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5º Domingo do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor. (Cf. Sl 94, 6-7)
Gradual Romano:
Veníte, adorémus Deum, et procidámus ante Dóminum: plorémus ante eum, qui fecit nos: quia ipse est Dóminus Deus noster. Ps. Veníte, exsultémus Dómino: iubilémus Deo salutári nostro. (Ps. 94, 6. 7 et 1)

Vernáculo:
Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor.(Cf. MR: Sl 94, 6-7) Sl. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! (Cf. LH: Sl 94, 1)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Velai, Senhor, nós vos pedimos, com incansável amor sobre vossa família; e porque só em vós coloca a sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Is 58, 7-10


Leitura do Livro do profeta Isaías


Assim diz o Senhor: 7Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa;10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 111(112), 4-5. 6-7. 8a. 9 (R. 4a. 3b)


℟. Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez.


— Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. ℟.

— Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! Ele não teme receber notícias más: confiando em Deus, seu coração está seguro. ℟.

— Seu coração está tranquilo e nada teme. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez e crescerão a sua glória e seu poder. ℟.


https://youtu.be/M3Fy141dqco

Segunda Leitura — 1Cor 2, 1-5


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito,5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Pois eu sou a Luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e vai ter a Luz da Vida quem se faz meu seguidor. (Jo 8, 12) ℟.

Evangelho — Mt 5, 13-16


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.

14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte.15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos, que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Perfice gressus meos in sémitis tuis, ut non moveántur vestígia mea: inclína aurem tuam, et exáudi verba mea: mirífica misericórdias tuas, qui salvos facis sperántes in te, Dómine. (Ps. 16, 5. 6. 7)

Vernáculo:
Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. (Cf. LH: Sl 16, 5. 6b. 7)

Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimentar nossa fraqueza, concedei, nós vos pedimos, que se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Agradeçam ao Senhor por seu amor e por suas maravilhas entre os homens! Deu de beber aos que sofriam tanta sede e os famintos saciou com muitos bens. (Cf. Sl 106, 8-9)

Ou:


Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. (Mt 5, 4. 6)
Gradual Romano:
Introíbo ad altáre Dei, ad Deum qui laetíficat iuventútem meam. (Ps. 42, 4; ℣. Ps. 42, 1. 2. 3. 5a. 5bc)

Vernáculo:
Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. (Cf. LH: Sl 42, 4ab)

Depois da Comunhão

Ó Deus, quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que possamos com alegria produzir fruto para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 08/02/2026


Cristo nos chama para fazer a diferença no mundo


“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte.” (Mt 5, 13a.14)



Queridos irmãos e irmãs, a liturgia da Igreja celebra o 5º Domingo do Tempo Comum. Nosso Senhor nos convida no Evangelho de hoje a sermos sal da terra e luz do mundo. Trata-se da continuação do Evangelho do domingo passado, trecho do Sermão da Montanha (Mateus 5,13-16), no qual Jesus define a identidade e a missão de quem o segue através de duas metáforas: “Sal da terra” e “Luz do mundo”.


Vós sois o sal da terra. Qual a função do sal? Na época de Nosso Senhor (e por muitos séculos depois), o sal era usado não apenas para temperar os alimentos, mas também para evitar que estragassem (os alimentos eram temperados com sal), para curar feridas e impedir a deterioração. Portanto, era fácil perceber quando o sal estava acabando: tudo simplesmente estragava e apodrecia.


Agora, o que o Senhor queria que entendêssemos a partir de suas palavras? O Senhor queria nos mostrar que o cristão é quem dá ao mundo seu sabor — isto é, seu espírito, seu modo de vida: quando há pessoas com caráter forte que se destacam da multidão, tudo ao seu redor assume um caráter semelhante. Pessoas da estatura espiritual dos santos, no passado, deram o sabor evangélico à cristandade.


Com essa imagem ou comparação Nosso Senhor que indicar a missão do cristão e fazer uma alerta.

Indicar a missão: Como cristão, você é chamado para dar um "gosto" diferente ao mundo, agindo contra a insipidez da indiferença.

Fazer uma alerta: Se o sal perde sua força, ele se torna apenas pó. Jesus avisa que a omissão faz o discípulo perder sua razão de ser.


