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Memória Facultativa

Santo Alberto Magno, Bispo Doutor

Antífona de entrada

Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (Jr 29, 11. 12. 14)

Oração do dia

Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Mc 1, 10-15. 41-43. 54-57. 62-64)


Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus


Naqueles dias, 10brotou uma raiz iníqua, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco. Estivera em Roma, como refém, e subiu ao trono no ano cento e trinta e sete da era dos gregos. 11Naqueles dias, apareceram em Israel pessoas ímpias, que seduziram a muitos, dizendo: “Vamos fazer uma aliança com as nações vizinhas, pois, desde que nos isolamos delas, muitas desgraças nos aconteceram”. 12Estas palavras agradaram, 13e alguns do povo entusiasmaram-se e foram procurar o rei, que os autorizou a seguir os costumes pagãos. 14Edificaram em Jerusalém um ginásio, de acordo com as normas dos gentios. 15Aboliram o uso da circuncisão e renunciaram à aliança sagrada. Associaram-se com os pagãos e venderam-se para fazer o mal. 41Então o rei Antíoco publicou um decreto para todo o reino, ordenando que todos formassem um só povo, obrigando cada um a abandonar seus costumes particulares. 42Todos os pagãos acataram a ordem do rei 43e inclusive muitos israelitas adotaram sua religião, sacrificando aos ídolos e profanando o sábado. 54No dia quinze do mês de Casleu, no ano cento e quarenta e cinco, Antíoco fez erigir sobre o altar dos sacrifícios a Abominação da desolação. E pelas cidades circunvizinhas de Judá construíram altares. 55Queimavam incenso junto às portas das casas e nas ruas. 56Os livros da Lei, que lhes caíam nas mãos, eram atirados ao fogo, depois de rasgados. 57Em virtude do decreto real, era condenado à morte todo aquele em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança, assim como qualquer pessoa que continuasse a observar a Lei. 62Mas muitos israelitas resistiram e decidiram firmemente não comer alimentos impuros. 63Preferiram a morte a contaminar-se com aqueles alimentos. E, não querendo violar a aliança sagrada, esses foram trucidados. 64Uma cólera terrível se abateu sobre Israel.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo Responsorial (Sl 118)


℟. Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!


— Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei. ℟.

— Mesmo que os ímpios me amarrem com seus laços, nem assim hei de esquecer a vossa lei. ℟.

— Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos! ℟.

— Meus opressores se aproximam com maldade; como estão longe, ó Senhor, de vossa lei! ℟.

— Como estão longe de salvar-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade! ℟.

— Quando vejo os renegados, sinto nojo, porque foram infiéis à vossa lei. ℟.


https://youtu.be/mK9zZgJq9c8
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12) ℟.

Evangelho (Lc 18, 35-43)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Sobre as Oferendas

Concedei, Senhor nosso Deus, que a oferenda colocada sob o vosso olhar nos alcance a graça de vos servir e a recompensa de uma eternidade feliz. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Para mim só há um bem: é estar com Deus, é colocar o meu refúgio no Senhor. (Sl 72, 28)

Ou:


Em verdade eu vos digo: o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e vos será concedido, diz o Senhor. (Mc 11, 23. 34)

Depois da Comunhão

Tendo recebido em comunhão o Corpo e o Sangue do vosso Filho, concedei, Ó Deus, possa esta Eucaristia que ele mandou celebrar em sua memória, fazer-nos crescer em caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 15/11/2021
Enxerguemos a vida com o olhar da graça

“O cego respondeu: ‘Senhor, eu quero enxergar de novo’. Jesus disse: ‘Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou’” (Lucas 18,41-42).

Gosto demais desse relato do cego de Jericó! Ele me faz refletir o que nos leva (nós que enxergamos) a nos tornarmos cegos. Na realidade física, você vê que muitas pessoas que enxergavam bem, depois de um certo tempo, já não enxergam tão bem; a própria idade, às vezes, a falta de cuidado ou um acidente... Enfim, fisicamente, até pouco tempo, eu enxergava bem todas as coisas, mas, agora, a idade chegou, e tenho que usar óculos para poder enxergar.

