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Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

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Antífona de entrada

Procissão ou Entrada solene:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)

Ou:


Entrada simples:
Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, * a fim de que o Rei da glória possa entrar!" Dizei-nos: Quem é este Rei da glória? † O Rei da glória é o Senhor onipotente, * o Rei da glória é o Senhor Deus do universo! * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia. (Cf. Jo 12, 1. 12-13; Sl 23, 9-10)
Gradual Romano:
Dum celebrans accedit, cantatur:
Hosanna fílio David: benedíctus qui venit in nómine Dómini. Rex Israel: Hosánna in excélsis.

Intrante processione in ecclesiam, cantatur:
Ingrediénte Dómino in sanctam civitátem, Hebraeórum púeri resurrectiónem vitae pronuntiántes, *Cum ramis palmárum: "Hosánna, clamábant, in excélsis." ℣. Cumque audísset pópulus, quod Iesus veníret Ierosólymam, exiérunt óbviam ei. *Cum ramis.

Vernáculo:
Enquanto o celebrante se aproxima, canta-se:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. MR Mt 21, 9)

Ao entrar na procissão na igreja, canta-se:
Entrando o Senhor na cidade santa, os filhos dos Hebreus anunciavam a ressurreição da vida. *Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo: ℟. Hosana, hosana nas alturas! ℣. Ouvindo o povo que Jesus viria a Jerusalém, saiu ao seu encontro. *Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo: ℟. Hosana, hosana nas alturas!  (Cf. MR)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Evangelho antes da Procissão de Ramos — Mt 21, 1-11


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5“Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.

6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.




Primeira Leitura — Is 50, 4-7


Leitura do Livro do Profeta Isaías


O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 21(22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R. 2a)


℟. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte. E agora o salve, se é verdade que ele o ama!” ℟.

— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. ℟.

— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! ℟.

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! ℟.


https://youtu.be/b8ELuhsWHak

Segunda Leitura — Fl 2, 6-11


Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses


Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Glória e louvor a vós, ó Cristo.
℣. Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome. (Fl 2, 8-9) ℟.

Evangelho — Mt 27, 11-54 — forma breve


℣. Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 

Narrador 1 -
Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

Narrador 2 - “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1 - Jesus declarou:

† - “É como dizes”,

Narrador 1 - 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

Narrador 2 - “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”

Narrador 1 - 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Narrador 2 - “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”

Narrador 1 - 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Narrador 2 - “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.

Narrador 1 -20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

Narrador 2 - “Qual dos dois quereis que eu solte?”

Narrador 1 - Eles gritaram:

Todos - “Barrabás”.

Narrador 1 - 22Pilatos perguntou:

Narrador 2 - “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”

Narrador 1 - Todos gritaram:

Todos - “Seja crucificado!”

Narrador 1 - 23Pilatos falou:

Narrador 2 - “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 1 - Eles, porém, gritaram com mais força:

Todos - “Seja crucificado!”

Narrador 1 - 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Narrador 2 - “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”

Narrador 1 - 25O povo todo respondeu:

Todos - “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.

Narrador 1 - 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

Todos - “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 1 - 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Narrador 2 - 40“Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Narrador 1 - 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

Narrador 2 - 42“A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.

Narrador 1 - 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

† - “Eli, Eli, lamá sabactâni?”,

Narrador 1 - que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

Narrador 2 - “Ele está chamando Elias!”

Narrador 1 - 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

Narrador 2 - “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”

Narrador 1 - 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Todos se ajoelham um instante)

Narrador 1 - 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

Todos - “Ele era mesmo Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Impropérium exspectávit cor meum, et misériam: et sustínui qui simul contristarétur, et non fuit: consolántem me quaesívi, et non invéni: et dedérunt in escam meam fel, et in siti mea potavérunt me acéto. (Ps. 68, 21. 22)

Vernáculo:
O insulto me partiu o coração; não suportei, desfaleci de tanta dor! Eu esperei que alguém de mim tivesse pena, mas foi em vão, pois a ninguém pude encontrar; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre! (Cf. LH: Sl 68, 21. 22)

Sobre as Oferendas

Pela paixão de vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Mt 26, 42)
Gradual Romano:
Pater, si non potest hic calix transíre, nisi bibam illum: fiat volúntas tua. (Mt. 26, 42; ℣. Ps. 21, 2. 3. 5. 7. 15cd. 17ab. 17c-18. 22. 23. 24. 28. 30c-31a. 31b-32 vel Ps. 115, 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16ab. 16c-17. 18. 19)

Vernáculo:
Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Cf. MR: Mt 26, 42)

Depois da Comunhão

Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte de vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 29/03/2026


Prova de amor maior não há


Cristo com a sua paixão não só libertou o homem do pecado, mas também mereceu para ele a graça da justificação e a glória da bem-aventurança.


Queridos irmãos, queridas irmãs, estamos celebrando o Domingo de Ramos, porta de entrada da Semana Santa.


No mundo em que vivemos, onde os homens se esquecem de Deus, o Domingo de Ramos marca para muitos o início de uma semana de lazer, uma semana para ter alguns dias a mais de folga, semana de diversão. Para nós, católicos, em troca, marca o início da comemoração da dor, da traição, da morte de Jesus Cristo, o Filho de Deus que por nós se entregou na cruz.


Hosana ao Filho de Davi, bendito aquele que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas. Com essas aclamações, a multidão acompanhava Jesus na entrada de Jerusalém. Esse é o preâmbulo da semana que anunciava o triunfo, mas que trazia a morte de Jesus, coroação da misericórdia de Deus pelo homem.


É uma semana de tensão extrema entre o ódio do homem a Deus e do amor de Deus ao homem, como jamais se verificou na história da humanidade. O padre estigmatino Cornélio Fabro, comentando esta passagem do Evangelho, afirmava que se o ódio é a vontade do mal, o ódio mais alto e intenso, o ódio essencial é querer a morte, querê-la a sangue frio, e querer a morte sobretudo daquele que foi para todos o caminho, a verdade e a vida.


Ele que consolou os aflitos, deu alívio aos sofridos e perdão aos pecadores, ressuscitou os mortos, alegrou os humildes e os cansados da vida, e proclamou as crianças dignas do Reino de Deus. De fato, o ódio, como vontade do mal, é a única infinitude da qual o homem pode dispor em relação oposta a Deus, que é infinitude de bem.


É a característica extrema da própria liberdade que rejeita escolher a Deus e se joga no abismo de si mesma, do homem que quer fazer tropeçar aquele que vem em nome do Senhor. O ódio a Cristo é um ódio essencialmente teológico, quer dizer, vai diretamente contra a sua divindade, é um ódio puro, bem calculado e filtrado.


É a opção que o homem moderno apresenta ao plano de Deus, é a apostasia de Deus, é o divórcio entre a cultura e a fé, é o ódio contra Deus que é o bem puríssimo, é a rejeição de Cristo, do cristianismo, do amor à Eucaristia que nos nutre a alma, do amor à Nossa Senhora que nos protege a vida, aos anjos bons que nos velam e aos santos que intercedem por nós.


Esse ódio imposto ao homem pelo mundo e pelo demônio é a negação da outra vida, da vida verdadeira e perene, que não conhece mais dor e morte, da vida eterna da qual podemos ver a infinita beleza de Deus, a face de Cristo e de Nossa Senhora e a glória dos santos. Isso é o ódio que querem de nós os feitores do ateísmo e do laicismo moderno.


O Estado é laico, os fariseus da política e da cultura arrancam-nos a doçura da paixão de Cristo e pretendem resolver o problema da verdade, da vida, do amor com a negação, ou por assim dizer, com a aniquilação da vida, da verdade e do amor por essência.


É por isso que o Cristo doloroso que vamos contemplar de modo especial nesta Semana Santa sofre ainda a paixão e a agonia até o fim do mundo. Glorioso no céu à direita do Pai, Ele ainda continua e repete no seu corpo místico, na sua Igreja perseguida, nos seus fiéis traídos e oprimidos, o seu itinerário de dor e de amor rumo ao Calvário, a Semana Santa da história universal, que terá o seu fim quando não houver mais tempo e a eternidade será para o homem um presente total e irrevogável.


Então será clara a realidade e a diferença entre o bem e o mal, entre as vítimas inocentes e os ávidos perseguidores. Porém, a Semana Santa é também semana da vitória e do triunfo que se abre com o Hosana das multidões fascinadas por Cristo, que cavalga sobre um humilde jumento e se fecha com a Aleluia da Páscoa.


É uma semana de triunfo porque, como diz São Paulo, a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus. Cristo crucificado, que para os judeus é escândalo e para os gentios é loucura, mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, é Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.


A realidade é que o mesmo Cristo é o regente único e absoluto do drama da paixão. A sua bondade, liberalidade, generosidade e a sua misericórdia são as artífices principais de sua entrega voluntária à morte pela nossa salvação.


Santo Tomás de Aquino, quando estuda a vida de Cristo e se pergunta pela conveniência dos fatos que marcaram sua vida, como o foi a paixão, sempre põe em realce a voluntariedade com a qual Cristo quis sofrer a paixão em favor de nós.


Durante a última ceia, Ele sabe quem é o traidor e o denuncia. No Horto das Oliveiras, um simples “Eu sou” joga por terra duas vezes o ímpeto dos soldados do sumo sacerdote. No pretório, declara a Pilatos a sua dignidade essencial de rei universal, capaz de chamar em própria ajuda doze legiões de anjos. No Sinédrio, lança aos conjurados o desafio de aparecer triunfante sobre as nuvens do céu.


Eis por que se deixa trair, se deixa amarrar, processar, golpear, pregar e morrer na cruz, mesmo tendo a absoluta possibilidade de subtrair e aniquilar os próprios verdugos.


Sócrates, e todo homem que escolheu a morte por um bem, aceitou a morte, mas não a quis, porque nenhum homem pode querê-la. A morte em si é fuga do ser, carga de dúvida e de incerteza. Mas para Cristo, a própria morte era a redenção do homem e a prova do seu amor infinito pelo mundo, a passagem para a ressurreição.


Para Sócrates, este filósofo, como para todo inocente que é injustiçado, a situação se precipita contra toda previsão, enquanto uma esperança, mesmo pequena, ainda respira no fundo do coração. Mas para Cristo, o conhecimento da própria morte era ínsito na sua consciência de Redentor desde o início. Por isso, Ele não se deixava levar pelas aparências, não se iludia nos aplausos e aclamações do povo, mas lia e guiava com olho seguro na realidade que lhe circundava a iminente catástrofe.


Esse colóquio contínuo de Cristo com a morte era sua imolação de amor infinito e, por isso, o início da esperança para a nova vida do mundo.


Será útil sinalar algum dos motivos que moveram o Filho de Deus a morrer por nós na cruz. Santo Tomás se pergunta pela conveniência da paixão: foi conveniente que Cristo sofresse a paixão.


E remontando-se a Santo Agostinho, afirma: “Não teve modo mais conveniente de curar a nossa miséria que a paixão de Cristo”. E o argumento é o seguinte: para conseguir um fim, um meio é mais conveniente quanto mais é vantajoso. Ora bem, a paixão de Cristo, além da libertação do pecado, procurou muitas vantagens em ordem à salvação da humanidade.


Primeiro, por este meio, o homem vem a conhecer quanto Deus o ama e, com isto, é excitado a retribuir este amor, no qual consiste a perfeição da salvação humana. Por isso diz o apóstolo São Paulo aos Romanos: “Assim provou Deus seu amor para conosco. Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós”.


Segundo, porque com isto nos deu exemplo de obediência, humildade, perseverança, justiça e das demais virtudes manifestadas na paixão, necessárias para a salvação dos homens. Daí que se diz na primeira carta de São Pedro: “Cristo padeceu por nós, nos deixando exemplo para que sigamos seus passos”.


Terceiro, porque Cristo com a sua paixão não só libertou o homem do pecado, mas sim também mereceu para ele a graça da justificação e a glória da bem-aventurança.


Quarto, porque mediante a paixão deriva uma maior necessidade de se conservar imune do pecado, segundo aquelas palavras de São Paulo aos Coríntios: “Fostes comprados a caro preço, glorificai portanto a Deus em vosso corpo”.


Quinto, porque isto resulta de maior dignidade, de modo que, como o homem foi vencido e enganado pelo demônio, assim fosse também o homem que derrotasse o demônio. E assim como o homem mereceu a morte, assim o homem, morrendo, vencesse a morte, como se lê na primeira carta aos Coríntios: “Graças se rendam a Deus, que nos deu a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.


Portanto, foi mais conveniente que fôssemos libertados pela paixão de Cristo que sê-lo somente pela vontade de Deus. Desse modo foi que Cristo quis sofrer por todos nós a confusão e o erro do pecado e infundir-nos a confiança da divina e paternal misericórdia.


Agora então, a Semana Santa é a nossa semana. É a semana para todos nós que nos sentimos pecadores. É a semana dos que sofrem, dos enfermos, dos atribulados, de todos aqueles que são marcados na alma e no corpo com o grilhão da dor, dos doentes de todas as penas e sofrimentos da alma e do corpo.


A estes, a nós, é reservada nestes dias a alegria pura de beatificarmos a paixão de Cristo. O privilégio de sentir que os flagelos, os golpes, os duros pregos, a morte assustadora são documentos de amor, são motivos de agradecimento a Deus que nos fez dignos de ser conformes à imagem de Seu Filho.


Nos conceda a graça de viver esta Semana Santa com muito fruto espiritual. Assim seja.

Deus abençoe você!

Pe. Fábio Vanderlei, IVE

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Dominical | O sacrifício perfeito e santo (Dom. de Ramos e da Paixão do Senhor - 29/03/26)

Ao entrar em procissão em Jerusalém, aclamado por ramos de oliveira, Nosso Senhor é o sacerdote que se dirige ao altar para oferecer “o sacrifício perfeito e santo”, no qual Ele é, ao mesmo tempo, sacerdote e vítima, que se oferece em sacrifício de amor por nossos pecados.Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e una-se ao sacrifício de Cristo em atitude de adoração, ação de graças, súplica e reparação.


https://youtu.be/Jy_JSLDZzdg

Santo do dia 29/03/2026

Santo Eustásio (Memória Facultativa)
Local: Nápoles, Itália
Data: 29 de Março † s. III


Eustásio era natural da Borgonha. Sobrinho de Miget, bispo de Langres, formou-se sob a direção de Columbano, em Luxeuil, ao qual seguiu no exílio.

Mais ou menos em fins do ano de 616, de volta a Luxeuil, foi feito abade. Santa Fare, então, cega, recuperou a vista: Eustásio fazia o primeiro milagre.

Todo empenhado em evangelizar os infiéis da região, acompanhado de Santo Aile, chegou até os varascos, ao longo do Doubs, povo que vivia, parte idólatra, parte herético. Convertendo o chefe Isério, a irmã deste, edificada, acabou por fundar o mosteiro de Cusance.

Dali, passaram Eustácio e Aile a Baviera. E, em Meuse, Bassigny, hospedando-se na casa de um Gondoíno, viu Eustásio morrer-lhe a filha, Salaberga. Condoido com a desolação do hospedeiro, ressuscitou-lhe a jovem. E Aile, então prêsa de violentíssima febre, sentiu o poder que Deus dera ao companheiro de evangelização.

Jonas de Bobbio, que escreveu uma vida de Santo Eustásio, conta, então, detalhadamente, o que sucedeu com Agrestino, um antigo notário do rei Thierry II. Tendo demandado Luxeuil, depois de ter distribuido tudo que possuía aos pobres, crendo-se com vocação de apóstolo, procurou o Santo. Separado da religião, cismático, Agrestino não foi recebido, e pôs-se, então, a criticar a regra de Columbano, ao que o Santo, respondendo eloquentemente, disse: «Se vós persistirdes em combater nossas instituições, cito-vos no tribunal de Deus. Vós defendeis vossa causa contra Columbano; logo recebereis a sentença do justo juiz, do qual caluniais o servidor»>.

Próximo do fim, numa visão miraculosa, foi-lhe dado escolher: ou quarenta dias de lenta agonia ou trinta de cruéis sofrimentos. Santo Eustásio preferiu a mais dolorosa enfermidade, e faleceu em 625.

O corpo, que foi enterrado na abadia mesma de Luxeuil, transferiram-no, por volta do século X, para o convento das beneditinas de Vergaville, na Lorena, tendo desaparecido em 1670.

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume V. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 mar. 2022.

Santo Eustásio, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil