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Memória Facultativa

São Clemente I, Papa Mártir ou São Columbano, Abade

Antífona de entrada

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele. (Sl 84, 9)

Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílio. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Dn 2, 31-45)


Leitura da Profecia de Daniel


Naqueles dias, disse Daniel a Nabucodonosor: 31“Tu, ó rei, olhavas, e pareceu-te ver uma estátua grande, muito alta, erguida à tua frente, de aspecto aterrador. 32A cabeça da estátua era de ouro fino, peito e braços eram de prata, ventre e coxas, de bronze; 33sendo as pernas de ferro, e os pés, parte de ferro e parte de barro. 34Estavas olhando, quando uma pedra, sem ser empurrada por ninguém, se desprendeu de algum lugar, e veio bater na estátua, em seus pés de ferro e barro, fazendo-os em pedaços; 35então, a um só tempo, despedaçaram-se ferro, barro, bronze, prata e ouro, tudo ficando como a palha miúda das eiras, no verão, que o vento varre sem deixar vestígios; mas a pedra que atingira a estátua transformou-se num grande monte e encheu toda a terra.

36Este foi o sonho; vou dar também a interpretação, ó rei, em tua presença. 37Tu és um grande rei, e o Deus do céu te deu a realeza, o poder, a autoridade e a glória; 38ele entregou em tuas mãos os filhos dos homens, os animais do campo e as aves do céu, onde quer que habitem, e te constituiu senhor de todos eles: tu és a cabeça de ouro. 39Depois de ti, surgirá outro reino, que é inferior ao teu, e ainda um terceiro, que será de bronze, e dominará toda a terra. 40O quarto reino será forte como o ferro; e assim como o ferro tudo esmaga e domina, do mesmo modo, à semelhança do ferro, ele esmagará e destruirá todos aqueles reinos. 41Viste os pés e dedos dos pés, parte de barro e parte de ferro, porque o reino será dividido; terá a força do ferro, conforme viste o ferro misturado com barro cozido. 42Viste também que os dedos dos pés eram parte de ferro e parte de barro, porque o reino em parte será sólido e em parte quebradiço.

43Quanto ao ferro misturado com barro cozido, haverá decerto ligações por via de casamentos, mas sem coesão entre as partes, assim como o ferro não faz liga com o barro. 44No tempo desses reinos, o Deus do céu suscitará um reino que nunca será destruído, um reino que não passará a outro povo; antes, esmagará e aniquilará todos esses reinos, e ele permanecerá para sempre. 45Quanto à pedra que, sem ser tocada por mãos, se desprendeu do monte e despedaçou o barro cozido, o ferro, o bronze, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que acontecerá depois, no futuro. O sonho é verdadeiro, e sua interpretação, fiel”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Dn 3, 57s)


℟. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!


— Obras do Senhor, bendizei o Senhor! Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! Céus do Senhor, bendizei o Senhor! Anjos do Senhor, bendizei o Senhor! ℟.

— Águas do alto céu, bendizei o Senhor! Potências do Senhor, bendizei o Senhor! ℟.


https://youtu.be/0eEwQeTuuxM
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2, 10c) ℟.

Evangelho (Lc 21, 5-11)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, estes dons que nos mandastes consagrar em vossa honra e, para que eles nos tornem agradáveis aos vossos olhos, dai-nos guardar sempre os vossos mandamentos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes; povo todos, festejai-o! Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel! (Sl 116, 1-2)

Ou:


Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor (Mt 28, 20)

Depois da Comunhão

Fazei, ó Deus todo-poderoso, que nunca nos separemos de vós, pois nos concedeis a alegria de participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 23/11/2021
Peçamos ao Senhor que nos dê discernimento

“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente!” (Lucas 21,8).

A advertência de Jesus ontem é para hoje, amanhã e enquanto durar o tempo. Cuidado! Cuidado para não sermos enganados, porque facilmente somos enganados pelas coisas do mundo, somos enganados pelos vendedores, pelos que nos oferecem suas propagandas nos meios de comunicação. Agora, com as redes sociais, tão facilmente nos deixamos ludibriar. Cuidado com aquilo que os olhos veem, cuidado com aquilo que atiça os nossos sentidos, com aquilo que os ouvidos estão escutando! Cuidado, porque tem muita coisa que nos seduz, mas nos ilude e engana. Nem tudo que parece é o que é realmente, nem tudo o que está na capa é o que está dentro, nem tudo o que aparenta ser brilho tem realmente brilho.

