Antífona de Entrada:
Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra, e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 13, 9. 10-11)

Oração do Dia:
Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura (Gl 1, 6-12)


Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas


Irmãos, 6admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. 7Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo. 8Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado. 10Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 110)


R. O Senhor se lembra sempre da Aliança.


— Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! R.

— Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão. R.

— Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado. (Jo 13, 34) R.


Evangelho (Lc 10, 25-37)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!” 28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30Jesus respondeu:

“Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”.

E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Homilia: Usemos de misericórdia para tratar as pessoas

“E Jesus perguntou: ‘Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?’ Ele respondeu: ‘Aquele que usou de misericórdia para com ele’. Então, Jesus lhe disse: ‘Vai e faze a mesma coisa’” (Lucas 10,35-37).

 

A pergunta essencial que o Mestre da Lei está fazendo a Jesus é justamente esta: primeiro, ele quer saber o que se deve fazer para ganhar a vida eterna - e a vida eterna é viver os mandamentos, o amor a Deus e ao próximo.

Aqui tem uma questão fundamental que Ele mesmo faz na sua justificação: “E quem é o meu próximo?”. Se temos de amar o nosso próximo, esta pergunta é, de fato, essencial :"Quem é o seu próximo?". Talvez, você considere próximo aquelas pessoas com as quais você cria proximidade, aquelas pessoas com as quais você "se dá bem", você gosta, aquelas pessoas pelas quais você nutre um amor e elas nutrem por você, mas o próximo tem um significado evangélico. Não é o próximo só de proximidade física, porque pode ser que o próximo esteja até muito distante fisicamente, mas é aquele de quem precisamos nos aproximar, porque ele é a presença de Deus para nós.

A parábola fantástica e linda, que Jesus nos conta e conhecemos como a "parábola do bom samaritano", na verdade, também nos mostra o mau sacerdote, o mau levita; um homem e uma mulher maus que, muitas vezes, somos. Porque, todas as vezes que ignoramos o nosso próximo, nos tornamos um mau cristão, mau cidadão, um homem mau; todas as vezes que não nos aproximamos para cuidar do outro, não assumimos a nossa identidade cristã de amar o nosso próximo. Por isso, não se conforme de achar que você tem pessoas amigas, pessoas que você gosta, pessoas para as quais você faz festas, pessoas com as quais você sai e exalta isso como se fosse amor.


É de misericórdia que Deus usa e nos trata com ela a cada dia e, assim, estaremos mais próximos do Reino dos Céus

Sim, é o amor de amizade, amor filial, mas o amor evangélico é outro. O amor evangélico é o amor caritas, é o amor de cuidado; e eu não cuido só de quem eu considero próximo, mas quem, de fato, é o meu próximo. E a resposta é justamente esta: é aquele a quem uso de misericórdia.

Tem pessoas na nossa casa e na nossa família que precisamos usar de misericórdia, porque elas estão distantes, pois, por causa de desentendimentos, de brigas e falta de proximidade, estamos criando distância e precisamos usar de misericórdia para com as falhas, os erros dos outros, como Deus usa de misericórdia para conosco. Existem próximos que estão de uma forma muito distante de nós, estão caídos, largados, deixados de lado. Estão como esse homem que foi assaltado e levado tudo dele.

Como estão próximos de nós a pobreza, a miséria, o sofrimento, o desprezo humano e o quanto nos distanciamos disso porque queremos ignorar essas pessoas!

Para ser um bom samaritano ou um bom cristão de verdade não faça o bem só a quem você quer bem, faça o bem a quem está distante para que se torne próximo. Usemos de misericórdia para com os homens, porque é de misericórdia que Deus usa e nos trata com ela a cada dia e, assim, estaremos mais próximos do Reino dos Céus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Memória de Santa Faustina Kowalska

Uma vez que não existe miséria maior para o homem do que não alcançar o fim para o qual foi criado, que é a visão face a face de Deus no céu, segue-se que nada move mais a misericórdia divina a socorrê-lo do que os males que o põem em perigo de frustrar esse fim, ou seja, o pecado. Por isso, em nada se manifesta mais a misericórdia de Deus para conosco do que em detestar nossas culpas e buscar, por todos os meios, afastar-nos de quanto nos tem afastado dEle. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 5 de outubro, e aprendamos o que realmente é a Divina Misericórdia.





Santo do Dia:

Santa Maria Faustina Kowalska

A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família.

Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: “Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?”

Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou “do Santíssimo Sacramento”, tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus.

Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.

Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: “Hoje o Senhor me receberá”. E assim aconteceu.

Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a “Apóstola da Divina Misericórdia”, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

Santa Faustina, rogai por nós!


Oração sobre as Oferendas:
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão:
Bom é o Senhor para quem confia nele, para aquele que o procura. (Lm 3, 25)

Ou:


Embora sendo muitos, nós formamos um só corpo, porque participamos de um mesmo pão e de um mesmo cálice. (Cf. 1Cor 10-17)

Oração depois da Comunhão:
Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.