Antífona de Entrada:
Alegrem-se nos céus os santos que na terra seguiram a Cristo. Por seu amor derramaram o próprio sangue; exultarão com ele eternamente.

Oração do Dia:
Ó Deus, que em São Cornélio e São Cipriano destes ao vosso povo pastores dedicados e mártires invencíveis, fortificai, por suas preces, nossa fé e coragem, para que possamos trabalhar incansavelmente pela unidade da Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura (1Cor 12, 31-13, 1-13) 


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos, 12,31aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.  2Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria.

4A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. 7Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita.

10Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 32)


R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!


— Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação! R.

— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça. R.

— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna. (Cf. Jo 6, 63c. 68c) R.


Evangelho (Lc 7, 31-35)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’

33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Homilia: Que nossa vida seja comprometida com Jesus

“Disse Jesus: ‘Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem?’” (Lucas 7,31).

Jesus está lançando um olhar sobre os homens e as mulheres da Sua época, daqueles que estavam vivendo a Sua presença no meio deles. Ele dá o exemplo das crianças que se sentavam na praça e se dirigiam aos colegas tocando flautas, mas ninguém dançava, lamentava, chorava; em outras palavras, ninguém ligava, para dizer que incoerência tinha a Sua geração.

Primeiro veio João Batista com toda a pregação, com toda a vida evangélica, vivida naquela dureza e radicalidade que ele vivia.

João não bebia bebidas alcoólicas, era realmente um homem disciplinado. Vivia no deserto, comia apenas os alimentos essenciais, mas diziam: “João está possuído por um demônio”. Veio então Jesus, já que o problema era comer e beber. Jesus tinha uma vida sóbria, mas viveu o comum com os homens, sentava-se à mesa com eles, ia nas refeições na casa de pecadores, de fariseus, na casa de todos; andava com eles e diziam: “Ele é um comilão, um beberão, é amigo dos publicanos e pecadores”.

Para quem não quer mudar de vida e se converter, para quem não quer sair da sua vida cômoda ou das suas comodidades, tudo é desculpa, justificação para esconder as próprias incongruências e incoerências que estão dentro de si. Basta ver que nós facilmente criticamos, rotulamos, enxergamos os problemas dos outros, mas estamos sempre amenizando tudo o que nos diz respeito.


Para quem não quer mudar de vida e se converter, tudo é desculpa

Basta ver que em nossos compromissos, estamos sempre adiando, deixando para depois o nosso envolvimento com Deus e com as coisas d’Ele. Amamos muito a Deus, Ele é tudo para nós, mas não queremos colocar a mão na massa porque temos outras coisas mais importantes para cuidar.

É o retrato da incoerência, da vida que não ressoa com aquilo que fala e pensa. É o retrato da geração da época de Jesus, é o retrato muitas vezes da nossa geração tão acomodada e aficionada na nossa vida pessoal e individualista, cada um cuidando de si e lamentando o que acontece com os outros, lamentando tantas tragédias, males, tantas coisas acontecendo e pouco envolvimento para mudar o mundo, a sociedade; pouco envolvimento na própria causa do Reino dos Céus. Para falar, criticar e comentar não faltam pessoas; mas para ser coerente, são poucos, somente quem tem comprometimento com uma vida séria com Jesus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Facebook/padrerogeramigo

Seja um apoiador do Pocket Terço: apoia.se/pocketterco


Memória de São Cornélio e São Cipriano
A Igreja celebra hoje a memória de dois grandes mártires: São Cornélio e São Cipriano. O primeiro, como Papa, e o segundo, como Bispo de Cartago, não só se mostraram fiéis a Cristo até o extremo, morrendo por Ele na mão das autoridades romanas, mas também defenderam sem descanso que mesmo os que cedem ao medo nos momentos de perseguição podem ser readmitidos à vida da Igreja, desde que cumpram, com humildade e sincero arrependimento, a penitência por sua infidelidade. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 16 de setembro, e recorramos juntos à intercessão de São Cornélio e São Cipriano!





Santo do Dia:

Santos Cornélio e Cipriano

Unidos pela fé e sangue, encontramos como exemplo de amizade e santidade estas testemunhas de Cristo, que foram martirizados no mesmo dia, porém, com diferença de cinco anos.

São Cornélio

Cornélio tinha sido eleito Papa em 251, após um grande período de ausência do pastor por causa da terrível perseguição de Décio. Sua eleição foi contestada por Novaciano, que acusava o Papa de ser muito indulgente para com os que haviam renegado a fé (lapsos) e separaram-se da Igreja.

Por causa dos êxitos obtidos com sua pregação, foi processado e exilado para o lugar hoje chamado Civitavecchici, onde Cornélio morreu. Foi sepultado nas catacumbas de Calisto.

São Cipriano

Uma das grandes figuras do século III, Cipriano, de família rica de Cartago, capital romana na África do Norte. Quando pagão era um ótimo advogado e mestre de retórica, até que provocado pela constância e serenidade dos mártires cristãos, converteu-se entre 35 e 40 anos de idade.

Por causa de sua radical conversão muitos ficaram espantados já que era bem popular. Com pouco tempo foi ordenado sacerdote e depois sagrado Bispo num período difícil da Igreja africana.

Duas perseguições contra os cristãos ocorreram: a de Décio e Valeriano. Estas perseguições marcaram o começo e o fim de seu episcopado, além de uma terrível peste que assolou o norte da África, semeando mortes. Problemas doutrinários, por outro lado, agitavam a Igreja daquela região.

Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja. No ano 258, o santo Bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua sentença à morte: "Graças a Deus!"

Santos Cornélio e Cipriano, rogai por nós!

 


Oração sobre as Oferendas:
Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo, ao celebrarmos a paixão dos mártires Cornélio e Cipriano, para que a Eucaristia nos torne firmes na adversidade como os fez corajosos na perseguição. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão:
Fostes vós que permanecestes comigo nas minhas tribulações. E eu disponho do Reino para vós, diz o Senhor. No meu Reino comereis e bebereis à minha mesa. (Lc 22, 28-30)

Oração depois da Comunhão:
Ó Deus, que por esta Eucaristia que recebemos e pelos exemplos de São Cornélio e São Cipriano, sejamos fortalecidos pelo vosso Espírito, para dar testemunho do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.