Antífona de Entrada:
Considerai, Senhor, vossa aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca. (Sl 73, 20.19.22.23)

Oração do Dia:
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura (Ez 9, 1-7; 10, 18-22)


Leitura da Profecia de Ezequiel.

9,1O Senhor gritou a meus ouvidos, com voz forte: “Aproxima-se o castigo da cidade! Cada um tenha sua arma destruidora na mão!” 2Então, eu vi seis homens vindo da porta superior, voltada para o norte, cada qual empunhando uma arma de destruição. Entre eles havia um homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba na cintura. Eles foram colocar-se junto do altar de bronze.

3Então a glória do Deus de Israel elevou-se de cima do querubim sobre o qual estava, em direção à soleira do Templo. E chamou o homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba à cintura. 4O Senhor disse-lhe: “Passa pelo meio da cidade, por Jerusalém, e marca com uma cruz na testa os homens que gemem e suspiram por causa de tantos horrores que nela se praticam”. 5E escutei o que ele dizia aos outros: “Percorrei a cidade atrás dele e matai sem dó nem piedade. 6Matai velhos, jovens e moças, mulheres e crianças, matai a todos, até o extermínio. Mas não toqueis em nenhum homem sobre quem estiver a cruz. Começai pelo meu santuário”. E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do Templo.

7Ele disse-lhe: “Profanai o Templo, enchei os átrios de cadáveres. Ide”. E eles saíram para matar na cidade! 10,18Então a glória do Senhor saiu da soleira do Templo e parou sobre os querubins. 19Os querubins levantaram suas asas e elevaram-se da terra à minha vista, partindo juntamente com eles as rodas. Eles pararam à entrada da porta oriental do Templo do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima deles.

20Eram estes os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, nas margens do rio Cobar, e compreendi que eram querubins. 21Cada um tinha quatro faces e quatro asas, e debaixo das asas, uma forma de mão humana. 22Suas faces eram semelhantes às faces que eu tinha visto junto ao rio Cobar. Cada um seguia em sua frente.


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 112)


R. A glória do Senhor vai além dos altos céus.


— Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! R.

— Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. R.

— Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? R.


R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5, 19) R.


Evangelho (Mt 18,15-20)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.

18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Homilia: A verdadeira correção é feita com amor e caridade

“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão” (Mateus 18,15).

Se tem um tema que é sempre importante para nós é a correção. Como precisamos saber nos corrigir. Primeiro, cada um de nós precisa aprender a corrigir a si próprio, corrigir nossos atos e atitudes, corrigir aquelas maneiras que não edificam. Não posso esperar os outros me corrigirem, se eu mesmo não me corrijo, se não levo a sério a correção.

Precisamos nos deixarmos ser corrigidos por Deus. Eu digo que: abençoado é aquele que Deus corrige e maldito é quando não somos mais corrigidos por Deus porque não nos deixamos corrigir.

Os pais precisam corrigir os seus filhos, marido e mulher precisam corrigir uns ao outro, mas a Palavra de Deus, hoje, é justamente: irmãos precisam corrigir irmãos. Se você ver o seu irmão pecar, por favor, não seja indiferente, não diga: “Isso não é problema meu”.

Ninguém que quer bem ao outro, vê alguém fazer algo errado e quer que aquela pessoa siga no seu erro. Isso é falta de caridade e amor, porém, que a nossa correção seja fraterna e não seja mundana.

A correção mundana é aquela onde, primeiro, espalhamos, falamos, dizemos para outros o erro do irmão, assim você já está pecando, talvez, até mais gravemente do que o pecado que viu seu irmão fazer. A correção é a sós.

Você pode estar muito chateado com alguém porque esse te feriu, te machucou ou você interpretou algo que ele falou e está eclodindo dentro de você. Segura as pontas! Purifica os sentimentos, exorciza a mágoa, o rancor, e quando a alma estiver serena e sóbria vá, a sós, conversar com seu irmão.

Não caia na maldição de colocar a sua raiva nas suas redes sociais, porque a terapia de muitos virou usar as redes sociais para desabafos, para falar mal do outro, para jogar indiretas ou qualquer outra coisa parecida. Isso, evangelicamente, é um pecado gravíssimo, é maior do que qualquer outro que seus irmãos possam ter cometido.

