5º Domingo da Páscoa
Antífona de entrada
Cantate Dómino cánticum novum, allelúia: quia mirabília fecit Dóminus, allelúia: ante conspéctum géntium revelávit iustítiam suam, allelúia, allelúia. Ps. Salvávit sibi déxtera eius: et bráchium sanctum eius. (Ps. 97, 1. 2)
Vernáculo:
Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele fez maravilhas! Aos olhos das nações revelou sua justiça, aleluia! (Cf. MR: Sl 97, 1-2) Sl. Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. (Cf. LH: Sl 97, 1cd)
Glória
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.
Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, realizai sempre em nós o mistério da Páscoa, e, aos que vos dignastes renovar pelo santo Batismo, concedei, com o auxílio de vossa proteção, dar muitos frutos e chegar às alegrias da vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — At 6, 1-7
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário.
2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”.
5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um grego que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 32(33), 1-2. 4-5. 18-19 (R. 22)
℟. Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! ℟.
— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça. ℟.
— O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. ℟.
Segunda Leitura — 1Pd 2, 4-9
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 4Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus. 5Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. 6Com efeito, nas Escrituras se lê: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e magnífica; quem nela confiar, não será confundido”.
7A vós, portanto, que tendes fé, cabe a honra. Mas para os que não creem, “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular, 8pedra de tropeço e rocha que faz cair”. Nela tropeçam os que não acolhem a Palavra; esse é o destino deles. 9Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℣. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão por mim. (Jo 14, 6) ℟.
Evangelho — Jo 14, 1-12
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”.
8Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai?’ 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Iubiláte Deo univérsa terra: iubiláte Deo univérsa terra: psalmum dícite nómini eius: veníte, et audíte, et narrábo vobis, omnes qui timétis Deum, quanta fecit Dóminus ánimae meae, allelúia. (Ps. 65, 1. 2. 16)
Vernáculo:
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez, aleluia! (Cf. LH: Sl 65, 1. 2a. 16)
Sobre as Oferendas
Ó Deus, pelo venerável intercâmbio deste sacrifício nos fizestes participar de vossa única e suprema divindade;concedei, nós vos pedimos, que conhecendo a vossa verdade a testemunhemos pela prática das boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Tanto témpore vobíscum sum, et non cognovístis me? Philíppe, qui videt me, videt et Patrem, allelúia: non credis quia ego in Patre, et Pater in me est? Allelúia, allelúia. (Io. 14, 9; ℣. Ps. 32, 1. 2. 3. 12. 13. 18)
Vernáculo:
Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, viu o Pai, aleluia. Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? Aleluia, aleluia. (Cf. Bíblia CNBB: Jo, 14, 9a. 10a)
Depois da Comunhão
Senhor, nós vos pedimos, permanecei com misericórdia junto ao vosso povo e fazei passar da antiga para a nova vida aqueles que iniciastes nos mistérios celestes. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 03/05/2026
“Não se perturbe o vosso coração”
Jesus percebe o medo dos discípulos e pede confiança. Ele não vai embora para abandoná-los, mas para preparar um lugar junto do Pai, abrindo para nós o caminho da esperança por meio de sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Queridos irmão e irmãs, cheia de alegria que brota do Mistério de Cristo ressuscitado, a Igreja celebra o 5º Domingo da Páscoa.
O Evangelho de hoje é o de Jesus Cristo segundo João 14,1-12, que é um dos momentos mais íntimos e reconfortantes do Novo Testamento. Ele acontece durante a Última Ceia, quando os discípulos estavam angustiados com a notícia de que Jesus iria embora.
O que podemos admirar, acima de tudo, no Evangelho é a mansidão de Jesus. Ele se preocupa em não perturbar o coração de seus discípulos. A Paixão está próxima. Jesus sabe que esse evento causará grande comoção entre os discípulos, mas Ele tem o cuidado de preservá-los de uma angústia prolongada e diz: “Não se perturbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim”.
Jesus demonstra sua sensibilidade na maneira como fala de sua Paixão, o Mistério Pascal. É um mistério trágico e chocante, mas ele o apresenta com imagens familiares, simples e atraentes: “Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós”.
