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Memória Facultativa

São Calisto I, Papa Mártir

Antífona de entrada

Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel. (Sl 129, 3-4)

Oração do dia

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rm 3, 21-30)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos, 21agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas; 22justiça de Deus essa, que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante desta justiça não há distinção: 23todos pecaram e estão privados da glória de Deus, 24e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, realizada em Jesus Cristo.

25Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça em ter deixado sem castigo os pecados cometidos outrora, 26no tempo de sua tolerância. Assim ainda ele demonstra sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo, e tornar justo aquele que vive a partir da fé em Jesus.

27Onde estaria, então, o direito de alguém se gloriar? — Foi excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? — Absolutamente não, mas, sim, pela lei da fé. 28Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica. 29Acaso Deus é só dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos. 30Pois Deus é um só.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 129)


R. No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!


— Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! R.

— Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. R.

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14, 6) R.

Evangelho (Lc 11, 47-54)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.

49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.

53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filial nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor, não falta nada. (Sl 33, 11)

Ou:


Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. (1Jo 3, 2)

Depois da Comunhão

Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 14/10/2021
Seremos julgados com a mesma medida que julgarmos o próximo

“Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar” (Lucas 11,52).

Jesus, o Senhor da Vida e o verdadeiro Mestre da Vida, está não só puxando a orelha, mas chamando a atenção daqueles que são os mestres da Lei da Sua época, conhecedores da Lei de Deus, dos preceitos, da ciência sagrada. Porque eles se comportam como se fossem os detentores da verdade, como se fossem os donos do Céu, como se eles determinassem quem entra e quem não entra, quem faz a vontade de Deus e quem não faz. E a medida em que eles têm esse comportamento — porque eles querem prevalecer pelo conhecimento —,  se colocam acima dos outros, se colocam acima do bem e do mal e estão julgando a todos. Porém, estão cometendo a pior das injustiças porque estão sendo injustos com eles mesmos, não estão reparando a própria vida, eles não estão olhando o próprio comportamento, e aquilo que querem proibir nos outros estão praticando de forma pior.

É Deus quem julga os vivos e os mortos e há de nos julgar com a medida que medimos os outros

O excesso do querer saber, do achar que sabe torna a pessoa cega a respeito de si mesma, é por isso que os doutores da Lei não se enxergam. Como nós precisamos ter cuidado e atenção também para não cairmos nessa tentação, porque somos, muitas vezes, impelidos a acharmos que sabemos e conhecemos tudo e que tudo tem que passar pelo nosso critério, eu sei qual é a pessoa que está certa e a que está errada; julgo o comportamento deste ou daquele; aplaudo quem se comporta do jeito que eu gosto e reprovo; falo mal e, muitas vezes, lanço comentários, críticas duras, crio rótulos para julgar as pessoas, "Essa é convertida", "Essa não é convertida", quando, na verdade, preciso é colocar minha "barba de molho", preciso colocar meu coração no forno da penitência, para que tome consciência dos meus pecados, das minhas fragilidades, dos meus erros, das minhas falhas, para que eu tome consciência de onde estou pecando, onde estou errando, falhando para não viver julgando.

Quando você encontra pessoas reunidas para julgar os outros, fuja! Ali é o lugar do encontro dos mestres da Lei. Quando você se põe junto aos outros para falar da vida dos outros, você está se juntando a esse grupo que se acham detentores da verdade. Como é difícil encontrarmos a humildade de quem sabe abaixar a cabeça e olhar para si próprio. E quando eu ver um irmão pecando, falhando, escandalizando, tenho que abaixar a minha cabeça e pedir misericórdia por mim, para que eu preste atenção se não estou fazendo do mesmo jeito ou parecido, para me reparar. E, conforme eu posso, devo ajudar esse meu irmão de quem eu falo, de quem julgo, (espero que a gente nem fale), mas se a mente já foi tentada a julgar que seja para ajudar; e, se não posso ajudar pela presença, que seja pela oração, mas jamais pela maledicência de falar mal do irmão, porque todas as vezes que assim o fizermos, estamos nos tornando mestres da Lei, tomando a chave da ciência e tornando-nos detentores das chaves do Céu, e isso Deus não confiou a nós, é Ele quem julga os vivos e os mortos e há de nos julgar com a medida que medimos os outros.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | Quem somos nós para aconselhar Jesus? (Quinta-feira da 28.ª Semana do Tempo Comum)

