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Memória Facultativa

São Luís de França ou São José de Calazans, presbítero

Antífona de entrada

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro. (Sl 85, 1-3)
Inclína, Dómine, aurem tuam ad me, et exáudi me: salvum fac servum tuum, Deus meus, sperántem in te: miserére mihi, Dómine, quóniam ad te clamávi tota die. Ps. Laetífica ánimam servi tui: quóniam ad te, Dómine, ánimam meam levávi. (Ps. 85, 1. 2. 3. 4)
Vernáculo:
Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro. (Cf. MR: Sl 85, 1-3) Sl. Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh'alma. (Cf. LH: Sl 85, 4)

Oração do dia

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira leitura (1Cor 1, 1-9)


Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

4Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus: 5Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, 6à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. 7Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 8É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo. 9Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 144)


℟. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!


— Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza. ℟.

— Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas! ℟.

— Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam. Eles recordam vosso amor tão grandioso e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24, 42a. 44) ℟.

Evangelho (Mt 24, 42-51)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.

44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar.

47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Exspéctans exspectávi Dóminum, et respéxit me: et exaudívit deprecatiónem meam, et immísit in os meum cánticum novum, hymnum Deo nostro. (Ps. 39, 2. 3. 4)


Vernáculo:
Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor. (Cf. LH: Sl 39, 2. 4)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que pelo sacrifício da cruz, oferecido uma só vez, conquistastes para vós um povo, concedei à vossa Igreja a paz e a unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Com vossos frutos saciais a terra inteira: fazeis a terra produzir o nosso pão e o vinho que alegra o coração. (Sl 103, 13-15)

Ou:


Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e eu o ressuscitarei no último dia. (Jo 6, 55)
Beátus servus, quem, cum vénerit Dóminus, invénerit vigilántem: amen dico vobis, super ómnia bona sua constítuet eum. (Mt. 24, 46. 47; ℣. Ps. 33)
Vernáculo:
Feliz aquele servo que o Senhor, ao chegar, encontrar agindo assim. Em verdade vos digo, ele o encarregará de todos os seus bens. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 24, 46. 47)

Depois da Comunhão

Ó Deus, fazei agir plenamente em nós o sacramento do vosso amor, e transformai-nos de tal modo pela vossa graça, que em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 25/08/2022
O alimento diário da alma

Deus quer dar a cada fiel o alimento que a cada dia lhe é necessário pelas mãos de seus administradores, sacerdotes ordenados para conduzir o povo cristão nesta nossa peregrinação rumo ao céu.

O Evangelho de hoje fala-nos dos servos encarregados pelo senhor de distribuir aos funcionários de sua casa a ração diária, isto é, a porção de alimento que a cada um corresponde. Trata-se de uma alusão ao tempo em que vivemos, o tempo da Igreja, ao longo do qual, enquanto aguardamos a vinda gloriosa de Cristo, só podemos perseverar na fé e na caridade se tivermos dia após dia o que comer, ou seja, o pão quotidiano de que nos fala o Pai-nosso: “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje”. Ora, esse pão diário, como o nome mesmo já indica, é uma ração, uma medida, um “maná” adequado às necessidades próprias de cada cristão que o Senhor faz descer do céu, a fim de nos alimentar durante a travessia do deserto deste mundo rumo à terra prometida, ao Reino que pela cruz nos foi aberto. Mas esse pão diário é, ao mesmo tempo, o pão da Palavra, ouvida atentamente em toda Santa Missa e meditada com carinho nos momentos de oração, e o pão da Eucaristia, na qual Jesus mesmo, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, se faz presente como nutrimento espiritual, viático para o caminho e penhor de vida eterna. Trata-se, em resumo, do pão da graça, da qual foram instituídos na Igreja verdadeiros ministros ordenados, aos quais foi confiada, como aos servos da parábola de hoje, a missão de alimentar os funcionários da casa, ou seja, os demais membros do Corpo de Cristo, mediante os sacramentos, a pregação do Evangelho e o ensinamento fiel da doutrina cristã. É pela santificação destes ministros, chamados a ser sacerdotes segundo o coração de Deus, que devemos rezar muito nestes tempos, em que nunca foram tão necessários ao clero os sacrifícios e as penitências de leigos realmente comprometidos com uma vida cristã séria e autêntica. — Dai-nos, Senhor, santos sacerdotes, fiéis administradores dos vossos bens!