É o cristão quem deve impedir que o mundo se corrompa. Como algo se corrompe? Todo ser se corrompe quando morre. E quando morre? Quando perde aquilo que lhe dava vida, como a alma separada do corpo: quando a alma se separa, o corpo se corrompe. Da mesma forma, o cristão deve possuir aquele princípio espiritual que dá verdadeira vida sobrenatural à sua alma, isto é, a graça santificante, que nos torna amigos de Deus e templos do Espírito Santo, e faz com que a própria Trindade habite em nossos corações. Quando o cristão possui essa vida e vive no mundo, o mundo, em certo sentido, também a possui como o grão de fermento. Portanto, ele, como o sal, é o único que pode dar sabor, que pode curar e salvar o mundo doente e moribundo.


Por outro lado, é fácil perceber se o mundo possui ou não o sal que garante a sua saúde ou não.


Observamos que o ateísmo está cada vez mais presente na sociedade ocidental. Desde o início deste século, 20% da população mundial se declarou ateia. Essas pessoas não acreditam em Deus, nem mesmo em Sua existência.


Da mesma forma, o indiferentismo. Aqueles que não se autodenominam ateus, mas que vivem como ateus. "Como se Deus não existisse", segundo a famosa frase do filósofo Bonhoeffer. E isso acontece frequentemente até mesmo entre cristãos. Não nos importamos com Deus, sua lei, sua Igreja etc.


Além disso, há a perda da noção de pecado. Acostumamo-nos ao pecado. Ouvimos falar de pecado; falamos de realidades que são pecados; vemos situações ao nosso redor que são pecados. Chegamos até mesmo a aconselhar outros a cometer pecados. E tudo isso sem nos escandalizarmos (embora talvez estejamos causando escândalo): estamos, por assim dizer, dessensibilizados em relação ao aborto, ao divórcio, à coabitação, à injustiça, ao suborno, à pornografia, ao erro, à mentira e ao carreirismo.


Jesus condena a indiferença e a omissão (o "sal insosso")


O sal que perde o sabor não cumpre sua função vital de preservar e temperar. Nessa perspectiva quem não vive o Evangelho apresenta:


  • Neutralidade excessiva: Não se posiciona diante de injustiças; tenta ser "morno" para agradar a todos. É o que nós vemos hoje em tantas pessoas, incluindo os eclesiásticos, que não se posicionam devidamente diante de tanta injustiça que vivemos no Brasil, especialmente com relação a ditadura judiciária. Tudo isso, tem como consequência um grande prejuízo da moral católica e da credibilidade da Igreja, que prefere ficar alheia ao sofrimentos dos inocentes.

  • Falta de relevância: Sua presença não faz diferença no ambiente; se ele está ou não está, o "sabor" do lugar (os valores) permanece o mesmo.

  • Inutilidade espiritual: Jesus diz que o sal insosso "não serve para mais nada". É a vida focada apenas no próprio umbigo, sem contribuir para a preservação do bem comum.



Levando tudo isso em consideração, o diagnóstico parece claro e simples. Seguindo as palavras de Cristo: eis que surge uma falta de sal. E essa constatação nos acusa, porque devemos ser o sal da terra.


Temos a missão de VIVER essa presença constante de Deus, que torna viva a presença de Deus entre os homens e os desperta da letargia em que vivem.


Devemos ter consciência do pecado, que, como diz São João Paulo II, se encontra em viver a consciência de Deus, a consciência do mistério divino, da graça, da Igreja. Um filho que ama seu pai não pode ser indiferente se vir alguém levantar a mão para ele ou o ofender. Pelo contrário, seu sangue subirá à cabeça; a menos, é claro, que seja um filho negligente para com seu pai.


Somos nós que devemos nos caracterizar pelo nosso teísmo diante do ateísmo do mundo, tornando Deus presente em nossas próprias vidas.


Isso significa ser sal. E a presença dos homens/sal é o que podemos considerar característico da vida de cada santo: suas vidas abalaram cidades, países, continentes e séculos: São João Bosco, São Francisco de Assis, Santa Teresa de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier.


