Nome: São Turíbio de Mogrovejo (Memória Facultativa)
Local: Saña, Peru
Data: 23 de Março † 1606

Turíbio nasceu na Espanha pelo ano de 1538 e morreu em Santa, no Peru, como arcebispo de Lima, aos 23 de março de 1606.

Lima pode com razão ser chamada a cidade dos santos na América Latina. No prazo de um século aí morreram Santa Rosa de Lima, São Francisco Solano, São Martinho de Porres ou de Lima e São Turíbio, que aí exerceu o pastoreio durante 25 anos. Por vocação, dedicou-se ao Direito.

Turíbio, que não pensava em tornar-se sacerdote, atraiu as atenções do rei Filipe II que, mesmo como leigo, o nomeou presidente do tribunal da Inquisição de Granada. Procurando dar uma resposta adequada aos problemas que agitavam o Peru, o rei apresentou sua candidatura a arcebispo de Lima, mesmo a contragosto de Turíbio. Aceita a indicação por parte da autoridade eclesiástica, Turíbio recebe a ordem do episcopado e rumou para a colônia espanhola, chegando a Lima em 1581. Lá ele iria ser por vinte e cinco anos o pastor incansável de seus fiéis, o defensor dos humildes, sobretudo dos indígenas, e reformador dos costumes e das instituições eclesiásticas, o enérgico opositor aos desmandos do poder civil e dos colonizadores espanhóis. Visitou várias vezes sua enorme diocese, nas condições mais precárias. Por toda parte organizou paróquias, reuniu sínodos para tratar dos ingentes problemas eclesiásticos, segundo as normas recentemente emanadas pelo Concilio de Trento. Fundou o primeiro Seminário eclesiástico das Américas. No campo social atribulava-o, sobretudo, a condição espiritual e econômica dos indígenas, explorados e maltratados por muitos colonizadores. Defendeu energicamente os oprimidos contra a crueldade e falta de escrúpulos dos brancos. A tamanho trabalho São Turíbio juntava uma profunda piedade e espírito de penitência. Morreu no campo de luta durante uma visita pastoral, a 440km distantes de Lima.

A Igreja está, pois, diante de um grande pastor missionário. Nele se comemora a Igreja toda missionária, exercendo a missão de Cristo Jesus, o Bom Pastor. Pregou incansavelmente a reforma dos costumes através de uma sincera conversão à verdade do Evangelho. A Oração coleta realça sua solicitude pastoral e o zelo pela verdade. Por sua intercessão podemos esperar um contínuo aumento de fé e de santidade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

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