Esse cego está pedindo para enxergar de novo. Ele já não está enxergando mais nada! Mas olho para o mundo espiritual, olho para a realidade emocional e mental da vida em que vivemos; não é só o olhar físico que vamos perdendo ao passar do tempo; vamos, muitas vezes, perdendo a visão sobrenatural, a visão da graça; passamos a ter uma visão tão mundana e tão humana das coisas, que não enxergamos mais as coisas com o olhar da graça, com o olhar de Deus.

Precisamos aprender com esse cego que nós precisamos enxergar de novo, enxergar com o olhar da graça para que a vida não vire uma desgraça

Há pessoas, inclusive, que vivem na outra dimensão, só enxergam desgraças, só enxergam coisas más, coisas azedas e amargas, é de acordo com aquilo que ele tem na visão. Se a sua visão de vida é pessimista, tudo que você vê é no olhar do pessimismo. Se, ao conversar com essa pessoa, nada presta, nada vai dar certo (mas você está bem), ela o coloca para baixo, porque ela só consegue enxergar as coisas negativas. A pessoa que passou por uma frustração e não foi curada, tudo ela enxerga na óptica da frustração, ela frustrou-se e quer levar também os outros a enxergar a vida como uma grande frustração.

Olhando para esse cego, coloco-me também de joelhos aos pés de Jesus suplicando: “Jesus, Filho de Davi, por favor, dê-me a graça de enxergar de novo. Enxergar a Sua presença, enxergar o Seu amor, enxergar a Sua ação, enxergar a Sua misericórdia. Dê-me a graça de enxergar minhas virtudes, a possibilidade de superação que preciso ter a cada dia”.

Que beleza são as pessoas que sabem, mesmo vivendo situações complicadas na vida, enxergar a vida a partir de uma outra óptica. É aquela pessoa que sofreu um acidente e pode olhar para esse acidente com uma tragédia, ou ela pode olhar para ele como uma possibilidade de superação. Vejo pessoas, muitas vezes, acidentadas ou com alguma debilidade física enxergando a vida muito melhor do que as pessoas que tem duas pernas, dois braços, mas estão cegas para tudo, vivem sempre reclamando, sempre azedando, vivem sempre olhando as coisas, e está tudo muito mal.

Que beleza ver aquela pessoa que vive numa vida, muitas vezes, materialmente pobre, mas em tudo enxerga a graça, em tudo ela agradece, em tudo ela vê a bondade, a mão de Deus, a ação de Deus e sabe recomeçar. Que beleza é aquela pessoa que tem pouco para viver, mas ela tem um olhar de partilha, de amor e de bondade que tudo para ela se torna grande.

Que mesquinho é aquele que tem tudo na vida, mas para ele nada presta, nada sabe ver de uma óptica de bondade, ele não sabe ver a necessidade do outro, não sabe repartir o que tem, ele vive se azedando, vive se estragando porque vive reclamando e murmurando.

Precisamos aprender com esse cego que nós precisamos enxergar de novo, enxergar com o olhar da graça, para que a vida não vire uma desgraça; olhar com o olhar de Deus para que a nossa vida seja conduzida na óptica da fé e da graça.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | Fé e razão não se contradizem (Memória de Santo Alberto Magno, Doutor da Igreja)

De Deus procedem, como de uma só fonte, tanto as verdades que a inteligência humana, com suas próprias forças naturais, é capaz de descobrir pela contemplação das realidades criadas como aqueles mistérios que, revelados ao homem para a sua salvação, são de todo inacessíveis às limitadas capacidades do intelecto humano. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 15 de novembro, e peçamos a S. Alberto Magno, Doutor da Igreja, que ilustre com a luz de seu exemplo e doutrina a todos os fiéis, particularmente os que se dedicam ao estudo das ciências naturais e da teologia sagrada.