Na antiguidade, o sal que era inútil era jogado ao fogo, mas o que era útil era guardado como um tesouro. Interessante que no caso do “sal inútil” Jesus usa o termo "pisado pelos homens", pois é o sal que perde o sabor. Isso sugere que, ao abrir mão da sua identidade e missão, o cristão perde o seu valor e acaba sendo desprezado pelo próprio mundo que ele tentou imitar.


A outra imagem que o Senhor usa é a da “luz”, Ele diz que nós somos a Luz do Mundo. A luz serve para iluminar o caminho e revelar a verdade.


Isso exige visibilidade: Uma cidade no monte não se esconde. Isso significa que a fé não é algo para ser vivido apenas no íntimo ou "debaixo de uma vasilha" (escondida por medo ou vergonha), mas sim publicamente.


Exige também objetivo: O brilho não é para autopromoção. Jesus é claro: as pessoas devem ver as nossas boas obras não para nos aplaudir, mas para glorificar a Deus.


A expressão "Luz debaixo da vasilha", revela o ocultamento e o medo dos cristãos. A luz serve para guiar e revelar a verdade. Quem falha nesse aspecto demonstra:


  • Fé privada ou "envergonhada": Esconde seus valores e sua identidade cristã por medo de julgamento ou para se encaixar em grupos que contradizem sua fé.

  • Omissão do exemplo: Em vez de ser um ponto de referência (como a cidade no monte), a pessoa se mistura às trevas ou ao caos, preferindo o anonimato moral.

  • Falta de testemunho: Não compartilha a esperança ou a verdade que carrega, deixando os outros "no escuro".



Quem não é “sal da terra” e “luz do mundo” vive focado na autorreferencialidade e na glória própria do orgulho. Jesus finaliza dizendo que as boas obras devem levar os homens a louvarem o Pai. Quem não vive este Evangelho:


  • Torna-se autorreferencial: Se faz algo bom, é para autopromoção ou para receber aplausos, e não para refletir a glória de Deus.

  • Torna-se incoerente: Suas ações não correspondem ao que dizem. Se a luz está "apagada" ou a obra é má, as pessoas não veem Deus através da vida dessa pessoa; pelo contrário, podem se afastar da fé por causa dela.



Em resumo, queridos irmãos, com a imagem do sal e da luz, Jesus está dizendo que a conduta dos cristãos deve fazer a diferença no ambiente onde ele vive. Se você é "sal", você impede a corrupção moral ao seu redor. Se você é "luz", você traz clareza e esperança onde há trevas.


Queria terminar esta homilia pedindo a você que me acompanhe em seu interior fazendo esta oração:


Senhor Jesus, que me chamas a ser sal da terra e luz do mundo, concede-me a graça de nunca perder o sabor da fé nem esconder a tua verdade. Que minhas obras reflitam a tua presença, iluminando o mundo para que, através de mim, todos louvem o Pai celestial.

Senhor, tu me chamas de "sal da terra": Peço-te a graça de dar sabor e sentido à vida daqueles que me cercam, impedindo que o egoísmo me torne insosso e inútil.

Senhor, tu me chamas de "luz do mundo": Não permitas que eu esconda minha fé, mas que, colocando-a no candeeiro da vida, minha rotina e boas obras iluminem a casa, conduzindo outros a Ti.

Senhor, que minha luz brilhe: Que eu não viva para a minha própria glória, mas para que, ao verem o amor em minhas atitudes, os homens louvem o nosso Pai que está nos céus.

Que eu nunca seja um cristão de fachada, mas sal que conserva o amor e luz que dissipa as trevas, vivendo sempre a minha vocação. Amém.

Deus abençoe você!

Pe. Fábio Vanderlei, IVE

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Dominical | Como a Igreja pode ser luz do mundo? (5º Domingo do Tempo Comum (A) - 08/02/26)

Neste 5º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho nos mostra que, assim como a Igreja nascente, nós também, como membros do Corpo Místico de Cristo, somos chamados a ser o “sal da terra” e a “luz do mundo”. No entanto, para que essa luz brilhe de maneira eficaz, não podemos reduzir nossa vida de fé a um mero moralismo, mas torná-la viva e pulsante pelo cultivo da vida interior.Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e conheça as quatro virtudes fundamentais para crescer na vida interior e ser verdadeiramente luz do mundo.


https://youtu.be/33_HCusHX5s

Santo do dia 08/02/2026

Santa Josefina Bakhita (Memória Facultativa)
Local: Schio, Itália
Data: 08 de Fevereiro † 1947


Nascida na região de Darfur, no Sudão (África) por volta de 1869, Bakhita, cujo nome em árabe (bakhit), significa Afortunada ou Fortunata, foi a primeira santa sudanesa. Educada em sua família no respeito pelo ser humano e pela natureza, compreendeu mais tarde, quando se tornou cristã e religiosa canossiana, que Deus sempre a havia amado e conduzido pelos caminhos da vida, mesmo quando ela nem sequer sabia de sua existência.

