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6ª feira da 5ª Semana da Páscoa

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Antífona de entrada

O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor, aleluia. (Ap 5, 12)
Gradual Romano:
Cantate Dómino cánticum novum, allelúia: quia mirabília fecit Dóminus, allelúia: ante conspéctum géntium revelávit iustítiam suam, allelúia, allelúia. Ps. Salvávit sibi déxtera eius: et bráchium sanctum eius. (Ps. 97, 1. 2)

Vernáculo:
Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele fez maravilhas! Aos olhos das nações revelou sua justiça, aleluia! (Cf. MR: Sl 97, 1-2) Sl. Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. (Cf. LH: Sl 97, 1cd)

Coleta

Concedei-nos, Senhor, viver plenamente os mistérios pascais; e o que celebramos com alegria sempre nos fortaleça e nos comunique a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — At 15, 22-31


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 22pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.

Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

30Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 56(57), 8-9. 10-12 (R. 10a)


℟. Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.


— Meu coração está pronto, meu Deus, está pronto o meu coração! Vou cantar e tocar para vós: desperta, minh'alma, desperta! Despertem a harpa e a lira, eu irei acordar a aurora! ℟.

— Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, dar-vos graças, por entre as nações! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade! Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! ℟.


https://youtu.be/v0G-6fsFBJM
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu vos chamo meus amigos, pois vos dei a conhecer o que o Pai me revelou. (Jo 15, 15b) ℟.

Evangelho — Jo 15, 12-17


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.

14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Iubiláte Deo univérsa terra: iubiláte Deo univérsa terra: psalmum dícite nómini eius: veníte, et audíte, et narrábo vobis, omnes qui timétis Deum, quanta fecit Dóminus ánimae meae, allelúia. (Ps. 65, 1. 2. 16)

Vernáculo:
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez, aleluia! (Cf. LH: Sl 65, 1. 2a. 16)

Sobre as Oferendas

Senhor, nós vos pedimos, santificai com benevolência estes dons e, aceitando a oblação do sacrifício espiritual, fazei de nós uma eterna oferenda para vós. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

O Crucificado ressurgiu dos mortos e nos redimiu, aleluia.
Gradual Romano:
Ego vos elégi de mundo, ut eátis, et fructum afferátis: et fructus vester máneat. Allelúia. (Io. 15, 16; ℣. Ps. 88, 2. 4. 6. 20. 21. 22. 25. 29)

Vernáculo:
Não fostes vós que me escolhestes, diz o Senhor, mas fui eu que vos escolhi e vos designei, para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. Aleluia. (Cf. MR: Jo 15, 16)

Depois da Comunhão

Alimentados, Senhor, com os dons deste sagrado mistério, nós vos pedimos humildemente que nos faça crescer na caridade a Eucaristia que vosso Filho nos mandou celebrar em sua memoria. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 08/05/2026


Não há amizade sem sacrifício


Do mesmo modo como Cristo se entregou por todos os homens, assim também nós devemos entregar-nos a cada um dos nossos irmãos. É nisto que consiste a verdadeira amizade: quando, por amor a Deus, sacrificamo-nos por quem Jesus também se sacrificou. Sejamos cada vez mais amigos de Nosso Senhor!


Continuamos na intimidade dos Apóstolos no Cenáculo, e o momento torna-se ainda mais íntimo, ao renovar Jesus o seu mandamento: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Ele diz mais: “Não vos chamo servos, chamo-vos amigos”. Eis a realidade íntima da amizade.

A primeira coisa a que se tem de responder é: afinal de contas, por que Jesus, no início do capítulo 13, chamou os discípulos servos, e aqui no capítulo 15, chama-os amigos e diz que não são servos? No início do capítulo 13, Ele diz: “Vós me chamais Mestre e Senhor… deveis ser servos, lavando os pés uns aos outros”.

Há duas possibilidades. Primeira. Temos de lembrar que Judas ainda estava no Cenáculo, ele ainda não saíra, portanto não era adequado que Jesus dissesse: “Sois meus amigos”. Por quê? Porque a amizade é recíproca, e da parte de Judas não havia amizade.

Segundo ponto. Existem dois tipos de servidão: a servidão de quem é escravo, e o serviço de quem é filho ou amigo. Com isso, Jesus nos mostra como somos amigos: somos amigos dando a vida pelo amigo. Foi o que Ele fez. Ele deu a vida por nós; por isso, nós agora precisamos dar a vida por Ele. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Esse é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros”.

Como isso se enquadra a nós? Jesus deu a vida por nós morrendo na Cruz. Ora, a forma que temos de retribuir a amizade de Jesus é também dar a vida, mas como? Dando-a aos irmãos. Por quê? Porque não é possível darmos a vida a Jesus. Jesus não precisa da nossa vida. Ele é a vida em abundância, não é verdade? Não precisamos dar a vida a Ele; mas precisamos, sim, entregar o que somos por amor a Cristo, e o lugar em que se faz isso são os irmãos. Neles é que encontramos o lugar de cumprir o mandamento de Deus da verdadeira caridade.

