Nome: Santo Eustásio (Memória Facultativa)
Local: Nápoles, Itália
Data: 29 de Março † s. III

Eustásio era natural da Borgonha. Sobrinho de Miget, bispo de Langres, formou-se sob a direção de Columbano, em Luxeuil, ao qual seguiu no exílio.

Mais ou menos em fins do ano de 616, de volta a Luxeuil, foi feito abade. Santa Fare, então, cega, recuperou a vista: Eustásio fazia o primeiro milagre.

Todo empenhado em evangelizar os infiéis da região, acompanhado de Santo Aile, chegou até os varascos, ao longo do Doubs, povo que vivia, parte idólatra, parte herético. Convertendo o chefe Isério, a irmã deste, edificada, acabou por fundar o mosteiro de Cusance.

Dali, passaram Eustácio e Aile a Baviera. E. em Meuse, Bassigny, hospedando-se na casa de um Gondoíno, viu Eustásio morrer-lhe a filha, Salaberga. Condoido com a desolação do hospedeiro, ressuscitou-lhe a jovem. E Aile, então prêsa de violentíssima febre, sentiu o poder que Deus dera ao companheiro de evangelização.

Jonas de Bobbio, que escreveu uma vida de Santo Eustásio, conta, então, detalhadamente, o que sucedeu com Agrestino, um antigo notário do rei Thierry II. Tendo demandado Luxeuil, depois de ter distribuido tudo que possuía aos pobres, crendo-se com vocação de apóstolo, procurou o Santo. Separado da religião, cismático, Agrestino não foi recebido, e pôs-se, então, a criticar a regra de Columbano, ao que o Santo, respondendo eloquentemente, disse: «Se vós persistirdes em combater nossas instituições, cito-vos no tribunal de Deus. Vós defendeis vossa causa contra Columbano; logo recebereis a sentença do justo juiz, do qual caluniais o servidor»>.

Próximo do fim, numa visão miraculosa, foi-lhe dado escolher: ou quarenta dias de lenta agonia ou trinta de cruéis sofrimentos. Santo Eustásio preferiu a mais dolorosa enfermidade, e faleceu em 625.

O corpo, que foi enterrado na abadia mesma de Luxeuil, transferiram-no, por volta do século X, para o convento das beneditinas de Vergaville, na Lorena, tendo desaparecido em 1670.

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume V. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 mar. 2022.

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