Para o mundo atual, afundado no indiferentismo religioso, parece desnecessário o conflito travado por Jesus contra os doutores da Lei e os fariseus no Evangelho de hoje. Se tivessem vivido há dois mil anos, muitos sabichões do séc. XXI certamente ousariam dar conselhos ao Senhor, dizendo: “Jesus, não sejas tão intolerante… O importante é crer em alguma coisa.Afinal, religião não se discute”. Mal sabem estes paladinos da “tolerância” que fazem as vezes de instrumentos de Satanás: além de não entrarem no caminho da salvação, tampouco deixam que os outros entrem!Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 14 de outubro, e rezemos pela conversão daqueles que querem corrigir Nosso Senhor.


https://youtu.be/-E7DNKagFtA

Santo do dia 14/10/2021


São Calisto I (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 14 de Outubro † c. 222


São Calisto I é certamente um dos grandes papas dos primeiros séculos do cristianismo. As notícias sobre ele são bastante escassas e as que possuímos provêm de fonte hostil a ele, isto é, de Hipólito, adversário do papa anterior a Calisto e do próprio papa Calisto I. No ano de 217, com a morte do papa Zeferino, subiu à cátedra de Pedro em Roma um liberto, ou seja, um ex-escravo. É bom saber que, então, os libertos, em Roma, constituíam uma classe muito ativa, em cujas mãos estava grande parte do comércio e da indústria.

Ainda jovem escravo, Calisto esteve a serviço de certo cristão de nome Carpóforo, comerciante, mas não foi bem-sucedido em seus negócios, sendo obrigado a indenizar o dono pelos prejuízos causados. Foi deportado para a ilha da Sardenha e condenado a trabalhos forçados nas minas. Ai se encontrou com muitos cristãos condenados por motivos da fé. Passados alguns anos, Calisto foi indultado e pôde voltar do exílio. O papa Zeferino quis aproveitar as capacidades extraordinárias de Calisto, encarregando-o da administração dos cemitérios ou catacumbas na Via Ápia, que, em seguida, passaram à história com o nome de São Calisto.

Com a morte de Zeferino, clero e povo elegeram Calisto para sucessor do Papa, apesar de ter tido origem escrava. Mas ao ser eleito sofreu séria oposição do presbítero Hipólito, homem de vasta cultura e escritor fecundo em assuntos doutrinários. Hipólito chegou a formar contra ele uma comunidade rival, tornando-se, inclusive, o primeiro antipapa. Mais tarde, Hipólito, condenado às minas por ser cristão, se reconciliou com a Igreja e morreu mártir.

Durante seu curto pontificado de seis anos, a Igreja foi perturbada por discussões sobre o mistério da Santíssima Trindade. Calisto condenou a doutrina de Sabélio que defendia o modalismo, doutrina que reduz as pessoas divinas a modalidades da única pessoa do Pai Eterno. Condenou também ideias rigoristas de Tertuliano e de Hipólito que negavam a absolvição dos pecados de apostasia, adultério e homicídio. São Calisto firmou a doutrina: "Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas condições de penitência".

Desconhecem-se as circunstâncias do martírio. É possível que tenha sido assassinado durante um motim popular contra os cristãos, no ano 222. Sua memória ficou bem viva na comunidade cristã de Roma, que sempre o venerou como mártir.

A Oração coleta faz alusão apenas ao martírio. Seu nome ficou ligado às catacumbas ou cemitérios de Roma e ao culto dos mártires. A mensagem de sua comemoração parece ir além. Sim, antes de tudo, ele se apresenta como mártir e pastor. Podemos lembrar, no entanto, outros elementos. Jesus não fez acepção de pessoas.

Todos são chamados a segui-lo e a testemunhá-lo. Não importa que alguém tenha sido ou seja escravo, pois, também ele, como o publicano Mateus, pode se tornar apóstolo de Cristo. Outro aspecto é o cuidado dos mortos. A sacralidade dos túmulos cristãos na esperança da ressurreição e o culto dos mártires e dos santos em geral.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Calisto I, rogai por nós!