É preciso, nos tempos em que vivemos, muito discernimento. Há muito engano, muitas ilusões e distorções com a Palavra de Deus

É preciso esperteza; e talvez a palavra esperteza nem caiba tão bem aqui, pois é preciso mesmo a sabedoria que nos dá discernimento para sabermos separarmos uma coisa da outra, o que eu falo do mundo em que nós estamos, das realidades temporais. É preciso dizer, inclusive, também no aspecto religioso e espiritual.

Muitos falam de Jesus, gritam o nome de Jesus, expressam o nome de Deus para tudo quanto é coisa! É Deus aqui e acolá, inclusive agitam situações em nome de Deus, fazem chantagens religiosas, ameaças de levar para o Céu ou de perder o Céu, de levar para o inferno ou de tirar do inferno. Há muitos que vem em nome de Deus e O verbalizam o tempo inteiro, na igreja, fora da igreja, na sociedade.

Falar de Deus virou moda, usam o nome d’Ele para instrumentalizar situações psíquicas, psicológicas, políticas, ideológicas. “Cuidado, muitos virão em meu nome enganando; e não sou eu que estou falando, não sou eu que estou fazendo", então, se já ouvimos Jesus dizer: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino do Senhor” (Mateus 7,21), e nem todo aquele que vem em nome do Senhor significa que é do Senhor.

É preciso, nos tempos em que vivemos, muito discernimento. Há muito engano, muitas ilusões e distorções com a Palavra de Deus, com o nome de Deus e com as coisas d'Ele. Quem tem sabedoria use, peça a Deus discernimento. Deixemos, sobretudo, que a sabedoria da Igreja, Mãe e Mestra, fiel Esposa do Senhor, ajude-nos a caminhar nos tempos em que vivemos para não sermos enganados com as ilusões religiosas dos nossos tempos.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | O sermão escatológico (Terça-feira da 34.ª Semana do Tempo Comum)

À medida que se aproxima o final do ano litúrgico, a Igreja nos vai pondo diante dos olhos, com insistência crescente, os mistérios que rodeiam o fim dos tempos: guerras e revoluções, terremotos e carestias, tudo isso prenuncia a chegada do juízo, mas nada disso constitui, por si só, o final da história. Como entender estes sinais, aparentemente tão sombrios e desalentadores, e o que têm eles a nos dizer agora, neste tempo em que ainda vivemos na esperança do retorno de Cristo?Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 23 de novembro, e acompanhe-nos nesta meditação sobre os sinais dos tempos.


https://youtu.be/3-uqxcONFns

Santo do dia 23/11/2021


São Clemente I (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 23 de Novembro † s. I


Numa lista dos primeiros bispos de Roma, do século II, podemos ler: "Depois que os santos Apóstolos Pedro e Paulo fundaram e constituíram a Igreja, passaram a Lino o ofício do episcopado. Este é aquele Lino mencionado por Paulo em sua epístola a Timóteo. Sucedeu-o Anacleto, e depois deste recebeu o ofício episcopal, em terceiro lugar depois dos Apóstolos, Clemente, que havia conhecido pessoalmente os Apóstolos. A este Clemente seguiu Evaristo..."

De Lino e Anacleto se conhecem apenas os nomes. Conhecemos, porém, bem mais de Clemente que governou a Igreja de Roma no último decênio do século I. Possuímos dele uma longa carta enviada à comunidade cristã de Corinto. A carta revela a existência da nítida e forte consciência do direito que a Igreja de Roma possuía, já desde então, de intervir nas questões internas de uma outra Comunidade, a fim de recompor autoritativamente a ruptura ali produzida por causa da destituição de alguns presbíteros feita por um grupo de jovens rebeldes, sem maiores indicações. O bispo, também ele expulso, teria apelado para o Bispo de Roma. Todo o documento pretende, portanto, chamar a Comunidade de Corinto de volta aos valores cristãos da paz e da unidade, e a induzir à penitência e ao arrependimento os imprudentes, que se revoltaram sem motivo contra a legítima autoridade dos presbíteros, fundada na tradição dos Apóstolos.

