3º Domingo do Tempo Comum
Antífona de entrada
Dominus secus mare Galilaéae vidit duos fratres, Petrum et Andréam, et vocávit eos: veníte post me: fáciam vos fíeri piscatóres hóminum. Ps. Caeli enárrant glóriam Dei: et ópera mánuum eius annúntiat firmaméntum. (Mt. 4, 18. 19; Ps. 18)
Vernáculo:
Às margens do mar da Galileia, o Senhor viu dois irmãos: Pedro e André, e os chamou, dizendo: Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 18-19)
Glória
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.
Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Is 8, 23b-9, 3
Leitura do Livro do Profeta Isaías
No tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações.
9, 1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu.
2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 26(27), 1. 4. 13-14 (R. 1a. 1c)
℟. O Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida.
— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! ℟.
Segunda Leitura — 1Cor 1, 10-13. 17
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós.
12Digo isso, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo!”
13Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados?
17De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℣. Pois do Reino a Boa Nova Jesus Cristo anunciava, e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava. (cf. Mt 4, 23) ℟.
Evangelho — Mt 4, 12-23
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.
Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia.13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia,14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos!16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores.19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou.22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Dextera Dómini fecit virtútem, déxtera Dómini exaltávit me: non móriar, sed vivam, et narrábo ópera Dómini. (Ps. 117, 16. 17)
Vernáculo:
A mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! Não morrerei, mas, ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! (Cf. LH: Sl 117, 16bc. 17)
Sobre as Oferendas
Acolhei com bondade, Senhor, as nossas oferendas para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Ou:
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12)
Veníte post me: fáciam vos piscatóres hóminum: at illi, relíctis rétibus et navi, secúti sunt Dóminum. (Mt. 4, 19. 20; ℣. Sl 118, 1. 20. 40. 48. 65. 103. 167. 174)
Vernáculo:
Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 19) Então, imediatamente, eles deixaram as redes e o seguiram. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 4, 20)
Depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de participar da vossa vida, nos gloriemos sempre dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 25/01/2026
O Reino de Deus no meio de nós
Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. (Mt 4, 17)
Irmãos e irmãs, celebramos o 3º Domingo do Tempo Comum. No Evangelho deste Domingo, Cristo começa sua pregação com esta mensagem: “O tempo se cumpriu e o Reino de Deus está próximo; convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,14-15; cf. Mt 4,17; Lc 4,43). Para pregar este advento do reino “foi mandado” (cf. Lc 4,43).
Também ensina que esse reino não é algo que acontecerá no final dos tempos, mas sim algo que se faz próximo e começa a cumprir-se:
- “O Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15)
- Reza para que venha (Mt 6,10)
- Dá sinais que o manifestam presente à fé: milagres (Mt 11,4-5), exorcismos (Mt 12,25-28), escolha dos doze (Mc 3,13-19) e anúncio da Boa Nova aos pobres (Lc 4,18).
A este reino se entra pela fé e a conversão. Este Reino é o reino de Deus; de Deus revelado como Pai (Abba) (Mc 14,36); de Deus revelado nas parábolas como amoroso, compassivo, sensível e atento às necessidades dos homens, disposto ao perdão (Lc 15,3-32, Mt 20,1-16).
Em segundo lugar, pelas palavras do Novo Testamento podemos estabelecer três características e ao mesmo tempo exigências deste Reino.
Universalidade. O Reino de Deus está destinado a todos os homens; todos são chamados a ser seus membros. Por isso Jesus se aproximou de todos os homens (inclusive aos que eram considerados como "à margem" da sociedade): foi enviado a evangelizar aos pobres (Lc 4,18), chama-os bem-aventurados (Lc 6,20), convive com eles (Lc 5,30; 15,2) trata-os como a iguais e amigos (Lc 7,34), fá-los sentir-se amados por Deus (Lc 15,1-32). Isto significa que o reino de Deus não é só uma raça escolhida, nem uma parte da sociedade (os ricos, ou os pobres, a oligarquia ou o proletariado). O reino de Deus não é um partido político, nem políticos, nem juízes. Todos estes conceitos são antievangélicos.
Não só chama a todos os homens, mas também ao homem todo: ao homem física e espiritualmente. Cristo o mostra com dois gestos: curando os corpos e perdoando as almas. O reino de Deus não é, portanto, algo puramente material.
Socialidade. A formar parte do reino de Deus não só são chamados todos os homens e todo o homem, mas as mesmas relações entre os homens. O Reino de Deus compreende às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro. Cristo é Rei dos corações e dos povos:- "Então Tu és rei? Tu o dizes"- "Instaurar todas as coisas em Cristo".
O reino de Deus não se restringe, pois, a um falso individualismo (a um reino de sacristias).
O Reino de Deus é, pois, esse povo que Deus vai formando pelo reinado e influxo da graça. Reinado que começa nos corações dos homens por meio da conversão, quer dizer, da renúncia e abandono do demônio, do pecado, do mundo em seu sentido pejorativo, e, ao mesmo tempo, pela união com Cristo.
Pertencemos ao reino de Deus quando Jesus Cristo reina:
- em nossos corações: porque é principalmente pela graça santificante;
- em nossas inteligências: impregnando com a fé nosso modo de pensar, de julgar, de valorar as coisas;
- quando, por nosso meio, reina na sociedade: trabalho, família, política, economia, universidade, escola.
Farei de vós pescadores de homens. Também a nós, Nosso Senhor nos chama a ser pescadores de homens: jogar nossas redes no mundo para pescar homens para esse Reino divino. Deus quer reinar nos corações, nas mentes. Mas quer fazê-lo através de nossas mãos: por meio de nosso exemplo de santidade, nosso exemplo de vida cristã. Por meio de nossos atos que vão impregnando a sociedade em que vivemos dos ideais cristãos.
Nos encomendemos a Nossa Senhora, Virgem Santíssima, e peçamos a ela a graça de acolher em nossas vidas e em nossos corações o Reino de Deus, a graça que Deus nos deu no batismo para que ela cresça e nos faça santos. Assim seja, amém.
Deus abençoe você!
Pe. Fábio Vanderlei, IVE
Por que jejuam os discípulos de João Batista, mas não os de Jesus? A essa pergunta dos fariseus, Cristo responde com uma surpreendente revelação: Ele vem ao mundo como Esposo e, por isso, os seus convidados são chamados a participar do Banquete nupcial. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 19 de janeiro, e descubra o caráter esponsal da santíssima Eucaristia.
Santo do dia 25/01/2026
Conversão de São Paulo (Festa)
Data: 25 de Janeiro † c. 67
São quatro os santos que têm na Igreja uma segunda festa ou comemoração. São Pedro e São Paulo possuem uma segunda comemoração em nível de festa. Além da solenidade no dia 29 de junho, São Pedro é comemorado no dia 22 de fevereiro sob o título "Cátedra de São Pedro"; São Paulo, além de sua solenidade também no dia 29 de junho, é comemorado com festa no dia 25 de janeiro, a "Conversão de São Paulo"; São João Batista, além da solenidade de 24 de junho, é comemorado na data do seu martírio no dia 29 de agosto, em nível de memória obrigatória, "O Martírio de São João Batista", sendo que as Laudes e as Vésperas são festivas, isto é, com textos próprios: São José, em sua humildade, além da solenidade no dia 19 de março que cai sempre na Quaresma, contenta-se com uma memória facultativa no dia 1º de maio, "São José Operário".
Antes de ser propriamente uma festa da Conversão de São Paulo é a comemoração de sua vocação, que teve origem numa grande experiência do Cristo Senhor Ressuscitado, no caminho de Damasco (cf. At 9, 4-5). Assim, como os Apóstolos foram impelidos para o anúncio após a experiência de Cristo Jesus durante sua vida pública, mas, sobretudo, após a Ressurreição, também Paulo é chamado e impelido a anunciar o seu Senhor a partir do seu encontro com Ele no caminho de Damasco, com todo o zelo de sua forte e rica personalidade.
As duas festas complementares, a de São Pedro e a de São Paulo, expressam bem a vocação e a missão próprias de cada uma das duas colunas da Igreja. A Festa da Cátedra de São Pedro comemora o papel de Pedro na vida da Igreja, o Vigário de Cristo na Igreja, o Chefe da Igreja, sinal de unidade na verdade. A Festa da Conversão de São Paulo, por sua vez, comemora o papel de Paulo no mistério de Cristo e da Igreja. Paulo é chamado para anunciar o Evangelho de Cristo no mundo inteiro. Para tanto, foi necessário que ele passasse por um profundo processo de conversão, que fizesse uma experiência do sagrado, de Cristo morto e ressuscitado, foi necessário que aderisse totalmente a Cristo. Feita a experiência do Cristo total ele pode ser no mundo testemunha do Evangelho, exemplo para toda a Igreja.
Paulo foi eleito ou escolhido por Deus para ser um vaso de eleição para levar o nome de Jesus à presença dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel (cf. At 9, 15); foi chamado para anunciar o Evangelho aos pagãos como Pedro, aos filhos de Israel (cf. GI 2, 7-9).
A expressão litúrgica da festa é muito rica. Realça antes de tudo a fé de Paulo: Vivo da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2, 20).
Em seguida, a Igreja contempla o apóstolo Paulo como apóstolo e doutor de todas as gentes. Que a partir do exemplo da conversão de Paulo os fiéis possam ser no mundo testemunhas do Evangelho. Sobressai ainda o ardor da caridade que inflamava o apóstolo São Paulo em sua solicitude por todas as Igrejas. Temos ainda aquele que, com perseverança, corre em busca do prêmio. Paulo confessa com humildade: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! (1Tm 1, 15).
Resumindo, podemos dizer com o hino de Vésperas: Contra o nome de Cristo lutara, inflamado de grande furor, mas ardeu maior chama em seu peito anunciando de Cristo o amor.
Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.


