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Memória Facultativa

Nossa Senhora no Sábado ou Santa Edviges, Rl. ou Santa Margarida Maria Alacoque, Vg.

Antífona de entrada

Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel. (Sl 129, 3-4)

Oração do dia

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rm 4, 13. 16-18)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 104)


R. O Senhor se lembra sempre da Aliança.


— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. R.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. R.

— Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O Espírito Santo, a verdade, de mim irá testemunhar; e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar. (Jo 15, 26b. 27a) R.

Evangelho (Lc 12, 8-12)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filial nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor, não falta nada. (Sl 33, 11)

Ou:


Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. (1Jo 3, 2)

Depois da Comunhão

Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 16/10/2021
Testemunhar é levar a vida em nome de Jesus

“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus” (Lucas 12,8).

Que graça é o testemunho que Jesus quer dar de nós diante dos anjos! A provação que Jesus quer dizer, testemunhar, falar, anunciar e proclamar: “Este é meu discípulo”, “Este é meu seguidor”, "Este, no sofrimento e na dor, orgulha o meu coração porque testemunha o meu amor".

Que tristeza é sermos renegados! E seremos renegados à medida que negarmos testemunhar Jesus diante dos homens. O testemunho não é falar de Jesus apenas, não é dizer palavras bonitas ou cantar o nome do Senhor; testemunhar é a vida coerente, é viver os valores, é mostrar com a vida em quem nós acreditamos; testemunhar é levar a vida em nome de Jesus.

Não tenha vergonha de testemunhar porque Deus não tem vergonha de nos amar

Testemunhar é não ter vergonha de dizer: “Eu não me embriago porque sou um discípulo de Jesus”, “Não levo essa vida errada porque sou um discípulo de Jesus”, “Não compactuo com corrupção, com dinheiro fácil, não leso ninguém porque sou um seguidor de Jesus. Testemunhar com a vida, com o comportamento, testemunhar sem ter vergonha daquele a quem nós seguimos e amamos. Vamos à missa, ouvimos a Palavra de Deus, meditamos a Palavra do Senhor, mas nós não podemos ter medo, receio e quanto menos vergonha de testemunhar diante dos homens Aquele que nós amamos.

Estamos no campo da missão, todos nós. Onde você está, no trabalho, na escola, na relação da família, precisamos testemunhar Jesus, não precisamos brigar por causa de Jesus. Jesus não está pedindo para ninguém brigar por causa d’Ele nem criar confusões em nome d’Ele, nem atacar as pessoas por causa d'Ele, de forma alguma. Jesus espera que nós testemunhemos com o comportamento, com a vida, porque agressividade não é testemunho, denegrir o outro, atacar o outro…

Ainda que eu tenha as minhas convicções religiosas, minhas convicções de fé, vivenciá-las é a maior luta da vida, testemunhá-la com a própria vida é a maior graça. Às vezes, estamos cheios de conhecimentos doutrinários e dogmáticos, somos aquelas pessoas insuportáveis que ninguém aguenta ficar perto de nós, somos aquelas pessoas que onde chegamos não fomentamos o amor e a alegria, e sim fomentamos o azedume e a amargura, e não estamos dando testemunho da alegria de sermos discípulos de Jesus.

Testemunhe pela humildade, pela prática da caridade; testemunhe realmente cuidando da própria vida a cada dia, viva as práticas religiosas com amor, com entusiasmo, mas comece na casa, na família, comece tendo paciência em suportar quem é diferente de você, comece sabendo acolher quem você não acolhia. Testemunhe, não tenha vergonha de testemunhar porque Deus não tem vergonha de nos amar e quanto mais de nos apresentar diante dos anjos, quando nós os seguimos como verdadeiros discípulos do Mestre Jesus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia | Não sejamos indiferentes ao amor de Deus (Memória de Santa Margarida Maria Alacoque)

