6º Domingo da Páscoa
Antífona de entrada
Vocem iucunditátis annuntiáte, et audiátur, allelúia: nuntiáte usque ad extrémum terrae: liberávit Dóminus pópulum suum, allelúia, allelúia. Ps. Iubiláte Deo omnis terra: psalmum dícite nómini eius, date glóriam laudi eius. (Cf. Is. 48, 20; Ps. 65)
Vernáculo:
Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os confins da terra: O Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Cf. MR: Is 48, 20) Sl. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! (Cf. LH: Sl 65, 1-2)
Glória
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.
Coleta
Deus todo-poderoso, dai-nos viver com ardor estes dias de júbilo em honra do Senhor ressuscitado, para que sempre manifestemos com nossas obras o mistério que celebramos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
Primeira Leitura — At 8, 5-8. 14-17
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade.
14Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram lá Pedro e João. 15Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. 16Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 65(66), 1-3a. 4-5. 6-7a. 16. 20 (R. 1-2a)
℟. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!
— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “como são grandes vossas obras! ℟.
— Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! ℟.
— O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder! ℟.
— Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! ℟.
Segunda Leitura — 1Pd 3, 15-18
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 15Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir.
16Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. 17Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal. 18Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Ou:
Segunda Leitura — 1Pd 4, 13-16
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos:13Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória.14Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós.15Mas nenhum de vós queira sofrer como assassino, ladrão ou malfeitor, ou por intrometer-se na vida dos outros.16Se, porém, alguém sofrer como cristão, não se envergonhe. Antes, glorifique a Deus por este nome.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℣. Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.
Ou:
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Não vos deixarei abandonados:Eu irei, mas voltarei para vós e o vosso coração se alegrará. (cf. Jo 14, 18) ℟.
Evangelho — Jo 14, 15-21
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Ou:
Evangelho — Jo 17, 1-11a
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.
3Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.
6Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.
9Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11aJá não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Benedícite gentes Dóminum Deum nostrum, et obaudíte vocem laudis eius: qui pósuit ánimam meam ad vitam, et non dedit commovéri pedes meos: benedíctus Dóminus, qui non amóvit deprecatiónem meam, et misericórdiam suam a me, allelúia. (Ps. 65, 8. 9. 20)
Vernáculo:
Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés. Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! (Cf. LH: Sl 65, 8. 9. 20)
Sobre as Oferendas
Subam até vós, Senhor, nossas preces com as oferendas para o sacrifício, a fim de que, purificados por vossa graça, sejamos dignos dos sacramentos do vosso grande amor. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Non vos relínquam órphanos: véniam ad vos íterum, allelúia: et gaudébit cor vestrum, allelúia, allelúia. (Io. 14, 18; ℣. Ps. 121, 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9)
Vernáculo:
Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor: virei de novo a vós, e vosso coração se alegrará, aleluia. (Cf. Jo 14, 18; 16, 22)
Depois da Comunhão
Deus eterno e todo-poderoso, pela ressurreição de Cristo nos recriais para a vida eterna: fazei frutificar em nós o sacramento pascal e infundi em nossos corações a força deste alimento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 10/05/2026
Jesus não nos deixou órfãos
Jesus não nos deixou órfãos: sua ausência física não é abandono, pois Ele permanece conosco pelo Espírito Santo e habita na alma daqueles que o amam e guardam seus mandamentos.
Queridos irmãos e irmãs, celebramos o 6º Domingo da Páscoa, no qual a liturgia já começa a nos preparar para celebrar Pentecostes: Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece.
Este evangelho ensina que a fé cristã não é uma religião de um mestre morto que deixou regras, mas de um Mestre vivo que habita dentro de seus seguidores através do Espírito Santo. A condição para experimentar essa presença é a prática do amor (os mandamentos).
Trata-se de um trecho do discurso de Jesus na Última Ceia. É um trecho curto, mas vamos tentar comentá-lo por partes.
1. Em primeiro lugar Jesus estabelece uma prova do amor, um critério prático para o amor cristão: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos".
A partir daqui já começamos a entender que o amor cristão não é apenas sentimento ou emoção passageiros, mas uma decisão que se traduz em atos concretos. Jesus não pede apenas palavras, mas a observância dos mandamentos como prova real do afeto.
Guardar os mandamentos por amor a Jesus é uma prova de que o amamos e um caminho para que se cumpram as suas promessas: “e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece”.
O amor é como pré-requisito para receber o Espírito. No entanto, é o próprio Espírito quem nos dá a graça de amar. Jesus nos dá o Espírito para amá-lo e, ao amá-lo, recebemos uma efusão ainda maior dele. O amor não é estático. Quem guarda os mandamentos recebe mais amor do Pai; esse círculo de caridade aumenta a capacidade da alma de "ver" a Deus.
2. A propósito e em segundo lugar, Jesus sabe que os discípulos sentirão medo e solidão, por isso promete o "outro Defensor" (Paráclito, em grego). Se o Espírito é o "outro", Jesus é o primeiro. Jesus é o primeiro consolador; o Espírito é o "outro" para mostrar que ambos possuem a mesma dignidade divina.
O Espírito continua a missão de Jesus. Ele não traz novas revelações, mas ajuda a entender e lembrar tudo o que Jesus ensinou. Além disso, Ele é incompatível com o "Mundo": O "mundo" (aqui entendido como a estrutura que se fecha a Deus) não o recebe porque exige provas visíveis. Esse "Mundo" é incapaz de receber o Espírito e representa aqueles que amam apenas o que é visível. Como o Espírito é invisível e inspira o desejo pelas coisas eternas, os corações carnais não conseguem percebê-lo. O Espírito, porém, é conhecido pela experiência interior.
O mundo vê Jesus na carne (no julgamento ou na história), mas apenas os que amam o veem em Sua divindade. Sua "manifestação" mencionada no v. 21 não é física, mas uma iluminação espiritual reservada aos que obedecem por amor.
3. Em terceiro lugar, Jesus se refere a uma Presença na Ausência e diz uma das frases mais ternas do Evangelho: "Não vos deixarei órfãos". Ele garante que sua morte não é um abandono e chama os discípulos de "filhos" (ao dizer que não os deixará órfãos), assumindo uma paternidade espiritual. Portanto, sua ausência física não é um abandono, pois Ele voltará pela Ressurreição e pela habitação interna. Este texto refere-se tanto às aparições após a Ressurreição quanto à vinda constante através do Espírito Santo: “Eu virei a vós”. E ainda nos ensina que a existência do cristão passa a estar ancorada na vida eterna de Cristo, tornando-nos imunes à morte espiritual. A Vida d'Ele é a nossa: "Porque eu vivo e vós vivereis". Os discípulos "viverão" porque Ele vive, indicando que a vida do cristão é uma participação direta na vida ressuscitada de Cristo.
4. finalmente Jesus descreve uma união profunda e mútua: "Eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós". É a Mística da Inabitação trinitária. Isso significa que, através de Jesus, o ser humano é inserido dentro da própria vida de Deus (a Trindade). Não há mais separação entre o sagrado e o humano; o crente torna-se a morada de Deus na terra.
Queridos irmãos, este Evangelho descreve uma preparação para alma: o amor gera obediência, a obediência atrai o Espírito, e o Espírito revela a presença invisível, mas real, de Cristo dentro de nós.
Peçamos a virgem Santíssima a graça de viver do Amor de Deus: amor que obedece, amor que nos dá o Espírito Santo, Amor que nos ensina a amar, amor que nos revela, amor que nos une e nos torna um com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Assim seja.
Deus abençoe você!
Pe. Fábio Vanderlei, IVE
O Evangelho deste 6º Domingo da Páscoa apresenta uma promessa consoladora de Jesus aos seus Apóstolos, que também serve de alento a todos nós: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18). Na prática, Nosso Senhor está dizendo que não irá abandoná-los, mas inaugurar uma nova forma de presença, que se realiza em nossas almas.Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e descubra como ocorre essa presença de Deus em nós e como cooperar com ela para produzir frutos de vida eterna.
Santo do dia 10/05/2026
São João de Ávila, Presbítero e Doutor da Igreja (Memória Facultativa)
Local: Montilla, Espanha
Data: 10 de Maio † 1569
No fim do século XV nascia em Almodóvar del Campo, nas cercanias de Toledo, mais um varão que seria um dos luminares no firmamento da Santa Igreja: São João de Ávila.
Nascido a 6 de janeiro de 1500, e tendo ancestralidade judia, o pequeno João aos 14 anos foi enviado a Salamanca para estudar Direito mas, não sentindo no estudo das leis humanas o estímulo para a sua vida, abandonou os estudos e regressou à cidade natal, ali passando três anos em reflexão e penitência, sendo-lhe proveitosas as muitas horas que passava recolhido em frente ao sacrário onde era mantido o Santíssimo Sacramento.
Discernindo um chamado de Deus, decidiu-se por trilhar a via clerical, o que foi precedido de estudos apropriados feitos em Alcalá de Henares, onde foi aluno de Frei Domingo de Soto, célebre teólogo dominicano.
Sua ordenação presbiteral deu-se em 1526, sendo a primeira missa celebrada pela alma de seus pais, que haviam falecido pouco antes, quando ele estudava. Nesse dia vestiu e serviu a refeição a vários mendigos, tendo-se desfeito da fortuna que herdou dos ricos pais (era herdeiro único) destinando-a aos pobres. E passou a viver da caridade dos outros, de quem recebia esmolas para o sustento.
Um ano após ser ordenado dispôs-se a ser missionário na América, e assim ofereceu-se a um bispo que viajaria ao novo continente, rumo ao México. Porém foi dissuadido dessa ideia, aceitando então o encargo de evangelizar a região correspondente ao sul da península ibérica, o que o levou a ser considerado o Apóstolo da Andaluzia, região em que concentrou a maior parte de sua ação.
As atividades evangelizadoras de São João de Ávila revelaram um profundo saber teológico associado a uma alma acentuadamente contemplativa, havendo nele um inegável desprendimento dos bens terrenos. Dotado de especial memória para com as Sagradas Escrituras, dizia-se dele que se, por algum motivo, a Bíblia desaparecesse do mundo, ele a restituiria à humanidade, pois a tinha decorado… Mais importante que a lembrança das palavras era, entretanto, o conhecimento de seu conteúdo, tantas vezes utilizado para fundamentar as palavras faladas e escritas com que desenvolvia seu trabalho evangelizador.
Como exemplo de frutos de seu ardoroso apostolado cita-se a conversão de São Francisco de Bórgia (que futuramente sucederia Santo Inácio de Loyola à frente da Companhia de Jesus) e São João de Deus (que tanto beneficiaria os doentes com suas obras). Vários santos do século XVI com ele trocaram cartas, dentre os quais Santo Inácio de Loyola, São Pedro de Alcântara, São Francisco de Bórgia, Santa Teresa de Jesus.
Infelizmente muitas de suas obras perderam-se com o passar dos anos, principalmente os sermões, não sem antes darem muitos frutos. Vários de seus escritos, porém, foram cuidadosamente conservados. Autor prolífico, escreveu diversas obras ascéticas dirigidas às várias classes de pessoas. Dentre elas citam-se o Epistolário Espiritual Para Todos os Estados, O Conhecimento de Si Mesmo, Tratado Sobre o Sacerdócio, e outras.
Sua ostensiva atuação como pregador incomodou alguns clérigos nos quais o sentimento de inveja brotou, os quais denunciaram São João de Ávila aos inquisidores de Sevilha. Isso fez com que ficasse encarcerado de 1531 a 1533 quando passou por um processo, no qual havia cinco denunciantes que o acusavam e 55 defensores.
Tendo partido para a Eternidade em 1569, São João de Ávila foi beatificado por Leão XIII em 1894 e canonizado por Paulo VI em 10 de maio de 1970. Pio XII, em 1946, proclamou-o patrono do clero secular espanhol. Sua inserção na lista dos Doutores da Igreja foi anunciada por Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em 2011.
Fonte: institutohesed.org.br
São João de Ávila, rogai por nós!


