Antífona de Entrada:
Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre. (Cf. Sl 36, 39. 40)

Oração do Dia:
Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura (Ecl 3, 1-11)


Leitura do Livro do Eclesiastes


1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo o que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza.


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 143)


R. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!


— Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo. É meu escudo: é nele que espero. R.

— Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Veio o Filho do Homem, a fim de servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mc 10, 45) R.


Evangelho (Lc 9, 18-22)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.

20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Homilia: Abracemos as nossas fragilidades

“‘E vós, quem dizeis que eu sou?’” Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’” (Lucas 9,20).

A narração do Evangelho de hoje nos coloca, primeiro, Jesus rezando num lugar retirado e os discípulos estavam com Ele. A oração é sempre luz para o coração e a alma, a oração é sempre o nosso modo de comunhão com Deus.

É saindo da oração, sem perder o espírito de oração, que Jesus pergunta aos Seus: “Quem diz o povo que eu sou?”. Muitos estavam vendo Jesus, mas o que esse povo dizia sobre Ele?

É verdade que muitos não entendiam quem era Ele, a mente foi se abrindo aos poucos, alguns achavam que era João Batista agindo ali e outros achavam que era como Elias ou algum dos antigos profetas.

É importante entender que não estavam achando que Jesus era a reencarnação deles, mas é Jesus agindo como esses profetas agiam, como João Batista, como Elias, ou ainda, como tinha a promessa de que Elias voltaria, acharam que era ele que tinha voltado. O povo ainda não tinha noção de quem era Jesus.

Os anos se passaram e tivemos a graça de conhecer Jesus na Sua essência, o Cristo Crucificado e Ressuscitado, mas é verdade que, até hoje, muitos não sabem quem é Jesus, confundem quem Ele é; ou, simplesmente, não tiveram um encontro pessoal com a identidade de Jesus.

Cristo Jesus abraçou todas as fragilidades; e, para segui-Lo, em espírito e verdade, precisamos, primeiro, abraçar as nossas

Por isso, Ele se volta para os Seus discípulos: “E vocês, quem dizem que eu sou?”. É Pedro quem, de forma concisa, responde: “Tu és o Cristo de Deus”. Na verdade, essa é a identidade de Jesus, Ele é o Messias, o ungido, o enviado, é Aquele que os profetas d’Ele falaram, é Aquele que foi profetizado, é o Cristo de Deus, porém, Pedro ainda não tem a total consciência do que significa ser o Cristo.

Cristo, para alguns, é o Cristo triunfante e glorioso, e Ele é! Cristo é glorioso, porém, Ele deve, primeiro, sofrer muito, ser rejeitado, morto e só depois ressuscitar. Se não identificamos Cristo Crucificado, não podemos reconhecê-Lo Ressuscitado, se não passamos pela paixão, pela Via-Sacra do Senhor, não podemos acompanhá-Lo em Sua glória.

Por isso, o Messias que está na cabeça de alguns é um super-herói, vencedor sobre todas as coisas. Esse Cristo é vencedor sobre a morte, sobre o mal, mas Ele passa pela morte e pela rejeição humana. Muitos de nós não conseguimos trabalhar a nossa humanidade porque não queremos lidar com as fragilidades da existência humana.

Cristo Jesus abraçou todas as fragilidades; e, para segui-Lo, em espírito e verdade, precisamos, primeiro, abraçar as nossas. É preciso saber quem é Jesus, mas é preciso também saber quem somos, assumindo aquilo que somos e nossas fragilidades, porque elas serão transformadas pelo poder de Cristo Jesus.

Deus abençoe você!   

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Pedro professa a fé em Cristo

O Evangelho que nos prega hoje a Igreja é para recordar que a fé que nos orgulhamos de ter não é resultado de raciocínios ou mérito de prolongados esforços nem, muito menos, o resultado do que “decide” a maioria, senão graça e dom de Deus, que a dá a quem quer segundo o seu beneplácito, mas que não se nega a concedê-la a quem, movido por sua graça, se põe de joelhos para pedir-lha. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 25 de setembro, e roguemos ao Senhor que nos dê hoje o dom da fé católica e a incremente sempre mais em nossa inteligência, para crermos com firmeza, e em nosso coração, para a vivermos com sinceridade.





Santo do Dia:

São Sérgio

"Contemplando a Santíssima Trindade, vencer a odiosa divisão deste mundo".

Esta frase reflete a alma contemplativa do santo de hoje, São Sérgio, considerado o "São Bento" da Rússia cristã. Na antiga Rússia o Cristianismo penetrou por volta do século IX, sendo Vlademiro, o primeiro príncipe a se converter ao Cristianismo, isto em 1010.

A religião do Cristo esteve sempre na Rússia, ligada mais ao Oriente do que a Roma. Monge Sérgio, tornou-se o grande evangelizador do século XIV, pois através de numerosos mosteiros irradiava a cultura e a verdadeira fé.

Após deixar o declínio da vida monástica na Rússia, Sérgio experimentou, com seu irmão, a construção numa floresta virgem de uma capela dedicada à Santíssima Trindade, devoção desconhecida naquele povo.

O irmão não aguentou, mas com firmeza e santidade, o santo de hoje atraiu a muitos até que edificaram um mosteiro em louvor a Santíssima Trindade.

Ordenado sacerdote para o melhor exercício da vocação de formar os monges na fundamental regra da oração e do trabalho, viveu São Sérgio: os "filhos", a pobreza, a mansidão e total confiança na Divina Providência.

São Sérgio escreveu tanto que é considerado o grande educador nacional do povo russo. Faleceu com quase 80 anos de idade em 25 de setembro de 1392 no mosteiro da Santíssima Trindade.

São Sérgio, rogai por nós!


Oração sobre as Oferendas:
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que possamos conseguir por este sacramento o que proclamamos pela fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão:
Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei! (Sl 118, 4-5)

Ou:


Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas e minhas ovelhas me conhecem, diz o Senhor. (Jo 10,14)

Oração depois da Comunhão:
Ó Deus, auxiliai sempre os que alimentais com o vosso sacramento para que possamos colher os frutos da redenção na liturgia e na vida. Por Cristo, nosso Senhor.