Ainda menina, com seus 7 anos de idade, foi feita escrava, capturada e vendida diversas vezes, considerada como objeto ou animal, sem direito algum, devendo apenas servir a seu patrão e ser obediente a ele, em meio a atrozes e humilhantes sofrimentos. O nome da pequena negra e desafortunada no momento, que misteriosa, mas providencialmente lhe foi dado pelos seus raptores, a fez "Afortunada", "Felizarda", "Amada de Deus e do povo", espalhando-se pelo mundo inteiro como uma santa cristã, conhecida em todos os continentes, símbolo de resgate para muitos africanos ainda hoje escravizados e comercializados.

Providência divina, Bakhita foi finalmente vendida e resgatada por um cônsul italiano e cedida a Calisto Legnani, em 1885. Ele a encaminhou para a família Michieli, que a levou para Veneza, onde se tornou babá de sua filhinha, que muito se afeiçoou a Bakhita. Na família, nossa então jovem Bakhita conheceu Illuminato Checchini, administrador dos bens do casal Michieli, e que marcou profundamente sua vida, sobretudo pela educação cristã que lhe deu. Foi ele quem a presenteou com o primeiro crucifixo, que ela nunca mais abandonou, adquirindo singular e extraordinária importância em sua vida. Foi ele quem a apoiou para tornar-se religiosa. Foram ele e seus filhos que acompanharam seu catecumenato e sua formação religiosa, do batismo, da crisma e da primeira comunhão à Consagração Religiosa, como Irmã Canossiana. Diz ela: "Eu me lembrava que, na minha aldeia na África, ao ver o sol, a lua e as estrelas, as belezas da natureza, eu me dizia: Quem é o dono destas lindas coisas? E sentia uma grande vontade de vê-lo, de conhecê-lo, de lhe prestar homenagem. E agora o conheço. Obrigada, obrigada, meu Deus!"

Aos poucos a tímida menina transformou-se em jovem decidida, e em 1889, libertada da escravidão, sentiu que devia ficar na Itália, onde poderia viver sua consagração "na casa do Senhor" e doar-se inteira a Deus, o divino Parón, o único e bom Patrão a quem passaria a obedecer com alegria: "Eu dou tudo ao Parón e ele cuida de mim..." E ainda, lembrando as tantas chicotadas que levou e que lhe deixaram mais de 100 marcas pelo corpo todo, assim se expressa: "Não morri, graças a um milagre do Senhor, que me destinava a coisas melhores... Estive no meio da lama, mas nunca me sujei".

Como negra e pobre, ela mesma não se achava digna de abraçar a Vida Religiosa. Mas vencidas as dificuldades, bem acolhida pelas Irmãs da Caridade, ingressou no noviciado de Veneza, em 1893, professando seus primeiros votos em Verona, em 1896. A intimidade com o Crucificado, a apaixonada devoção à Santa Eucaristia, o amor a Nossa Senhora, sua vida de oração, humildade e simplicidade, em extrema pobreza e total despojamento, sua inteira confiança em Deus e obediência à Vontade do Pai, fizeram de Bakhita já em vida a santa do povo. Passou seus últimos anos em Schio, com sérios problemas de saúde, mas sem uma queixa sequer. Quando voltou ao Paraíso de que tanto falava, no dia 8 de fevereiro de 1947, em seu quarto foram encontrados apenas o pequeno crucifixo, um livro de orações e o terço.