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Santo do dia 25/08/2022


São Luís de França (Memória Facultativa)
Local: França
Data: 25 de Agosto † 1270


Luís IX, rei da França, nasceu em Poissy, na França, em 1215. Avesso aos títulos, preferia assinar Luís de Poissy, com o nome da localidade em que foi batizado, afirmando que a dignidade mais alta ele tinha recebido lá. Por ocasião do batismo, sua mãe, Blanca de Castela, rainha de grandes dotes morais e intelectuais, estreitou-o ternamente contra o coração, dizendo: "Filhinho, agora és um templo do Espírito Santo, conserva sempre teu coração puro e jamais o manches com o pecado!"

Ainda menino, foi coroado rei da França. Sua mãe dirigiu o reino durante a menoridade de Luís e deu-lhe primorosa educação religiosa. Interessante que Luís IX era primo de outro rei santo, filho de Bereguela de Castela, irmã de Blanca, São Fernando de Castela. Contraiu matrimônio com Margarida de Provença, princesa como ele de grandes virtudes. Do matrimônio nasceram onze filhos, a quem ele próprio deu excelente educação.

Aos 21 anos de idade tomou nas mãos as rédeas do governo. Luís soube conciliar com suas preocupações governamentais uma piedade profunda, o espírito de penitência e grande caridade para com todos. Chegou à santidade comprovada pela Igreja no desempenho exemplar da difícil tarefa de governar.

Participava diariamente da santa Missa. Levantava-se durante a noite para rezar as Matinas. Promoveu, juntamente com o bem social, o crescimento espiritual de seus súditos na justiça e na paz. Sua maior preocupação no governo foi a administração da justiça, dedicando, todos os dias, algumas horas a ouvir qualquer pessoa que tivesse negócios a tratar. Ele foi o protótipo do rei feudal. Santo na vida pública e familiar, cuidou ao mesmo tempo dos interesses da França e da religião, que sempre amou e protegeu. Embora fosse muito reverente para com o Papa, soube no entanto também defender os direitos e interesses do reino. Tornou-se até apaziguador entre o Papa e o imperador Frederico II.

Pode-se dizer que Luís IX foi o último grande cruzado. Organizou um exército, chegou a conquistar a fortaleza de Damieta, no delta do Nilo, mas pouco depois perdia tudo, foi aprisionado e comprou seu resgate a preço de ouro. Esta sua expedição de 1248 falhou. Do Egito, o rei passou à Palestina, trabalhando na fortificação das posições cristãs. Ao ter notícia da morte de sua amada mãe Blanca, retornou à França em 1254. Em 1270, empreendeu aquela que foi chamada a última cruzada. Dela participavam dois irmãos e três filhos. Quis começar as operações a partir de Túnis. A peste dizimou suas tropas. Em pouco tempo morriam o legado do Papa, um filho de Luís, e, no dia 25 de agosto, com a idade de 55 anos, ele mesmo era vitimado.

O papa Bonifácio VIII o elevou à honra dos santos. Seu nome entrou na galeria dos heróis e santos da nação e da Igreja da França. Sua presença e devoção encontram se também no Brasil. Basta lembrar São Luís do Maranhão, onde ele é padroeiro da cidade.

São Luís IX convida os cristãos a buscarem a perfeição da caridade em qualquer estado de vida. Mostra que é possível buscar o ideal da santidade também na difícil arte de governar, no exercício do poder a serviço do bem comum. É possível exercer a política, a arte de governar a "polis", a cidade, imbuído do espírito do Evangelho. Celebrando a festa de São Luís IX, a Igreja é convidada a rezar sobretudo pelos governantes, para que, à luz do Evangelho, promovam sempre a justiça e a paz.

A Oração coleta lembra que Luís foi transferido dos cuidados de um reino terrestre à glória do reino do Céu. Pede-se que, a exemplo dele e por sua intercessão, possamos desempenhar nossas tarefas de cada dia e trabalhar para a vinda do reino de Deus. A oração faz eco à vocação e missão dos cristãos leigos na sociedade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.