Só existe correção verdadeira quando é feita a sós, com caridade e amor. Porque se falta a caridade e amor, não é correção, é agressão.

Se você foi com toda a caridade e amor aproximar e buscar seu irmão para corrigi-lo e ele te ouviu, maravilha, você ganhou o seu irmão. Por isso, faça da melhor maneira possível.

Seu irmão não te ouviu? Vai pedir ajuda à Igreja, procure a Igreja, procure um sacerdote, não para acusar o irmão, é para dizer: “Como faço com essa situação? Meu irmão está desse jeito”.

O problema é que somos movidos pela onda da fofoca, do falar e da maledicência. É uma verdadeira indecência expormos o pecado e o erro do outro sem vivermos a correção. Agora, é verdade que só corrige quem sabe ser corrigido.

Deixemo-nos ser corrigidos por Deus e pelos outros e teremos a graça de, com humildade, corrigirmos alguém.

Deus abençoe você!  

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Por que devemos corrigir o irmão?

A finalidade da correção fraterna, da qual nos fala hoje o Evangelho, não é “tirar satisfação” de quem pecou contra nós, nem “vingar”, com a dureza de penas eclesiásticas, os que caíram no erro. É, antes de tudo, zelar pelo bem do irmão, membro como nós do mesmo Corpo místico e chamado à comunhão dos filhos de Deus na glória do Céu. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 12 de agosto, e peçamos a Cristo a graça de saber corrigir quando oportuno e não dizermos palavra que não busque o bem espiritual do próximo.





Santo do Dia:

Santa Joana Francisca de Chantal

Neste dia queremos lembrar a vida da santa Joana Francisca de Chantal, modelo de jovem, mãe, irmã e, por fim, de religiosa. Nasceu em Dijon, centro da França, em 1572 e foi pelas provações modelada até a santidade.

A mãe tão amada faleceu quando Joana era criança; o pai, homem de caráter exemplar, era presidente da câmara dos vereadores e por causa de maquinações políticas chegou a sofrer pobreza e muitas humilhações. Joana, que recebeu da família a riqueza da fé, deu com 5 anos um exemplo marcante quanto a presença de Jesus no Santíssimo Sacramente, pois falou a um calvinista que questionava o pai: "O Senhor Jesus Cristo está presente no Santíssimo Sacramento, porque Ele mesmo o disse. Se pretendeis não aceitar o que Ele falou, fazeis dele um mentiroso".

Santa Joana Francisca com 20 anos casou-se com um Barão (Barão de Chantal), tiveram quatro filhos, e juntos começaram a educar os filhos, principalmente com o exemplo. Joana era sempre humilde, caridosa para com o esposo, filhos e empregados; amava e muito amada.

Tristemente perdeu seu esposo que foi vítima de um tiro durante uma caça e somente com a graça de Deus conseguiu perdoar os causadores, e corajosamente educar os filhos. Como santa viúva, Joana conheceu o Bispo Francisco de Sales que a assumiu em direção espiritual e encontrou na santa a pessoa ideal para a fundação de uma Ordem religiosa. Isto no ano de 1604. A partir disso, começou e se desenvolveu uma das mais belas amizades que se têm conhecido entre os santos da Igreja.

Santa Joana Francisca de Chantal, já com os filhos educados, encontrou resistência dos seus familiares, porém, diante do chamado de Cristo, tornou-se fundadora das Irmãs da Visitação de Nossa Senhora. Seguindo o exemplo de Maria, a santa de hoje com suas irmãs fizeram um grande bem à sociedade e à toda Igreja. A longa vida religiosa da Senhora de Chantal foi cheia de trabalhos, sofrimentos e consolações. Faleceu em Moulins, no ano de 1641. Nessa época, já existiam na França noventa casas da sua Ordem.

São Francisco de Sales nunca abandonou a filha espiritual; sobreviveu-lhe ela dezenove anos e repousa a seu lado na capela da Visitação, em Annecy (local da fundação da primeira casa da Ordem das Irmãs da Visitação de Nossa Senhora).

No dia 12 de agosto de 1767, santa Joana Francisca de Chantal, foi canonizada para ser venerada como modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida.

Santa Joana Francisca de Chantal, rogai por nós!


Oração sobre as Oferendas:
Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedestes à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os por vosso poder em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão:
O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor. (Jo 6, 52)

Oração depois da Comunhão:
Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.