João Paulo II, que lhe tinha um amor especial, a proclamou "irmã universal" no dia de sua beatificação, em 1992, por ter ela vivido a suprema e verdadeira felicidade das bem-aventuranças. Seu testemunho de perdão evangélico, vivido no mais alto grau, bem o revela. Perguntada o que faria se encontrasse seus algozes, respondeu: "Se eu encontrasse os negreiros que me sequestraram e torturaram, me ajoelharia a seus pés e lhes beijaria as mãos, porque através deles eu conheci Jesus e me tornei cristã".

Canonizada pelo mesmo papa João Paulo II, em Roma, o dia 1º de outubro de 2000, festa de Santa Teresinha e ano do Grande Jubileu, uniu para sempre as duas santas missionárias, que iluminaram o mundo com seu ideal de salvar almas e derramar chuva de rosas do céu sobre a terra: "Se o Senhor permitir... do paraíso mandarei muitas graças para a salvação das almas".

Eis uma tradução provisória da Oração coleta que aparecerá na próxima edição do Missal romano: Ó Deus, que tendo conduzido Santa Josefina da vil escravidão à dignidade de vossa filha e esposa de Cristo, concedei-nos, a seu exemplo, seguir com amor constante o Senhor Jesus Crucificado e perseverar na caridade, sempre voltados à prática da misericórdia.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Josefina Bakhita, rogai por nós!



São Jerônimo Emiliani (Memória Facultativa)
Local: Somasca, Italiana
Data: 08 de Fevereiro † 1537


Parece mais exato chamá-lo com o sobrenome de Emiliani do que Emiliano. Jerônimo nasceu em Veneza, na Itália, em 1486, e morreu em Somasca, Bérgamo, a 8 de fevereiro de 1537. Pertencia à nobreza abastada de Veneza. Seguiu a carreira de armas, levando uma vida um tanto dissoluta. Tornou-se comandante da fortaleza de Castelnuovo, na luta dos Estados da Europa contra a prepotência da república de Veneza. Foi preso e lançado numa tétrica prisão. A solidão e os sofrimentos do calabouço levaram-no a Deus. Tomou o propósito de se dedicar totalmente à religião.

Ordenado sacerdote com 37 anos, voltou de Castelnuovo a Veneza, onde encontrou o verdadeiro campo para exercer a caridade: a carestia, a fome, as epidemias que faziam estragos dolorosos. Devido à guerra, por toda parte havia órfãos, crianças abandonadas, moças entregues à prostituição. Foi neste campo dos pobres e abandonados que Jerônimo exerceu seu apostolado. Todos os seus bens não bastavam para aliviar tanta miséria. Surgiram então amigos que o ajudaram em sua obra caritativa. Recolheu os órfãos e as crianças abandonadas, abriu escolas e orfanatos e casas de abrigo para acolher jovens decaídas, não só em Veneza, mas em várias cidades do norte da Itália, como Verona, Bréscia e Bérgamo e, por último, em Milão.

Em torno de Jerônimo formou-se um grupo de auxiliares que deu origem à Sociedade, Congregação ou Ordem dos Clérigos Regulares de Somasca (os somascos), destinada a socorrer as crianças órfãs, os pobres e as prostitutas em sua reabilitação moral. Morreu do mal contraído no serviço dos empesteados.

Jerônimo Emiliani destaca-se como um herói da caridade cristã à semelhança de São Camilo de Lellis e São Vicente de Paulo. Para este serviço de caridade na Igreja, mais tarde surgiram inúmeras congregações tanto masculinas como femininas.

A oração litúrgica apresenta São Jerônimo Emiliani como pai e protetor dos órfãos, símbolos de todo desamparado.

São Jerônimo Emiliani deixou uma mensagem muito rica do Evangelho: o amor aos pobres, desamparados, doentes de todo tipo, mas, sobretudo, pelas crianças e jovens abandonados. Estamos diante das obras de misericórdia do Evangelho de Cristo. Nele aparece a atitude de Cristo em relação à mulher marginalizada. Tratou-as com misericórdia procurando recuperá-las para a vida digna e a fé.

Quando a Igreja o celebra, está celebrando a própria vocação da prática das obras de misericórdia na partilha solidária dos bens de cada um. Nos pobres, nos doentes, nos marginalizados de toda sorte Cristo se faz presente de modo sacramental. Neles somos chamados a servir e amar o próprio Senhor Jesus. Trata-se de uma exigência do Evangelho para todos.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Jerônimo Emiliani, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil