Antífona de entrada

Como Jesus morreu e ressuscitou, Deus ressuscitará os que nele morreram. E, como todos morrem em Adão, todos em Cristo terão a vida. (1Ts 4, 14; 1Cor 15, 22)

Ou:


Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz. (Cf. 4Esd, 2, 34. 35)

Ou:


Deus, que ressuscitou Jesus dentre os mortos, também dará vida aos nossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em nós. (Cf. Rm 8, 11)

Oração do dia

Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ou:


Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso Filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que, tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ou:


Ó Deus, fizestes o vosso filho único vencer a morte e subir aos céus. Concedei a vossos filhos e filhas superar a mortalidade desta vida e contemplar eternamente a vós, Criador e Redentor de todos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Jó 19, 1. 23-27a)


Leitura do Livro de Jó


1Jó tomou a palavra e disse: 23“Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27aEu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Ou:


Primeira Leitura (Is 25, 6a. 7-9)


Leitura do Livro do Profeta Isaías


Naquele dia, 6aO Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Ou:


Primeira Leitura (Sb 3, 1-9 ou Sb 3, 1-6. 9)


Leitura do Livro da Sabedoria

[ 1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto;] 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. [9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.]

Salmo Responsorial (Sl 26)


R. O Senhor é minha luz e salvação.
Ou: Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes.


— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R.

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R.

— Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, atendei por compaixão! É vossa face que eu procuro. Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! R.

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R.


Ou:


Salmo Responsorial (Sl 24)


R. Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma.
Ou: Não se envergonha quem em vós põe a esperança.


— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! R.
— Aliviai meu coração de tanta angústia, e libertai-me das minhas aflições! Considerai minha miséria e sofrimento e concedei vosso perdão aos meus pecados! R.

— Defendei a minha vida e libertai-me; em vós confio, que eu não seja envergonhado! Que a retidão e a inocência me protejam, pois em vós eu coloquei minha esperança! R.


Ou:


Salmo Responsorial (Sl 63)


R. A minh’alma tem sede de vós, ó meu Deus!


— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! R.
— Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. R.

— Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios ao cantar para vós meu louvor! R.

— Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. R.


Segunda Leitura (Rm 5, 5-11)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos: 5a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer. 8Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele. 10Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida! 11Ainda mais: nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Ou:


Segunda Leitura (Rm 8, 14-23)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos: 14Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá – ó Pai! 16O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus. 17E, se somos filhos, somos também herdeiros – herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo –; se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele. 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da a glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até ao tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Ou:


Segunda Leitura (Ap 21, 1-5a. 6b-7)


Leitura do Livro do Apocalipse de São João


Eu, João, 1vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5aAquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas. 6bEu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água viva. 7O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.

Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. É esta a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no ultimo dia. (Jo 6, 39) R.

Ou:


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Benditos do Pai, apossai-vos do Reino, que foi preparado bem desde o começo! (Mt 25, 34) R.

Ou:


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra; os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11, 25) R.

Anúncio do Evangelho (Jo 6, 37-40)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 37“Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.


- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.


Ou:


Anúncio do Evangelho (Mt 25, 31-46)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas por nossos irmãos e irmãs que partiram, para que sejam introduzidos na glória com o Cristo, que une os mortos e os vivos no seu mistério de amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:


Ó Deus de misericórdia, purificai no Sangue de Cristo pelo poder deste sacrifício os pecados de nossos irmãos e irmãs falecidos e concedei o pleno perdão do vosso amor aos que lavastes nas águas do batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:


Acolhe, ó Deus, nossa oferenda em favor de todos os que adormeceram em Cristo, para que, por este sacrifício, livres dos laços da morte, obtenham a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Senhor, que a luz eterna os ilumine no convívio dos vossos Santos, porque sois bom. Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz no convívio dos vossos Santos, porque sois bom.

Depois da Comunhão

Fazei, ó Pai, que os vossos filhos e filhas, pelos quais celebramos este sacramento pascal, cheguem à luz e à paz da vossa casa. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:


Alimentados pelo Corpo e o Sangue do vosso Filho que por nós vos rogamos, ó Deus, em favor de nossos irmãos e irmãs falecidos a fim de que, purificados pelos mistérios pascais, se alegrem com a futura ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:


Ó Deus, pela Eucaristia que celebramos, derramai vossa misericórdia sobre os vossos filhos e filhas falecidos; e aos que destes a graça do batismo, concedei-lhes a plenitude da alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 02/11/2020
Para aqueles que estão em Cristo há vida em plenitude

“Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia” (João 6,40).

