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Memória Facultativa

Santa Maria no Sábado

Antífona de entrada

Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus. (Sl 94, 6-7)
Veníte, adorémus Deum, et procidámus ante Dóminum: plorémus ante eum, qui fecit nos: quia ipse est Dóminus Deus noster. Ps. Veníte, exsultémus Dómino: iubilémus Deo salutári nostro. (Ps. 94, 6. 7 et 1)
Vernáculo:
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus. (Sl 94, 6-7) Sl. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! (Cf. LH: Sl 94, 1)

Oração do dia

Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Rs 12, 26-32; 13, 33-34)


Leitura do Primeiro Livro dos Reis


Naqueles dias, 12, 26Jeroboão refletiu consigo mesmo: “Como estão as coisas, o reino vai voltar à casa de Davi. 27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em Jerusalém, para oferecer sacrifícios, seu coração se voltará para o seu soberano Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”.

28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Não subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito”. 29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dã. 30Isto foi ocasião de pecado, pois o povo ia em procissão até Dã para adorar um dos bezerros.

31Jeroboão construiu também templos sobre lugares altos, e designou como sacerdotes homens tirados do povo, que não eram filhos de Levi. 32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha construído nos lugares altos.

13, 33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e se tornava sacerdote dos lugares altos. 34Esse modo de proceder fez cair em pecado a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 105)


℟. Lembrai-vos, ó Senhor, de mim lembrai-vos; segundo o amor que demonstrais ao vosso povo.


— Pecamos como outrora nossos pais, praticamos a maldade e fomos ímpios; no Egito nossos pais não se importaram com os vossos admiráveis grandes feitos. ℟.

— Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno. ℟.

— Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. ℟.


https://youtu.be/PCCekDsOD_U
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4, 4b) ℟.

Evangelho (Mc 8, 1-10)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”.

4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”.

6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Perfice gressus meos in sémitis tuis, ut non moveántur vestígia mea: inclína aurem tuam, et exáudi verba mea: mirífica misericórdias tuas, qui salvos facis sperántes in te, Dómine. (Ps. 16, 5. 6. 7)


Vernáculo:
Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. (Cf. LH: Sl 16, 5. 6. 7)

Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Demos graças ao Senhor por sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome. (Sl 106, 8-9)

Ou:


Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (Mt 5, 5-6)
Introíbo ad altáre Dei, ad Deum qui laetíficat iuventútem meam. (Ps. 42, 4; ℣. Ps. 42, 1. 2. 3. 5a. 5bc)
Vernáculo:
Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Cf. LH: Sl 42, 4ab)

Depois da Comunhão

Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 12/02/2022
Eucaristia, alimento para o caminho

“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho” (Mc 8, 2-3).

O Evangelho de hoje narra o milagre da multiplicação dos pães, que, na narrativa de São Marcos, desperta nossa atenção para um detalhe interessante. Considerando que o milagre da multiplicação sempre nos remete ao pão eucarístico, neste evangelho, a Eucaristia é apresentada como viático, ou seja, um alimento para a viagem. Ao ver aqueles que o seguiam sem ter o que comer, Jesus diz aos discípulos: “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer” (Mc 8, 2). Aqui, vemos por parte dessas pessoas um amor incondicional por Jesus, pois, mesmo em situação adversa, permaneceram junto dele. Estavam ali propter Iesum et non propter esum. Diante disso, Nosso Senhor afirma: “Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe” (Mc 8, 3). E então realiza a multiplicação dos pães, que são distribuídos à multidão como alimento para a viagem, a fim de suportar o caminho de retorno para casa. Essa é uma das características da Eucaristia, presente desde o livro do Êxodo (12, 18-20), quando, em sinais prefigurativos, Deus ordena que o povo de Israel coma pães ázimos, sem fermento, que não estragam no caminho. A Eucaristia é, pois, o pão dos caminheiros, perante o qual devemos nos aproximar dignamente, sabendo que ela consiste no alimento espiritual que nos sustenta, neste mundo, para enfrentarmos o caminho de volta para a pátria celeste. Como alimento da alma, a Eucaristia aumenta nosso amor por Deus, unindo-nos cada vez mais a Ele, que preparou para nós um lugar no céu. Ao comungarmos em estado de graça e com fé, unimo-nos profundamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, que se compadece de nós e concede-nos as forças necessárias para suportarmos as agruras desta vida.

