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Sábado da 11ª Semana do Tempo Comum

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Memória Facultativa

Santa Maria no Sábado

Antífona de entrada

Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. Sl 26, 7. 9)
Gradual Romano:
Exáudi, Dómine, vocem meam, qua clamávi ad te: adiútor meus esto, ne derelínquas me, neque despícias me, Deus salutáris meus. Ps. Dóminus illuminátio mea, et salus mea: quem timébo? (Ps. 26, 7. 9 et 1)

Vernáculo:
Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. MR: Sl 26, 7. 9) Sl. O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? (Cf. LH: Sl 26, 1)

Coleta

Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Cr 24, 17-25


Leitura do Segundo Livro das Crônicas


17Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime.

19O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”.

21Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no à pedrada por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor.22O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco.

24Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 88(89), 4-5. 29-30. 31-32. 33-34 (R. 29a)


℟. Guardarei eternamente para ele a minha graça!


— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!” ℟.

— Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”. ℟.

— “Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos: ℟.

— eu então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz. ℟.


https://youtu.be/sDbnQuPBHVA
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza. (2Cor 8, 9) ℟.

Evangelho — Mt 6, 24-34


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?

27Quem de nós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?

31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ʽO que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?ʼ 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Benedícam Dóminum, qui mihi tríbuit intelléctum: providébam Deum in conspéctu meo semper: quóniam a dextris est mihi, ne commóvear. (Ps. 15, 7. 8)

Vernáculo:
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. (Cf. LH: Sl 15, 7. 8)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, com estes dons alimentais nossa vida e a renovais pelo sacramento. Concedei, nós vos pedimos, que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida. (Cf. Sl 26, 4)

Ou:


Pai santo, guarda-os em teu nome, aqueles que me deste, para que sejam um como nós, diz o Senhor. (Cf. Jo 17, 11)
Gradual Romano:
Primum quaérite regnum Dei, et ómnia adiciéntur vobis, dicit Dóminus. (Mt. 6, 33; ℣. Ps. 36, 1. 3. 16. 18. 19. 23. 27. 28ab. 28cd. 29. 34ab)

Vernáculo:
Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo, diz o Senhor. (Cf. MR: Mt 6, 33)

Depois da Comunhão

Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 20/06/2026


Quem colocamos no lugar de Deus?


“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

No Evangelho de hoje, Jesus continua explicando como deve ser o nosso coração. Estamos ainda no Sermão da Montanha, uma grande reflexão em que o Senhor nos faz ver como é o seu próprio Coração e, portanto, como deve ser o nosso, porque é a Ele que nos devemos conformar. O Evangelho nos dá a esse respeito algumas orientações práticas. Diz Jesus: Não podeis servir a dois senhores. Trata-se, antes de tudo, de ter um coração uno, que sirva a um Deus só. Afinal, ninguém pode dizer: “Não tenho nenhum deus”. Todo o mundo tem um deus. Até os ateus o têm, embora não seja o verdadeiro. Aí está o problema. Puseram algo no lugar de Deus ou a si mesmos, ou o sexo, ou poder, ou a fama… Hoje, em particular, Jesus nos chama a atenção para o dinheiro: Não podeis servir a dois senhores. Miseravelmente, a sociedade de hoje vive ao redor de Mamom, o que é ridículo. Afinal de contas, o dinheiro não pode ser o sentido da vida de ninguém. Por definição, as riquezas são um meio para conseguir outras coisas. Ninguém quer dinheiro pelo dinheiro, para viver sentando em cima dele. Não, as pessoas querem dinheiro para ter outras coisas, e Jesus põe o dedo na ferida: queremos dinheiro porque queremos segurança. Muita gente vive atrás de dinheiro, não tanto pelo prazer que ele pode proporcionar, ou pela vanglória que ele pode comprar, mas por falta de fé em Deus; antes, por ter posto a fé num deus falso, numa segurança falsa. Ora, o Senhor diz: Não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Temos um Pai no céu que cuida de nós com suma Providência: Olhai os pássaros dos céus… Olhai como crescem os lírios do campo. Se Deus cuida de nós, por que nos preocupamos tanto com o dinheiro, com a segurança material e física? Porque não queremos confiar em Deus, mas no que nós mesmos somos capazes de fazer, de juntar no banco ou de ganhar com nossos investimentos. É uma idolatria que traz consigo seu próprio castigo. Olhemos as pessoas que, por falta de fé, põem a sua segurança no dinheiro como em um deus. Como vivem elas? Amedrontadas! Se não, por que ergueriam cercas elétricas, instalariam câmeras de vigilância, comprariam cães de guarda, segurança, andariam em carros blindados, à prova de bala? Se não é de roubo que têm medo, têm-no então de muitas outras coisas: de crises, da desvalorização, da queda da Bolsa, do futuro dos investimentos… Ora, pôr a própria esperança no mundo material é o “investimento” mais insensato que alguém pode fazer. Este mundo, por definição, se dissolve, derrete, murcha, apodrece. Não existe nada visível, palpável e material que seja eterno e perene. Aqui tudo é caduco, tudo passa, tudo cai, tudo definha. Quem põe a sua esperança no dinheiro e nos bens materiais que ele pode comprar está se condenando ao desespero. Por quê? Porque essas coisas irão passar, necessariamente. Mas há coisas que não passam, e estas o dinheiro não compra. O amor verdadeiro, o dinheiro não o compra; o amor de Deus, o dinheiro não o compra; os bens eternos, perenes, invisíveis, o dinheiro não os compra. Ouçamos, pois, as palavras de Cristo, que nos faz ver o valor que temos aos olhos de Deus. Se Ele cuida dos pássaros do céu, que não valem às vezes dois vinténs; se Ele cuida até da erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada, como não irá cuidar de nós? Temos um Deus vivo que cuida de nós e nos ama como Pai! Mas nos perguntemos agora: quem é o nosso deus? Quem pusemos no lugar do Deus verdadeiro? Se houvermos posto no lugar dele as coisas materiais, é melhor nos irmos desprendendo delas já, porque somente Deus pode e deve ocupar o centro de nossas vidas, ser a razão de nossa existência. O resto são meios, dons, pequenos presentes que Deus nos dá. Se soubermos usá-los bem, tudo nos levará para o céu. Mas o Reino de Deus, lembremos, não é deste mundo: O meu Reino não é deste mundo. Temos um Pai no céu que cuida de nós como à pupila dos olhos. Não nos preocupemos nem nos agitemos com as coisas materiais. Temos um Deus que cuida de nós. Seja grande a nossa confiança na Providência divina e busquemos ter um coração como o de Jesus, o Filho que confia sem reservas em seu Pai.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | A Providência divina e a vida na graça (Sábado da 11ª Sem. Tempo Comum - 20/06/26)