É uma atitude bondosa da parte de Jesus preparar um lugar para seus discípulos. Mas como Ele o preparará? Ele o preparará precisamente por meio de seus sofrimentos, sua Paixão e, claro, sua Ressurreição.
Portanto, neste Evangelho, Jesus nos enche de consolo e esperança. Ele percebe o medo dos amigos e pede confiança. A promessa de que há “muitas moradas” na casa do Pai indica que o céu não é um lugar restrito, mas um espaço de acolhimento onde há lugar para todos que creem Nele. Ele não está indo embora para abandoná-los, mas para “preparar um lugar”.
Aqui podemos compreender que o lugar que Jesus prepara para nós é em seu corpo torturado e ressuscitado. Todos nós somos agora membros do seu corpo, porque ele preparou um lugar para nós nele. Podemos dizer que o lugar que Jesus preparou para nós é o seu coração. Ele permitiu que seu coração fosse transpassado para que, de certo modo, pudéssemos entrar nele, para que esse seu coração pudesse ser dado a nós.
Podemos, portanto, admirar a delicadeza do amor de Jesus e, ao mesmo tempo, a sua generosidade, porque preparar esse lugar foi um ato muito custoso para ele. Mas foi um ato realizado com imenso amor. João diz: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1), isto é, ao ponto de preparar um lugar para eles.
A seguir, Jesus revela sua Identidade se apresentando como o caminho para chegar ao Pai: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.
Essa é uma das afirmações mais fortes de Jesus. Quando Tomé pergunta sobre o caminho, Jesus deixa claro que o caminho não é um mapa ou um conjunto de regras, mas uma pessoa:
- Caminho: Ele é a ponte entre a humanidade e Deus.
- Verdade: Ele é a revelação plena da vontade divina.
- Vida: Ele é a fonte da vida eterna e plena.
Mais uma vez, vemos que Jesus é tudo para nós: ele é o lugar para onde vamos, mas também é o caminho pelo qual podemos chegar lá. De fato, devemos segui-lo como seguimos uma trilha; devemos imitá-lo. E o imitamos se vivermos em amor, porque Jesus é o caminho, pois nos amou até o fim.
Jesus é um caminho de amor generoso. Não é fácil realizar esse tipo de amor. O amor nos atrai, mas o amor generoso nos conquista porque exigimos um preço alto. No entanto, Jesus nos dá a graça de continuar no caminho do amor generoso com toda a força que vem do Seu amor e ressurreição.
Aqui, Jesus explica que, por meio disso, podemos compreender a Deus. Felipe pede para ver o Pai, e Jesus responde com uma correção amorosa. Ele explica que não há separação: as palavras, os milagres e o amor de Jesus são o próprio Pai agindo no mundo. Olhar para Jesus é a forma humana de enxergar o rosto de Deus porque há uma Unidade entre Pai e Filho: “Quem me viu, viu o Pai”.
Se quisermos conhecer a Deus, devemos contemplar Jesus: contemplá-lo demoradamente, ouvi-lo e, então, segui-lo. Desta forma, chegamos a conhecer melhor a Deus, e assim Deus se revela a nós em sua glória, que é uma glória de amor. A grandeza e a bondade de Deus nos são reveladas através do Mistério Pascal de Jesus e através do rosto de Jesus.
Jesus então nos diz algo muito surpreendente: “Quem crê em mim fará também as obras que eu faço e obras maiores do que estas fará, porque eu vou para o Pai”.
Para entender esta afirmação, devemos também ler a continuação da frase, ou seja, os dois versículos seguintes do Evangelho: “…e tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
Jesus encerra com uma promessa surpreendente: quem acredita nele continuará seu trabalho. Ao dizer que farão “obras maiores”, ele se refere à expansão da mensagem. Enquanto Jesus estava limitado fisicamente a um lugar, seus discípulos, movidos pelo Espírito Santo, levariam o Evangelho ao mundo inteiro, porque Jesus limitou seu ministério à Palestina.
Os apóstolos, por outro lado, estenderam seu ministério a muitas nações; portanto, realizaram uma obra maior do que a de Jesus. E a obra da Igreja continua sendo uma obra maior do que a de Jesus. Mas, na realidade, a obra da Igreja é a obra do próprio Jesus, o Jesus ressuscitado.
Assim continua o discurso de Jesus no Evangelho: “Quem crê em mim fará as obras que eu faço e fará obras maiores do que estas, porque eu vou para o Pai. E tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14,12-14).
Portanto, tudo é obra do Cristo ressuscitado; os discípulos são seus instrumentos, contanto que orem.
E todos nós somos chamados a realizar a obra de Cristo, de uma forma mais modesta, porém real, em nossas vidas. Todo cristão tem a vocação de fazer a obra de Cristo, em união com Ele pela oração e pelo amor.
Portanto, devemos ter grandes ambições em nossas vidas: devemos fazer uma obra divina, em união com Cristo. Em nossas vidas — vida familiar, trabalho, relacionamentos humanos — devemos fazer uma obra divina: transformando gradualmente o mundo segundo o plano do Pai, graças à nossa oração e à nossa união com Jesus em amor generoso.
Que Maria Santíssima nos conceda esta graça. Assim seja.
Deus abençoe você!
Pe. Fábio Vanderlei, IVE
Cada vez que nos afastamos de Jesus, pelo pecado, estamos nos precipitando no abismo da morte. Por isso, para crescer na fé em Cristo, precisamos mudar de vida, romper com o pecado mortal e buscar uma vida de intimidade com Deus por meio da frequência nos sacramentos e da constância na oração pessoal.Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e aproveite este Tempo Pascal para renunciar a si mesmo e crescer na fé em Cristo.
Santo do dia 03/05/2026
São Filipe e São Tiago, Apóstolos (Festa)
Data: 03 de Maio † s. I
Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas nos dão de Filipe somente o nome e o lugar do nascimento: Betsaida. João nos oferece mais particularidades acerca da personalidade de Filipe, apresentando-o antes de tudo vinculado pela amizade com o apóstolo Natanael-Bartolomeu, que ele apresenta a Jesus: “Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus… Vem e vê”.
No relato da milagrosa multiplicação dos pães é a Filipe que Jesus dirige a bem conhecida pergunta: “Onde compraremos pão, para que esta gente possa comer?”. Filipe não entende o significado da pergunta e depois de dar uma olhada à multidão disse: “Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que cada um receba um pedaço”.
O jeito um tanto embaraçado de Filipe vem à tona na última informação do Evangelho a respeito dele. Na última ceia Jesus fala aos seus apóstolos do profundo mistério da Trindade. O pobre Filipe está abismado pelo mistério, mas quer simplificar demais: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. O resto da vida de Filipe está encoberto na obscuridade, como também a sua morte. A tradição mais comum afirma que ele morreu crucificado em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano, ou talvez Trajano, aos 87 anos. As suas relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de são Tiago na igreja dos Santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia.
São Tiago, que o evangelista Marcos chama “o Menor” para distingui-lo de Tiago, irmão de João, entra em cena como bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago, o Maior, no ano 42, e após o afastamento de Pedro de Jerusalém. A sua imagem austera sobressai pela Carta que dirigiu, como encíclica, a todas as comunidades cristãs. Leem-se aí fortes expressões de admoestações que a distância de dezenove séculos não fez perder sua perene atualidade: “Ricos, chorai por causa das desgraças que estão para vos sobrevir. O salário, do qual privastes os trabalhadores que ceifaram os vossos campos, clama…”.
Da morte de são Tiago possuímos informações de antiga data. Entre as mais consideráveis, a do historiador judeu Flávio Josefo, segundo o qual o apóstolo teria sido condenado ao apedrejamento no ano 61 ou 62 do sumo pontífice Anás II, que se aproveitou da morte do integérrimo Festo para eliminar o bispo de Jerusalém.
Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.
São Filipe e São Tiago, rogai por nós!