https://youtu.be/RYOgsCgI5pA

Santo do dia 15/11/2021


Santo Alberto Magno (Memória Facultativa)
Local: Colônia, Alemanha
Data: 15 de Novembro † 1280


Alberto nasceu em Lauingen, Alemanha, por volta de 1206, de família militar. Aos 16 anos foi a Bolonha, onde conheceu os frades dominicanos. De Bolonha transferiu-se para Pádua, onde entrou na Ordem dos Pregadores (dominicanos) e fez seus estudos superiores, completando-os em Colônia, na Alemanha. A Ordem lhe ofereceu, de fato, a possibilidade de realizar seus anseios: cultivar a santidade e a ciência. Foram estes os superiores valores que desenvolveu em alto grau em toda a sua existência.

Como religioso dominicano teve sempre conduta modelar, de tal modo que foi proposto a cargos de alta responsabilidade. Foi nomeado Superior provincial dos dominicanos na Alemanha, percorrendo a pé os longos caminhos para visitar as casas e vivendo de esmolas. O papa Alexandre IV lhe confiou delicadas missões que procurou executar com sábia prudência. Em 1260 nomeou-o bispo de Ratisbona no momento em que aquela diocese estava em situação crítica. Em pouco tempo levantou a diocese do precário estado material e espiritual em que se encontrava, trabalhando sempre como bom pastor pela disciplina eclesiástica e a reforma dos costumes. Dois anos depois pediu ao Papa para ser exonerado, a fim de continuar em sua vocação de mestre nas ciências.

De fato, Alberto se distinguiu, sobretudo, como homem de ciência. Foi um cérebro enciclopédico. Em 1234 já ensinava em Colônia e, em seguida, em vários centros da Alemanha e, finalmente, em Paris. Lá, entre os estudantes, ele teve como discípulo Tomás de Aquino. Sua originalidade está em ter cultivado de maneira eminente as ciências naturais, junto com a filosofia e a teologia. Alberto foi físico e químico, montando laboratórios experimentais. Foi pesquisador e observador constante da natureza. Dissertava com a maior competência sobre astronomia, física, meteorologia, mecânica, arquitetura, mineralogia, zoologia e botânica. Escreveu livros sobre artes práticas, da tecelagem, da navegação, da agricultura. Seu saber foi de tal forma universal e profundo, que já os contemporâneos o honraram com o título de Magno.

Alma profundamente religiosa, fez das ciências divinas e humanas degraus de ascensão para Deus. Escreveu ele: "Minha intenção última está na ciência de Deus". No meio das aclamações do mundo científico e das ovações dos seus discípulos, Alberto continuou sendo o frade humilde, o modesto pregador do povo e o amigo da oração. Seus escritos testemunham grande amor a Jesus sacramentado e à Mãe de Deus.

Santo Alberto morreu a 15 de novembro de 1280. Foi beatificado em 1622. Em 1931, o papa Pio XI, através de uma carta decretal, proclamou Alberto Magno doutor da Igreja, com isso, ao mesmo tempo, declarando-o santo. Ele é um santo, conforme as palavras de Pio XI, cujo exemplo deve inspirar o nosso tempo, que tão ardentemente busca a paz e está tão cheio de esperança em relação às suas descobertas no campo da ciência. Ele é o santo padroeiro dos estudantes e das ciências naturais.

A Oração coleta expressa bem esta feliz harmonia realizada por Santo Alberto Magno entre a fé e as ciências: Ó Deus, quisestes que o bispo Santo Alberto fosse grande porque soube conciliar a sabedoria humana e a verdadeira fé: dai-nos, na escola de tão grande mestre, conhecer-vos e amar-vos mais profundamente na medida em que progredimos nas ciências.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Alberto Magno, rogai por nós!