Embora nem sempre siga por caminhos claros e compreensíveis ao homem, a Providência de Deus tudo ordena para o bem daqueles que o amam. Sem poupar-nos das dores deste mundo, o Senhor sabe servir-se de nossas tribulações e contrariedades para purificar o nosso amor e a nossa fidelidade. Assim foram provados nossos pais na fé e tantos outros santos; assim também, sob a Nova e eterna Aliança, devem ser configurados ao Cristo sofredor todos os que desejam chegar à glória da Ressurreição.Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 20 de junho, e descubra por que aqueles que se colocam sob o olhar da Providência Divina podem confiar que tudo, até mesmo as maiores provações, contribuirá para o seu bem.


https://youtu.be/ezYrdZRrDkc

Santo do dia 20/06/2026

Beatas Sancha, Mafalda e Teresa (Memória Facultativa)
Local: Portugal
Data: 20 de Junho † c. 1229; 1256; 1250


Teresa e Sancha eram filhas do segundo rei de Portugal Sancho I, apelidado de o Povoador, e de Aldonça.

Teresa nasceu em 1176, no palácio real, então em Coimbra, onde se levava vida muito simples, em que a rainha e as filhas passavam o tempo a fiar e a bordar, e os meninos a brincar. Aldonça teve de Sancho I três filhos e cinco filhas, das quais, como já vimos em maio, no dia 2. Mafalda é honrada com o título de bem-aventurada.

Teresa notabilizou-se pela piedade e pela beleza fora do comum. Em 1189, ou no ano seguinte, casou-se com o primo, Afonso IX, rei de Leão, sem a dispensa do papa, que, logo mais, declarou nula a união. Somente em 1192, sob Celestino III, que convocou o concílio de Salamanca para resolver a questão, decidiu-se da sorte dos esposos, ainda vivendo em comum. Obedecendo a decisão pontifical de 1195, separaram-se, quando já tinham três filhos.

Teresa deixou a terra que governava com o esposo e voltou a Portugal. Depois da morte do pai, ocorrida em 1212, recolheu-se a um mosteiro de Lorvão, fundado antes da época moura, introduzindo-lhe a reforma cisterciense.

Acompanhada da mais moça das irmãs, Branca, Sancha, que ficara só, deixou o castelo que possuía aos franciscanos, fundou o mosteiro de Celas, perto de Coimbra, e ali viveu com outras reclusas, operando milagres. Faleceu em 1229, a 11 de abril. Conduzido por Teresa, foi o corpo sepultado em Lorvão.

Santa Teresa, que também operou milagres, faleceu a 17 de junho de 1250, a abraçar o crucifixo. Sepultada ao lado de Sancha, muitos prodígios foram por Deus realizados à beira do túmulo de ambas as irmãs. Tantos foram então os peregrinos, que houve necessidade de lhes transportar o corpo para o interior do mosteiro.

No martirológio cisterciense Santa Teresa é festejada no dia 17 de junho e Santa Sancha a 11 de abril.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jun. 2022.

Beatas Sancha, Mafalda e Teresa rogai por nós!


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