No século XVII, Jesus revelou a uma religiosa visitandina, Margarida Maria Alacoque — cuja memória hoje celebramos —, uma realidade que se tornaria uma das devoções mais conhecida da Igreja: o seu Sagrado Coração repleto de amor por nós, mas chagado pelas inúmeras ofensas, ingratidões e indiferenças da humanidade. Ele, que tanto nos amou e sofreu por nós, só encontra nos corações humanos desprezo e indiferença.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 16 de outubro, e peçamos a intercessão de santa Margarida Maria Alacoque, para que não sejamos indiferentes ao amor de Deus.


https://youtu.be/ZC0Yrvn3tgk

Santo do dia 16/10/2021


Santa Edviges (Memória Facultativa)
Local: Trebnitz, Alemanha
Data: 16 de Outubro † 1243


Edviges, duquesa da Silésia e Polônia, nasceu no norte da Baviera, na Alemanha, por volta de 1174. Dois de seus irmãos foram bispos, uma irmã foi abadessa, outra irmã foi rainha da Hungria e mãe de Santa Isabel da Hungria, e outra irmã casou-se com Filipe II da França. Frequentou a Abadia das beneditinas, onde aprendeu o amor às Escrituras. Menina de 12 anos, foi dada em matrimônio ao principe da Silésia, Henrique 1. Foi mãe de sete filhos. Apenas Gertrudes sobreviveu e ela. Os filhos foram motivo de muita dor e tristeza para Edviges.

Durante a vida de esposa distinguiu-se por um profundo espírito de oração, de penitência e, sobretudo, de caridade. Na posição de duquesa, tudo fazia em favor dos humildes. Incentivou bastante a evangelização da Silésia, sobretudo pela fundação de mosteiros entre os quais o de Trebniz, no qual terminou seus dias. A vida agitada do tempo não lhe poupou duras provações; além de perder vários filhos ainda crianças, teve o desgosto de ver seu marido preso, e perdeu-o pouco depois. Consta que guardava para si parte mínima de suas rendas; todo o resto ela aplicava em favor dos pobres que servia com as próprias mãos. Talvez, por isso, no Brasil ela seja venerada como patrona dos endividados.

Santa Edviges, após a morte de seis filhos e do marido, deixou o mundo e entrou no mosteiro cisterciense de Trebniz, do qual era abadessa sua filha Gertrudes, sem, no entanto, professar propriamente, pois desejava continuar a administrar os seus bens na prática das obras de misericórdia. Por isso, ela é considerada religiosa. Foi mulher, modelo dos três estados femininos, da virgem, da esposa e da viúva.

Edviges pertenceu ao grupo dos numerosos santos do século XIII: os grandes fundadores de Ordens como Francisco de Assis e Domingos de Gusmão, luzeiros de ciência como Alberto Magno, Tomás de Aquino, Boaventura, Antônio de Pádua e a santidade coroada dos reis Fernando de Castela, Luís de França e das rainhas Brígida, Isabel de Portugal, Isabel da Hungria e Edviges da Silésia.

Provada pela vida e pelas virtudes, faleceu em 1243. Foi canonizada em 1267 e entrou no Calendário geral em 1706. Santa Edviges, nascida alemã, soube conciliar as diversas culturas como a da Silésia, da Polônia e da Boêmia, servindo a todos de coração aberto.

A Oração coleta lembra sobretudo a humildade de Santa Edviges, humildade manifestada na resignação nos sofrimentos e no serviço da caridade: Nós vos pedimos, ó Deus onipotente, que a intercessão de Santa Edviges nos obtenha a graça de imitar o que nela admiramos, pois a humildade de sua vida serve de exemplo para todos.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Edviges, rogai por nós!



Santa Margarida Maria Alacoque (Memória Facultativa)
Local: Paray-le-Monial, França
Data: 16 de Outubro † 1690


No século XVII, o jansenismo grassava na Europa. Este movimento herético distanciava as pessoas da confiança em Deus. O espírito de amor do Novo Testamento era dominado pelo temor do Antigo Testamento. Para reacender esse amor, surgiram entre 1625 e 1690 três santos: João Eudes, Cláudio La Colombière e Margarida Maria Alacoque. O nome de Margarida Maria está indelevelmente associado à moderna devoção ao Sagrado Coração de Jesus, embora São João Eudes e Santa Margarida Maria apresentem aspectos diferentes da devoção. A de São João Eudes realça mais a bondade de Deus manifestada em Cristo a ser imitada. Contempla o Senhor Jesus que passa pelo mundo fazendo o bem. Admira e rende graças. A devoção deixada por Santa Margarida Maria realça mais o culto de reparação e de expiação pelos muitos pecados da humanidade que se nega a corresponder ao amor misericordioso de Jesus.

Margarida Maria Alacoque nasceu na Borgonha, França, no ano de 1647. Teve infância e adolescência muito atribuladas. Órfã de pai, foi confiada ainda criança às irmãs clarissas para ser educada. Mas estranha moléstia afetou o seu organismo. Acabou voltando para a casa da mãe, onde, junto com a mãe, teve que sofrer muitos maus-tratos e humilhações por parte de uma sua irmã. Recuperada a saúde, pôde continuar sua formação cultural e religiosa. Ao entrar na vida religiosa no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial fez dessa Casa religiosa o centro da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. No mosteiro Margarida encontrou muitas dificuldades e provações, inclusive, na prática da oração. Orientada por sua superiora, começou a cultivar, sobretudo, a oração diante do Santíssimo Sacramento do Altar. Encontrou, então, as luzes que iam abrir caminho para o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Numa visão diante do tabernáculo, ouviu a mensagem: "Eis o coração que tanto amou os homens e deles só recebe ingratidões". Daí por diante ela se tornará apóstola da reparação ao Coração de Jesus.

Na comunidade eram postas em dúvida suas experiências místicas, pelo que sofreu muitas humilhações e grande oposição. Providencialmente, entrou, então, em sua vida o padre jesuíta bem-aventurado Cláudio de La Colombière. Ele converteu-se em devoto e apóstolo, dando todo apoio a Margarida Maria.

A devoção ao Coração de Jesus passou do mosteiro de Paray-le-Monial aos demais mosteiros da Ordem, e depois ganhou toda a Igreja, tornando-se uma das devoções mais queridas dos fiéis, incentivando ao máximo a piedade eucarística, em tempo em que a participação da Missa com Comunhão era bastante rara. Desenvolveu-se muito a devoção eucarística fora da Missa. Surgiu a festa do Sagrado Coração de Jesus, a prática da Comunhão nas primeiras sextas-feiras de cada mês, o mês de junho dedicado ao Coração de Jesus com a Ladainha do Coração de Jesus. Vários papas deram a sua chancela ao novo culto, desde Leão XIII até Pio XII, que mais uma vez recomendou tal devoção mediante uma carta encíclica.

Santa Margarida Maria faleceu relativamente cedo, em 1690, com 43 anos. Foi canonizada por Bento XV em 1920.

A festa do Sagrado Coração de Jesus começou a ser celebrada simultaneamente pela Congregação do padre João Eudes e pelo movimento suscitado por Santa Margarida Maria. Por isso, no decorrer do tempo a Missa passou por vários formulários diferentes, ora atendendo ao enfoque da devoção suscitada e cultivada por São João Eudes, ora atendendo à linha da devoção reparadora promovida por Santa Margarida Maria. A reforma pós-conciliar se inspira nas duas tradições, tanto que na Missa da solenidade do Sagrado Coração de Jesus se apresentam duas Orações coletas, à escolha. Analisando os textos, parece até que a tradição de São João Eudes está mais presente do que a de Santa Margarida Maria.

Na primeira opção se diz: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças.

A segunda opção reza assim: Ó Deus, que no Coração do vosso Filho, ferido por nossos pecados, nos concedestes infinitos tesouros de amor, fazei que lhe ofereçamos uma justa reparação consagrando-lhe toda a nossa vida.

A Oração coleta da comemoração da santa também não faz alusão à reparação, mas acentua o conhecimento do amor do Cristo: Ó Deus, derramai em nós o espírito com que enriquecestes Santa Margarida Maria, para que, conhecendo o amor do Cristo, que supera todo conhecimento, possamos gozar a vossa plenitude.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!