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | A segunda multiplicação dos pães (Sábado da 5.ª Semana do Tempo Comum)

A segunda multiplicação dos pães é uma clara alusão ao sacramento da Eucaristia. Ali, movido de misericórdia, Cristo alimenta em abundância o povo que o vem seguindo até os limites da Terra Santa. Ali, Cristo mostra que o dom que Ele mesmo fará de seu Corpo sagrado será em benefício não só do povo eleito, mas também de todo o mundo pagão.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 12 de fevereiro, e peçamos a Maria Santíssima, Sacrário vivo de Deus, a graça de comungarmos sempre com boas disposições e cada vez mais afeto e fervor.


https://youtu.be/fvZ_Ab4EYBM

Santo do dia 12/02/2022


São Bento de Aniane (Memória Facultativa)
Local: Kornelimünster, Alemanha
Data: 12 de Fevereiro † 821


Bento era filho de Aigulfo, governador de Languedoc (França), e nasceu por volta do ano 750. Na juventude, serviu de copeiro ao Rei Pepino e seu filho Carlos Magno, sob o seu comando desfrutando de grandes honras e posses. A graça penetrou-lhe a alma aos vinte anos, quando resolveu buscar o Reino de Deus com todo coração. Sem abandonar seu posto na corte, ali viveu em extrema mortificação durante três anos; até que, escapando por pouco de um afogamento, foi levado a jurar que abandonaria o mundo, e assim ingressou no claustro de Saint-Seine.

Como prêmio por sua heroica austeridade na condição de monge, Deus concedeu-lhe o dom das lágrimas e o inspirou com o conhecimento das coisas espirituais. No cargo de procurador do mosteiro, dedicava toda a atenção às necessidades dos irmãos, e toda a hospitalidade aos pobres e visitantes. Recusando-se a aceitar a função de abade, construiu por conta própria um eremitério no riacho Aniane, onde viveu alguns anos em grande solidão e pobreza. Mas a fama de santidade atraía muitas almas à sua volta, e foi obrigado a construir uma enorme abadia, onde dentro em pouco já liderava trezentos monges.

Tornou-se o grande restaurador da disciplina monástica por toda a França e Germânia. Em primeiro lugar, preparou com grande esforço um código de regras de São Bento, seu notável homônimo, as quais recolheu junto aos principais fundadores monásticos, mostrando a uniformidade dos exercícios entre elas, e por meio da obra Penitencial impôs sua estrita observância; em segundo lugar, regulava com minúcia todas as questões acerca de alimentação, vestimenta e cada detalhe do cotidiano; e em terceiro lugar, prescrevendo o mesmo para todos, prevenia quaisquer riscos de inveja e garantia a mais perfeita caridade.

Num concílio provincial realizado em 813, sob a direção de Carlos Magno, no qual se fez presente, foi declarado que todos os monges do Ocidente deveriam adotar a regra de S. Bento. Ele faleceu a 11 de fevereiro de 821.

REFLEXÃO

A decadência da disciplina monástica e sua restauração por S. Bento de Aniane prova que ninguém está a salvo da perda do fervor, mas todos podem reconquistá-lo pela fidelidade à graça.

BUTLER, Alban. Vida dos Santos: para todos os dias do ano. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2021. 560 p. Tradução de: Emílio Costaguá. Adaptação: Equipe Pocket Terço.

São Bento de Aniane, rogai por nós!