Clemente, conhecido também como Clemente Romano, enviou a Corinto dois presbíteros romanos com a dita carta e com a missão de pacificar a conturbada Comunidade. Nela Clemente dá informações sobre a recente perseguição ocorrida em Roma, na qual foram mortos Pedro e Paulo. Em toda a sua exposição mostra-se grande conhecedor do culto judaico. Notável nesta intervenção do bispo de Roma é o fato de que, já no fim do primeiro século cristão, o sucessor de Pedro era olhado como centro da unidade cristã.

A carta é um modelo de carta pastoral, uma verdadeira homilia sobre a vida cristã. Durante certo tempo, a carta de Clemente gozava de tal prestígio que era lida na assembleia litúrgica, ao lado de textos bíblicos. Sabemos que a intervenção do papa Clemente teve pleno êxito. Constituiu-se assim este escrito no primeiro documento papal.

A Oração coleta, depois de celebrar Deus, admirável nos seus santos, pede para que, com alegria, a Igreja possa celebrar a festa do papa São Clemente, visto como sacerdote e mártir do Filho de Deus, pois ele testemunhou com o seu sangue o mistério que celebrava e confirmou suas palavras com o exemplo de sua vida.

Belíssima a leitura do Ofício das Leituras, tirada da carta do papa São Clemente I, em que ele mostra que os dons de Deus são admiráveis.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Clemente I, rogai por nós!



São Columbano (Memória Facultativa)
Local: Bóbbio, Itália
Data: 23 de Novembro † 615


A Irlanda foi chamada a pátria dos missionários. Catequizada por São Patrício no início do século V, teve sempre uma forte tradição monástica que forneceu numerosos evangelizadores à Europa após a degradação do Império Romano.

Entre estes, emerge Columba, o Jovem, mais conhecido como Columbano. A data do seu nascimento é muito incerta, pois é estimada de 525 a 543. No fim do século VI, com mais doze monges, partiu do seu mosteiro irlandês de Bangor, perto de Belfast, em demanda do continente europeu. Começa sua peregrinação por amor a Deus, com finalidade evangelizadora. Andou pela França toda, onde fundou vários mosteiros, centros propulsores de vida missionária.

Entre 590 e 610 trabalhou na Borgonha, onde fundou o célebre mosteiro de Luxeuil que se tornaria centro de irradiação missionária. Tendo entrado em conflito com a despótica rainha da França por ter verberado certos abusos da corte real, Columbano deixou aquele país e rumou para a Suíça, iniciando a evangelização na região do lago de Constança. Como também tivesse entrado em choque com os poderosos, aí deixou o seu discípulo São Galo, que ligou seu nome ao célebre mosteiro de Sankt Gallen, ainda hoje centro de espiritualidade. Com cerca de 70 anos, Columbano atravessou os Alpes e no norte da Itália deixou outra fundação importante, o mosteiro de Bobbio, onde morrerá no ano de 615.

Seu retrato moral foi descrito assim: "Columbano foi um irlandês autêntico, de temperamento impetuoso e terno ao mesmo tempo, audaz e independente; era ferrenho defensor das tradições monásticas celtas, em adesão cordial à Sé de Pedro. Asceta rígido, amante da contemplação solitária, mas também homem de ação vigorosa, pai afetuoso, caridoso para com os pobres, apareceu na Europa como profeta enviado por Deus para reconduzir a sociedade à vida cristã por meio da abnegação e penitência".

A influência de São Columbano e de seus monges devia ser de imensa transcendência para a espiritualidade cristã do Ocidente. Foram eles que, conforme prática introduzida entre os monges na Irlanda, difundiram, pela primeira vez, o espírito penitencial e a prática da confissão individual auricular, que haveria de propagar-se cada vez mais durante a Idade Média até tornar-se norma obrigatória para toda a Igreja.

Columbano deixou vários escritos importantes para a vida monástica do seu tempo. Nos mosteiros que ele fundou na França, Suíça e Itália, vigorava uma Regra extremamente rigorosa. Do século IX em diante, os monges de São Columbano adotarão a Regra de São Bento, bem mais comedida que a do rígido monge irlandês.

A Oração coleta realça a solicitude de São Columbano pela pregação do Evangelho e o zelo pela vida monástica. Pede, então, que, por sua intercessão e exemplo, procuremos a Deus acima de tudo e nos empenhemos no crescimento do povo de Deus.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.