Antífona de entrada

Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais. (Sl 69, 2. 6)

Oração do dia

Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Nm 11, 4b-15)


Leitura do Livro dos Números


Naqueles dias, 4bos filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”.

7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho, ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite.

9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança; e leva-o à terra que juraste dar a seus pais!’ 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”.

Salmo Responsorial (Sl 80)


R. Exultai no Senhor, nossa força.


— Mas meu povo não ouviu a minha voz, Israel não quis saber de obedecer-me. Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, abandonei-os ao seu duro coração. R.

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos, sem demora, humilharia e voltaria minha mão contra o opressor. R.

— Os que odeiam o Senhor o adulariam, seria este seu destino para sempre; eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria. R.

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4, 4b) R.

Evangelho (Mt 14, 13-21)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Sobre as Oferendas

Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo o sabor e satisfaz todo o paladar. (Sb 16, 20)

Ou:


Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim não terá sede. (Jo 6, 35)

Depois da Comunhão

Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 02/08/2021
Saciemos a fome dos nossos irmãos

“Jesus porém lhes disse: ‘Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!’” (Mateus 14,16).

Os discípulos querem despedir as multidões porque o dia já vai avançando e aquele povo todo está ouvindo Jesus, se saciando de Jesus, porque Ele anuncia a eles a Palavra que dá vida, é a Palavra que dá vida preenche a nossa alma e o nosso coração.

É gostoso e saboroso ouvir Jesus, como precisamos realmente nos deliciar com a graça de ouvir a Palavra de Deus. E como nós precisamos levar esse gosto, esse sabor, essa delícia que é ouvir Jesus, estar na presença d’Ele ao coração de todos os homens e todas as mulheres, daqueles que nos cercam.

Escutamos muitas coisas, assistimos filmes, vemos programas, escutamos as pessoas contando piadas e histórias engraçadas, mas é somente para nos distrair, porque, realmente, quem nos sacia, quem realmente traz plenitude e vida para a nossa vida é Jesus, por isso, precisamos ouvi-Lo de todo o nosso coração.


É desumano e triste ignorarmos a fome dos irmãos

Aqui tem uma coisa importante: assim como precisamos cuidar e alimentar a nossa vida espiritual, nossa vida psíquica e psicológica, o nosso ser inteiro precisa se alimentar de Deus, precisamos do pão do cotidiano. Assim como não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus (cf. Mateus 4,4), não é só da palavra que vem da boca de Deus que vive a nossa humanidade. Nós trabalhamos para ter o pão de cada dia, para termos resistências, para termos fortaleza e é uma bênção podermos nos alimentar bem com a graça de Deus.

Não é somente nós e os nossos, mas todos os filhos de Deus tem direito ao pão do cotidiano, ao pão de cada dia. Não podemos permitir que ninguém ao nosso lado, ao nosso redor, próximo a nós, ninguém que venha a nós volte de mãos vazias, volte com fome ou com sede.

Deus criou este mundo com abundância de alimentos capaz de saciar mais três planetas, dez planetas como este ou quantos forem necessários, porque Deus criou tudo em abundância. Por isso, é triste e desumano quando qualquer ser humano passa fome, mas é mais desumano e mais triste ainda ignorarmos a fome dos irmãos, fazermos como os discípulos: “Deixa eles irem embora para que eles se virem”. Não! “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

O primeiro significado é que eu preciso ser alimento para o outro, preciso me dar ao outro, escutar a fome e a necessidade do outro, mas eu preciso dar o pão para saciar a necessidade do outro. Vou pegar o pouco que tenho, o pouco que temos ao nosso lado, que seja cinco pães, que seja os dois peixes e, com a graça de Deus, saber multiplicar os dons.

Na humanidade perversa em que nós vivemos, as pessoas retém e guardam, as pessoas acumulam para si. A sociedade do Evangelho é aquela que multiplica o pouco para que se torne muito, divide o que tem para que ninguém passe necessidade. Saciemo-nos de Jesus e levemos Jesus aos outros, mas não nos esqueçamos que nem nós e nem eles vivemos sem o pão do cotidiano. Por isso, nos alimentemos, mas alimentemos também uns aos outros e dai-lhes vós mesmo de comer.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Um dia de indulgência

Hoje, dia do Perdão de Assis, a Santa Madre Igreja nos concede a possibilidade de lucrar a indulgência plenária da Porciúncula. Para isso, basta-nos fazer uma piedosa visita à nossa matriz paroquial ou a alguma igreja catedral e ali recitar, com amor e devoção, um Pai-Nosso e o Símbolo dos Apóstolos. Não nos esqueçamos de cumprir, além disso, as três condições usuais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Santo Padre. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este segunda, dia 02 de agosto, e entenda melhor o que é uma indulgência e como lucrar esta que a Igreja hoje nos concede, tirada dos tesouros superabundantes dos méritos de Jesus Cristo!




Santo do dia 02/08/2021

 

 


São Pedro Julião Eymard (Memória Facultativa)
Local: La Mure, França
Data: 02 de Agosto † 1868


Trata-se de um santo recentemente introduzido no Calendário romano. Ele pode ser caracterizado como o sacerdote do Santíssimo Sacramento. Fundou a Congregação dos Sacerdotes do Santíssimo Sacramento, os conhecidos Padres Sacramentinos, bem como a Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento.

Nasceu na pequena cidade de La Mure, na França, em 1811. Desde criança foi iniciado pela mãe na devoção à Santíssima Eucaristia. Perante o sacrário nasceu-lhe a vocação religiosa e sacerdotal.

No entanto, inúmeras dificuldades o esperavam para realizar seu sonho. Sofreu a oposição do pai que considerava a presença do filho necessária para o sustento da família, que não tinha condições de enfrentar as despesas dos estudos. As escondidas do pai, foi estudando o latim noite a dentro.

Por fim sua tenacidade venceu e foi ordenado sacerdote em 1834. Exerceu o ministério sacerdotal por cinco anos como vigário paroquial como dizemos hoje e, depois, como pároco. Deixando a paróquia, ingressou na Congregação dos Maristas, sonhando ser um dia missionário nas longínquas terras da Oceania.

Deus, porém, tinha outros planos: Eymard devia ser missionário da devoção à Santíssima Eucaristia em sua terra natal, a França, para irradiar pelo mundo afora um grande amor a Jesus Eucarístico. Pedro Eymard rezou bastante, aconselhou-se com os Superiores e com o próprio papa Pio IX e, quando viu claramente ser vontade de Deus, atirou-se sem reservas numa nova obra: a fundação de uma Congregação religiosa que propagasse, difundisse no mundo o culto solene à Santíssima Eucaristia. Fundou ainda a Congregação religiosa das Servas do Santíssimo Sacramento e uma Associação de leigos que se comprometem Sacramento. com a adoração do Santíssimo

Enquanto se desenrolava o longo e sofrido período da gestação do novo Instituto, padre Eymard não perdeu tempo; toda sua vida convergia para o grande e sublime ideal de servir à pessoa real de Cristo presente na Eucaristia.

Aos poucos vai se implantando por toda parte a prática devocional da Adoração Perpétua. Surgem, por toda parte, na Igreja congressos eucarísticos nacionais e internacionais que visam despertar e alimentar nos fiéis a fé na presença de Jesus na Santíssima Eucaristia.

Estes momentos fortes de espiritualidade popular são devidos, sobretudo, ao grande impulso dado por São Pedro Julião Eymard à devoção à Santíssima Eucaristia. Deixou numerosos escritos de espiritualidade eucarística. Morreu na cidade natal no dia 1º de agosto de 1868.

Creio que podemos situar o carisma de São Pedro Julião dentro de um tempo em que se acentuava o culto eucarístico fora da Missa. O Concílio Vaticano II veio colocar no centro a Eucaristia como celebração da nova Páscoa, do mistério pascal. A Eucaristia como sacrifício memorial de ação de graças e como Ceia do Senhor. Esta concepção muito válida levou, porém, a certo abandono do culto eucarístico fora da Missa, apesar do Rito renovado da Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa. Na Introdução geral deste Ritual se mostra que todo culto eucarístico fora da Missa deve levar ao aprofundamento do mistério eucarístico celebrado. Os últimos papas vêm insistindo na valorização e cultivo do Culto Eucarístico fora da Missa. Neste sentido, foi oportuna a introdução da memória de São Pedro Julião Eymard no Calendário universal.

A Oração coleta realça o admirável amor de São Pedro Julião pelos sagrados mistérios do Corpo e do Sangue do Filho de Deus e pede que possamos colocar o divino banquete da Eucaristia no centro de nossa vida. Celebrar a Eucaristia e viver a Eucaristia, tornando-se Eucaristia, Corpo de Cristo dado e Sangue de Cristo derramado.