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Abstinência de carne

Antífona de entrada

Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.
Me exspectavérunt peccatóres, ut pérderent me: testimónia tua, Dómine, intelléxi: omnis consummatiónis vidi finem: latum mandátum tuum nimis. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini. (Ps. 118, 95. 96 et 1)
Vernáculo:
Espreitam-me os maus para perder-me, mas continuo sempre atento à vossa lei. Vi que toda a perfeição tem seu limite, e só a vossa Aliança é infinita. Sl. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! (Cf. LH: Sl 118, 95. 96 e 1)

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Sm 24, 3-21)


Leitura do Primeiro Livro de Samuel


Naqueles dias, 3Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até aos rochedos das cabras monteses. 4E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta, 5e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. 6Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 7e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”.

8Com essas palavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho.

9Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te! Poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, 12e meu pai.

Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos”.

17Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi? E começou a clamar e a chorar. 18Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21Agora, eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 56)


℟. Piedade, Senhor, tende piedade.


— Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se abriga a minh’alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a tormenta, Senhor! ℟.

— Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, a este Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade! ℟.

— Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade! ℟.


https://youtu.be/8k_PfxiBVrQ
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5, 19) ℟.

Evangelho (Mc 3, 13-19)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Afferéntur regi vírgines: próximae eius afferéntur tibi in laetítia et exsultatióne: adducéntur in templum regi Dómino. (Ps. 44, 15. 16)


Vernáculo:
Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real. (Cf. LH: Sl 44, 15. 16)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Inês, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eis que vem o Esposo, ide ao encontro do Cristo, o Senhor! (Mt 25, 6)
Quinque prudéntes vírgines accepérunt óleum in vasis suis cum lampádibus: média autem nocte clamor factus est: Ecce sponsus venit: exíte óbviam Christo Dómino. (Mt. 25, 4. 6; ℣. Ps. 44, 2ab. 11. 12. 13. 14. 15. 16)
Vernáculo:
As prudentes, porém, além das suas lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. No meio da noite, ouviu-se um alvoroço: (Cf. Bíblia CNBB: Mt 25, 4. 6) Eis que vem o esposo, ide ao encontro do Cristo, o Senhor! (Cf. MR: Mt 25, 6)

Depois da Comunhão

Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta Eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Inês, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Que vive e reina para sempre.

Homilia do dia 21/01/2022
Apóstolo sem oração?

O fundamento de todo apostolado é a vida íntima de oração, o único meio de conhecermos Aquele cuja verdade devemos anunciar ao mundo.

Há poucos momentos na história da humanidade que sejam mais importantes e decisivos do que a escolha dos doze Apóstolos: “Naquele tempo”, anuncia-nos hoje a Santa Igreja, “Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis”, escolheu aqueles cujo apostolado mudaria, de fato, o curso da história humana. Trata-se de doze homens sobre os quais se ergueria o novo Israel, o novo povo de Deus. Antes, sob a vigência do Antigo Testamento, para pertencer ao povo eleito era necessário descender de algum dos doze filhos de Jacó; agora, sob o signo da nova e eterna Aliança, o povo eleito é formado por aqueles que, escolhidos livremente por Cristo, são chamados antes de tudo “para ficar com Ele”, ou seja, para ter um relacionamento íntimo — de conversão e oração — que se transfigure depois em obras de amor, em apostolado. A primeira coisa que deve fazer o fiel que deseja sair em missão, portanto, é saber estar com Jesus: o primeiro passo do apóstolo, nesse sentido, não é para fora, esparramando-se no mundo, mas para dentro, encontrando-se com Deus no interior de si mesmo. Não caiamos no erro, tão comum nos tempos que correm, de sacrificar o único necessário — nossa santificação pessoal por meio da oração silenciosa e solitária aos pés do Senhor — a favor de um atividade apostólica agitadiça e desorientada, incapaz de levar aos outros Aquele que nos recusamos conhecer intimamente.

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | O heroísmo dos castos (Memória de Santa Inês, Virgem e Mártir)

Celebramos hoje uma das mártires mais ilustres da antiguidade cristã. Santa Inês de Roma, morta com cerca de 13 anos durante as perseguições de Diocleciano, foi sempre invocada pelo povo fiel como padroeira da castidade, uma das virtudes em que ela mais demonstrou a força e a grandeza de alma que confere a graça de Cristo aos que lhe são fiéis.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 21 de janeiro, e invoquemos, hoje e sempre, o patrocínio e a intercessão de Santa Inês, por meio da qual Deus muito se alegra em devolver-nos a pureza de corpo, alma e coração.


https://youtu.be/4HFdmwWlbT8

Santo do dia 21/01/2022


Santa Inês (Memória)
Local: Roma, Itália
Data: 21 de Janeiro † s. III-IV in.


Inês, Agnes em latim, é uma das clássicas Santas Virgens Mártires do primitivo Calendário romano. Seu nome consta na I Oração Eucarística (Cânon romano).

Inês era romana, de importante família cristã e mártir provavelmente da perseguição do imperador Diocleciano (303-305). São poucos os dados certos, inclusive sobre o modo como ela foi martirizada. No Tratado sobre as Virgens, Santo Ambrósio dedica belíssimas palavras a Santa Inês. Ele a exalta como virgem consagrada totalmente a Jesus Cristo, seu esposo. "Ainda não preparada para o sofrimento e já madura para a vitória". Ele a apresenta como uma menina adolescente de 13 anos apenas. Acrescenta que Inês dá uma lição de firmeza apesar de tão pouca idade! Ambrósio conclui: "Tendes, pois, numa única vítima um duplo martírio: o da castidade e o da fé. Inês permaneceu virgem e alcançou o martírio". Desta dupla vitória das virgens mártires provém também a expressão "dupla coroa", a da virgindade e a do martírio nas Missas de uma Virgem Mártir.

A oração da memória focaliza a Deus, que escolhe as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos. Exalta a força da graça na fragilidade de uma menina adolescente. Apresenta como exemplo sua constância na fé. Exalta-se a coragem e a força das mulheres mártires, que no testemunho da fé em Cristo Jesus e no amor a ele equiparam-se aos homens e muitas vezes os superam.

Sobre seu túmulo em Roma foi construída uma basílica, hoje também Convento de religiosas, dando testemunho do amor consagrado inteiramente a Deus.

Por causa da semelhança do seu nome com agnus, cordeiro, Inês, em latim Agnes, ela é representada com um cordeirinho ou uma ovelhinha nos braços que pode significar também sua inocência.

No dia da festa de Santa Inês, em sua basílica em Roma, são abençoados dois cordeirinhos, símbolos da inocência, de cuja lã são confeccionados os pálios que o Papa dá como insígnia aos arcebispos, manifestando sua comunhão com o Papa, o supremo Pastor das ovelhas de Cristo. Estes pálios são colocados, em geral, na véspera da festa de São Pedro e São Paulo, sobre o altar existente sobre o túmulo de São Pedro no Vaticano. Como um manso cordeiro, Inês foi levada ao suplício do martírio, participando, agora, da glória do Cordeiro imolado e vitorioso.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Inês, rogai por nós!