Celebramos, hoje, todos os fiéis falecidos. São nossos irmãos, nossas irmãs que partiram desta vida, deixaram no nosso coração saudade, levaram um pedaço de nós, deixaram um pedaço deles aqui dentro de nós.

Mais do que saudade, hoje é dia de celebrarmos a vida, porque a vida de quem está em Deus não perece, pelo contrário, ela se plenifica. Então, estamos hoje vivendo a comunhão com os nossos irmãos. E aqui podemos lembrar tantas pessoas, temos a nossa lista de parentes, amigos, pessoas queridas que fizeram parte da nossa vida, da nossa comunidade, para a qual queremos realmente fazer memória. Primeiro, pela oração, pois a forma mais linda de vivermos a comunhão dos santos é por intermédio da oração.

Então, nós Igreja, que militamos aqui na Terra, queremos fazer comunhão com aqueles que estão na Igreja ainda padecente, estão se purificando no purgatório. A nossa oração, hoje, é por esses nossos irmãos.


Celebrar o dia de hoje é uma oportunidade para que a nossa vida, cada vez mais, encaminhe-se para a presença de Deus

A Eucaristia que rezamos, a visita ao cemitério que realizamos, é uma obra de misericórdia profunda, um gesto de amor e comunhão. Aqueles que partiram dessa vida não morrem, estão em nós. Depois, é lembrarmos que nós também estamos em partida, também estamos nesta mesma jornada e caminhada, e também estaremos um dia precisando receber a oração daqueles que ficaram.

É o momento também de refletirmos a nossa própria vida e, a cada dia, cuidarmos melhor dela, não por medo da morte, mas por reverência à vida eterna que Deus preparou para nós. Para aqueles que estão em Cristo não há morte, para aqueles que estão em Cristo Jesus há vida em plenitude.

Celebremos a vida dos nossos que foram com saudade, muitas vezes, ainda com dor, mas sem jamais perder a esperança, a fé, a confiança naquilo que é a eternidade feliz junto de Deus, mas também colocando a nossa barba de molho, colocando a nossa consciência num ponto de reflexão: Como estão os nossos atos e as nossas atitudes para que a nossa vida corresponda sempre à eternidade feliz que almejamos?

Não tenhamos medo da morte, o único medo que podemos ter é de não ter a vida em Deus. Por isso, celebrar o dia de hoje é uma oportunidade para que a nossa vida, cada vez mais, encaminhe-se para a presença e o amor de Deus, porque quem está em Deus não conhece o abismo da morte, mas a luz eterna que brilha para aqueles que colocaram n’Ele a sua confiança.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

A Comemoração dos Fiéis Defuntos, festa em que a caridade cristã nos impele a rezar em sufrágio daqueles que nos precederam com o sinal da fé, vem recordar-nos — como sempre creu a Igreja Católica — que só poderão associar-se no Céu à assembleia dos santos as almas inteiramente purificadas, ou seja, as que, além de estarem livres de todo pecado mortal, tiverem alcançado aquele grau de amor a Deus sem o qual não é possível ser admitido ao Reino celeste. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 2 de novembro, e ofereçamos hoje, em sufrágio das benditas almas do Purgatório, jejuns, esmolas, orações e toda obra de piedade que nos inspirar a caridade cristã.




Santo do dia 02/11/2020

Comemoração dos Fiéis Defuntos


Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: “Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança” (1Ts 4, 13).

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.

O convite à oração feito pela nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da “comunhão dos santos”, onde, pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrifícios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase regra geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilo, aos poucos o costume se espalhou a todo o seio da cristandade, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, os doentes e os pobres.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição: “Santo e piedoso pensamento, este de orar pelos mortos. Por isso ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres dos seus pecados” (2Mac 12, 46). Assim é salutar lembrarmos, neste dia, que “a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica, 1031).

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto: a montanha onde se encontra o tesouro, o cume onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; assim, “o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial “antessala”.


Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.