O que as pessoas não percebem é que, quando Jesus diz: “Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros”, a palavra que Ele usa é “caridade”. É um amor-caridade, um amor-ágape (αγάπη [agápē], em grego). Esse amor-caridade significa amar ao outro por causa de Deus. Se eu simplesmente amo um pobre apenas por sua pobreza, isso ainda não é caridade; mas quando eu vejo no pobre o próprio Cristo e o amo por isso, então sim estou na caridade, porque estou dando algo, estou dando a minha vida, estou servindo a Cristo presente naquela pessoa.

Vemos assim como é necessária a vida de intimidade, a vida de amor, de compreensão e de conhecimento mútuo com Cristo. Faz parte do amor querer unir-se à pessoa amada. É a característica mais própria do amor.

Mas amar não é, antes de tudo, querer o bem do outro? Sim, mas isso é só uma das partes do amor; não é o essencial. Quando você assiste a um jogo de futebol, quer o bem de uma das equipes, mas você não a ama, necessariamente. O querer unir-se a uma pessoa, o querer o bem dela e estar unido a ela, eis o que é próprio do amor. Querer a união com Cristo, em amizade íntima, eis o amor-caridade. No Cenáculo, na Última Ceia, somos chamados a isso.

Por isso, em cada Santa Missa de que participamos, estamos presentes diante de Cristo, que nos chama de amigos, o que vale sobretudo para os sacerdotes. Por quê? Porque, na Última Ceia, Jesus estava reunido com os Apóstolos. Se todos os fiéis são amigos de Cristo — e o são de verdade —, muito mais intimamente devem sê-lo os sacerdotes, que devem corresponder a Ele com amor generoso, dando a vida pelo Amigo.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | O Mandamento do Amor e um Coração capaz de amar (Sexta-feira da 5ª Sem. da Páscoa)

Ensina a doutrina católica, alicerçada nas palavras expressas de Nosso Senhor em diversas passagens do Evangelho, que ninguém é capaz, contando unicamente com as próprias forças, de amar a Deus de todo coração sem os auxílios internos da graça e as inspirações do Espírito Santo, o único que pode derramar em nossos corações a caridade que Cristo nos mereceu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 8 de maio, e peça a Deus a graça de abrir o coração à sua ação, para que possamos amar com o amor que vem do alto.


https://youtu.be/WOqEOJA26-c

Santo do dia 08/05/2026

São Vítor, Mártir (Memória Facultativa)
Local: Milão, Itália
Data: 08 de Maio † c. 304


Se o apelido não corresse o risco de parecer muito leviano e irreverente, poderíamos dizer que santo Ambrósio foi um dos mais eficazes “reconhecedores de talentos” da história. Escavando, literalmente, a história de Milão, encontrou nela personagens ilustres, que honravam a diocese pela qual, tão inesperadamente, tornou-se o responsável. E como um bom “reconhecedor de talentos” sabia também lançar as suas descobertas com todos os meios da publicidade então disponíveis, de modo especial através das festas populares, dos hinos sagrados e dos monumentos. Uma das descobertas de santo Ambrósio é precisamente são Vítor, de quem ele falou longamente na Explanação do evangelho de Lucas e no hino Os piedosos Vítor, Nabor e Félix. A outra fonte histórica, da qual tiramos a vida e sobretudo o martírio de são Vítor, são as Atas, que remontam ao século VIII.

Vítor, Nabor e Félix eram soldados provenientes da Mauritânia e hospedados em Milão. Levados, como outros companheiros seus de milícia e de fé, a fazer escolha entre o imperador e Deus, sua escolha foi clara e decidida. Mas sua objeção de consciência só lhe proporcionou a prisão. Após lhe haver feito passar seis dias sem comer e sem beber para debilitar-lhe a resistência, foi arrastado ao hipódromo do circo (junto à atual Porta Ticinense): não obstante o interrogatório ter sido feito pelo próprio Maximiano Hercúleo e por seu conselheiro Anulino, Vítor permaneceu firme na decisão de não sacrificar aos ídolos, resolução que manteve também após severa flagelação. Transportado ao cárcere, onde está hoje a Porta Romana, são Vítor foi ulteriormente atormentado: despejaram-lhe chumbo derretido nas feridas, mas a forte fibra do soldado africano ainda assim não enfraqueceu.

Um dia, aproveitando a distração dos carcereiros, conseguiu fugir e foi refugiar-se numa estrebaria situada nas proximidades de um teatro, lá onde se encontra hoje a Porta Vercelina. Mas a estas alturas sua peregrinação estava acabada: descoberto, foi levado a um bosque de olmo, que estava perto, e ali foi decapitado. O seu corpo ficou sem sepultura durante uma semana, mas o bispo são Materno o encontrou ainda intacto e fielmente vigiado por duas feras.

Foi-lhe então edificado um túmulo suntuoso, ao lado do qual santo Ambrósio quis que fosse sepultado seu irmão Sátiro. São Vítor é dos santos mais caros aos milaneses, que lhe edificaram igrejas, monumentos e mais tristemente célebre é… o cárcere de são Vítor. Não é por acaso o patrono dos prisioneiros e exilados.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Vítor, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil