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Memória Facultativa

S. João de Brébeuf, Sto. Isaac Jogues, Presbs e Comps. Mts. ou São Paulo da Cruz, Presb.

Antífona de entrada

Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me. (Sl 16, 6. 8)

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rm 5, 12. 15b. 17-19. 20b-21)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos, 12o pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. 15bA transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem mais superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

17Por um só homem, pela falta de um só homem, a morte começou a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os que recebem o dom gratuito e superabundante da justiça.

18Como a falta de um só acarretou condenação para todos os homens, assim o ato de justiça de um só trouxe, para todos os homens, a justificação que dá a vida. 19Com efeito, como pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida numa situação de pecado, assim também, pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça.

20bPorém, onde se multiplicou o pecado, aí superabundou a graça. 21Enfim, como o pecado tem reinado pela morte, que a graça reine pela justiça, para a vida eterna, por Jesus Cristo, Senhor nosso.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 39)


R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!


— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!” R.

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!” R.

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! R.

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do Homem! (Lc 21, 36) R.

Evangelho (Lc 12, 35-38)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Dai-nos, ó Deus, usar os vossos dons servindo-vos com liberdade, para que, purificados pela vossa graça, sejamos renovados pelos mistérios que celebramos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eis que o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. (Sl 32, 18-19)

Ou:


O Filho do Homem veio dar a sua vida para a salvação dos homens. (Mc 10, 45)

Depois da Comunhão

Dai-nos, ó Deus, colher os frutos da nossa participação na Eucaristia para que, auxiliados pelos bens terrenos, possamos conhecer os valores eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 19/10/2021
A luz de Jesus precisa estar acesa dentro de nós

“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas” (Lucas 12,35).

Precisamos ser, de fato, operários da messe do Senhor com toda a prudência e determinação que se exige de um bom operário; aqueles homens que estão esperando o seu senhor voltar da festa de casamento para abrir imediatamente a porta, e nós não podemos estar dormindo, não podemos estar cochilando, não podemos estar vacilando. É preciso a todo momento estarmos cuidando de nós mesmos. E cingir os rins é dizer: “Estou atento”, “Estou ligado e conectado à graça”, para que a gente não se desvie, para que não estejamos naquele estado de dormência e nos deixemos levar pelos tempos em que estamos.

Aqui não só os rins cingidos, mas as lâmpadas acesas, porque, se você apaga a lâmpada do interior, da alma e do coração, o coração vai para a escuridão, e é o que acontece quando apagamos a luz do nosso quarto e queremos levantar, vamos tropeçar se não estivermos com a luz acesa. Não dá para caminhar na escuridão, não só tropeçamos, mas caímos, machucamos e tantas tragédias e desastres acontecem.

Permitamos que a luz de Jesus esteja nos conduzindo e não permaneçamos nas trevas e nem na escuridão

Imagina caminharmos na escuridão da alma. Jesus é a luz do mundo, é sua luz que precisa estar em nós para sermos lâmpadas acesas, iluminando os caminhos por onde estamos andando para não caminharmos nas trevas, para não caminharmos na escuridão, para não nos perdermos nas estradas do mundo, nos nossos pensamentos, nos nossos sentimentos porque as tentações vêm para dentro de nós.

Às vezes, temos um mau pensamento, temos um mau sentimento, às vezes, vem dentro de nós um sentimento negativo e ruim, em vez de pegarmos a luz, que é Jesus, e acender dentro de nós e incendiar o nosso coração, deixamo-nos conduzir por esse sentimento, por esse pensamento e vamos nos envolvendo em coisas obscuras; e, quando vemos, estamos nas trevas, os rins não estão cingidos e as lâmpadas não estão acesas.

Não importa a hora que o Senhor venha, não importa a hora que tenhamos que sair desse mundo, seja de manhã, à tarde ou à noite, de madrugada ou ao anoitecer, é importante não deixar a alma escurecer, é importante não deixar que o nosso coração se leve pelas trevas. Passamos pelas amarguras da vida, pelas noites escuras da alma, mas, na noite mais escura da alma, no sofrimento mais duro que possamos passar nessa vida, permitamos que a luz de Jesus esteja nos conduzindo e não permaneçamos nas trevas nem na escuridão, mas que a luz de Jesus nos dê a direção da vida e do coração.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | Rins cingidos e lâmpadas acesas! (Terça-feira da 29.ª Semana do Tempo Comum)

No evangelho de hoje, Nosso Senhor nos pede para estar com os “rins cingidos” e as “velas acesas”, uma metáfora da cultura de sua época, mas que permanece bastante atual para nos indicar a postura que devemos manter para crescer na vida de intimidade com Deus.Somente de rins cingidos, colocando um freio em nossas paixões, e com as velas acesas, não deixando a chama da fé ser apagada pelos vendavais deste mundo, seremos capazes de servir e amar a Deus com prontidão e alegria.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 19 de outubro, e peçamos a intercessão de São Pedro de Alcântara para progredirmos na vida espiritual.


https://youtu.be/ct946GPN2Zc

Santo do dia 19/10/2021


São Pedro de Alcântara (Festa)
Local: Arenas de San Pedro, Espanha
Data: 19 de Outubro † 1562


São Pedro de Alcântara pertence ao século dos grandes santos, muitos dos quais se impuseram como gigantes na constelação da Igreja na Espanha. Trata-se do século XVI, o século do imperador Carlos V e do Concílio de Trento.

Filho de um jurisconsulto, Pedro nasceu em Alcântara, na Espanha, em 1499. Revelou-se um menino de boa índole, modesto, simples, propenso à oração. Estudou na Universidade de Salamanca, o maior centro de estudos da Espanha, cuidando não só do proveito nos estudos, mas do cultivo das virtudes cristãs.

Aos 17 anos entrou para a Ordem dos Frades Menores, e, ordenado sacerdote, desempenhou diversos cargos na Ordem. Era extraordinário como pregador de missões populares e professor. Franciscano de espírito e por convicção, outras coisas não possuía a não ser um hábito surrado, um breviário para as orações, um crucifixo tosco e um bastão, companheiro das viagens. Poucas horas de sono, mesmo assim sentado numa simples cadeira, ou deitado no chão. Sua alimentação era a mais parca possível e jejuava constantemente.

Eleito ministro provincial na Ordem, Pedro visitou todos os conventos confiados à sua jurisdição, e em todos introduziu a reforma de acordo com a Regra primitiva de São Francisco.

Em 1554 obteve do papa Paulo IV a licença de consagrar-se a uma observância mais estrita da Regra. Começou então a acolher seguidores, organizando na Espanha uma nova província franciscana de estrita observância, à qual pouco a pouco se afiliaram mais de 30 conventos de diversos países, inclusive de Portugal. São os chamados frades menores alcantarinos. Foram estes frades da reforma alcantarina que se estabeleceram no Brasil. Pedro iniciou os frades desta estrita observância numa vida de mais austera pobreza, jejum e penitência e de oração mais prolongada.

Impulsionado pelo zelo das almas, dedicou-se com grande fruto à pregação. E com seus conselhos ajudou Santa Teresa de Jesus em sua atividade reformadora entre as Carmelitas. Ele chegou a ser diretor espiritual da santa. Deixou também obras escritas, em que narra a própria experiência ascética e mística, baseada sobretudo na devoção para com a Paixão de Cristo.

A virtude e extraordinários talentos de que era dotado tornaram-lhe o nome célebre e acatado em toda a Europa. O imperador Carlos V pediu-lhe muitas vezes conselho e o rei João III, de Portugal, muito insistiu para que passasse algum tempo na corte.

Pedro de Alcântara distinguiu-se por uma severa vida de penitência e mortificação e amor à pobreza. Chegou a um altíssimo grau de oração e de contemplação.

Pedro tinha 63 anos de idade quando lhe foi revelada a hora da morte. Achando-se em visita aos conventos, foi acometido por doença mortal. Purificado pelo sofrimento, entregou sua santa alma a Deus, no dia 19 de outubro de 1562 em Estremadura, Espanha. Foi canonizado em 1669 pelo papa Clemente IX e indicado pelo papa Pio IX em 1862 como padroeiro do Brasil.

No Calendário próprio da Ordem dos Frades Menores a Liturgia das Horas é bastante enriquecida: Os hinos do Ofício das Leituras e das Laudes são próprios. São próprias também as antífonas do Benedictus e do Magnificat.

Realça-se em Pedro de Alcântara o espírito de penitência, o restaurador da observância primitiva da Regra de vida de São Francisco de Assis, o pregador e o homem de oração e de contemplação. A Oração coleta diz: Ó Deus, que ilustrastes São Pedro de Alcântara com os dons de admirável penitência e de altíssima contemplação, concedei, por seus méritos, que, mortificados na carne, mereçamos participar dos bens celestes.

A Oração sobre as oferendas e a Oração depois da Comunhão fazem referência ao intenso amor que São Pedro de Alcântara nutria pela Sagrada Eucaristia.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Pedro de Alcântara, rogai por nós!



São Paulo da Cruz (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 19 de Outubro † 1775


Paulo nasceu em Ovada, perto de Gênova, no norte da Itália em 1694. Trabalhou primeiro com seu pai no comércio, depois, por algum tempo, no serviço das armas contra os turcos. Após um período de vida eremítica, onde foi favorecido por especiais dons místicos, passou a servir à Igreja através de intenso apostolado, acompanhado de muita oração e penitência.

O que caracteriza sua espiritualidade e o seu carisma é sua devoção à Paixão de Cristo, a contemplação da Cruz. Quis carregar em seu nome a Cruz, de quem era profundamente devoto. Daí, São Paulo da Cruz. O amor a Jesus crucificado externou-se em sua vida na mais severa penitência. Isso não impediu que Paulo fosse muito alegre, delicado e sensível a tudo.

São Paulo da Cruz fundou a Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os Passionistas. Com tal iniciativa ele abriu um caminho que une a contemplação das dores do Crucificado à obra da evangelização. No fim da vida encaminhou ainda um ramo feminino de consagradas, a Congregação das Irmãs Passionistas. Aberto ao mundo e às suas necessidades espirituais, fez-se incansável missionário popular, percorrendo várias regiões da Itália por mais de quarenta anos, levando a todos o amor que jorra da cruz de Cristo sobre o mundo. Numa época já minada pelo racionalismo iluminista, São Paulo da Cruz anuncia a eficácia da cruz redentora. Faleceu com 80 anos de idade, em Roma. Foi canonizado em 1867.

Os textos da Missa estão todos voltados à contemplação do mistério da Cruz. Antífona da entrada: Nada quis saber entre vós a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (1Cor 2, 2).

A Oração coleta proclama que o presbítero São Paulo fez da cruz o seu único amor. A Oração sobre as oferendas pede que vivamos os mistérios da paixão do Senhor presentes nesta Eucaristia. A Antífona da Comunhão também é tirada de São Paulo: Nós anunciamos o Cristo crucificado, Cristo, força e sabedoria de Deus (cf. 1Cor 1, 23-24).

A Oração depois da Comunhão pede que, fortificados pelo mistério da Cruz, possamos permanecer unidos a Cristo e trabalhar pela salvação de todos.

Portanto, em São Paulo da Cruz a Igreja é chamada a contemplar e viver com coragem o aspecto da paixão e morte do mistério pascal.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Paulo da Cruz, rogai por nós!