senhora engrandecer o Senhor por tê-la agraciado tanto, a ela, que é sua pobre escrava. Maria louva a Deus reconhecendo o valor de sua própria humildade, e nisso não há nada de arrogante, porque Deus mesmo não resiste a quem se humilha e rebaixa diante da sua grandeza.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 22 de dezembro, e reforcemos nossas orações para o nascimento próximo de Nosso Senhor Jesus Cristo!


https://youtu.be/xxtf00WSM0A

Santo do dia 22/12/2021


Santa Francisca Xavier Cabrini (Memória Facultativa)
Local: Chicago, Estados Unidos da América do Norte
Data: 22 de Dezembro † 1917


Entre 1901 e 1913 emigraram só para a América 4.711.000 italianos, dos quais 3.374.000 provinham do sul; uma verdadeira doença social, uma distorção segundo políticos e sociólogos (não faltou quem dissesse que a emigração era um negócio para o Estado, resolvia a superpovoação). Mas ao lado dos dramas que a emigração suscitou, é necessário lembrar ainda hoje uma mestra de santo Ângelo Lodigiano, Francisca Cabrini, nascida em 1850, última de uma família de 13 filhos. Ela olhou para o fenômeno da emigração não com os olhos do político ou do sociólogo, mas com os olhos humaníssimos de mulher, de cristã, merecendo o título de mãe dos emigrantes.

Órfã de pai e mãe, Francisca teria desejado fechar-se logo no convento, mas não foi aceita por causa da precariedade de sua saúde. Aceitou então o encargo de atender a um orfanato, que lhe confiou o pároco de Codogno. A jovem, há pouco diplomada mestra, fez muito mais: concitou algumas companheiras a unirem-se a ela, constituindo um primeiro núcleo das irmãs missionárias do Sagrado Coração, postas sob a proteção de um intrépido missionário, são Francisco Xavier, de quem ela mesma, pronunciando os votos, assumiu o nome.

Como o santo jesuíta, gostaria de ter zarpado para a China, mas quando teve conhecimento do descuido culpável e do drama desesperador de milhares e milhares de italianos emigrantes, descarregados do porão dos navios no porto de Nova Iorque, privados da mínima assistência material e espiritual, Francisca Cabrini não mais hesitou.

Também ela na primeira das suas vinte e quatro travessias do oceano condividiu os dissabores e as incertezas de seus patrícios; mas é extraordinária a coragem com que enfrentou a imensa metrópole norte-americana e soube onde estabelecer o ponto de encontro e de socorro para os emigrantes. Antes de tudo olhou para os órfãos e os doentes, construindo casas, escolas e um grande hospital em Nova lorque, depois em Chicago, em seguida na Califórnia e irradiar enfim a sua obra em toda a América, até a Argentina.

A quem se mostrava admirado com ela por tantas obras, a madre Cabrini respondia com sincera humildade: "Por acaso não foi o Senhor quem fez todas essas obras?". Traduzidas em números estas obras são nada menos que trinta fundações em oito nações diferentes. A morte a colheu de improviso, após uma das inúmeras viagens, em Chicago, em 1917. Seu corpo foi levado triunfalmente para Nova Iorque na igreja anexa ao Colégio Madre Cabrini para que ficasse perto dos emigrantes.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Francisca Xavier Cabríni, rogai por nós!