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Antífona de entrada

Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a boa-nova aos pobres, e curar os corações contritos. (Lc 4, 18)

Oração do dia

Ó Deus, que, para o socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero São Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Zc 8, 1-8)


Leitura da Profecia de Zacarias


1A palavra do Senhor dos exércitos foi manifestada nos seguintes termos: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos: Tomei-me de forte ciúme por Sião, consumo-me de zelo ciumento por ela. 3Isto diz o Senhor: Voltei a Sião e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém será chamada Cidade Fiel, e o monte do Senhor dos exércitos, Monte Santo. 4Isto diz o Senhor dos exércitos: Velhos e velhas ainda se sentarão nas praças de Jerusalém, cada qual com seu bastão na mão, devido à idade avançada; 5as praças da cidade se encherão de meninos e meninas a brincar em suas praças. 6Isto diz o Senhor dos exércitos: Se tais cenas parecerem difíceis aos olhos do resto do povo, naqueles dias, acaso serão também difíceis aos meus olhos? — diz o Senhor dos exércitos. 7Isto diz o Senhor dos exércitos: Eis que eu vou salvar o meu povo da terra do oriente e da terra do pôr-do-sol; 8eu os conduzirei, e eles habitarão no meio de Jerusalém; serão meu povo e eu serei seu Deus, em verdade e com justiça”.

Salmo Responsorial (Sl 101)


R. O Senhor edificou Jerusalém, e apareceu na sua glória!


— As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. R.

— Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados. R.

— Assim também a geração dos vossos servos terá casa e viverá em segurança, e ante vós se firmará sua descendência. Para que cantem o seu nome em Sião e louve ao Senhor Jerusalém, quando os povos e as nações se reunirem e todos os impérios o servirem. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Veio o Filho do Homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos. (Mc 10, 45) R.

Evangelho (Lc 9, 46-50)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. 49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que destes a São Vicente de Paulo a força de conformar toda a sua vida aos mistérios que celebrava, fazei que nos tornemos também, por este sacrifício, uma oferenda agradável aos vossos olhos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Demos graças ao Senhor por suas misericórdias, por suas maravilhas em favor dos homens: deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome. (Sl 106, 8-9)

Depois da Comunhão

Ó Deus, alimentados por esta Eucaristia, nós vos pedimos que, a exemplo de São Vicente e amparados por sua proteção, imitemos o vosso Filho na pregação do Evangelho aos pobres. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 27/09/2021
Tenhamos o coração puro como o de uma criança

“Houve, entre os discípulos, uma discussão para saber qual deles seria o maior” (Lucas 9,46).

Não é só no tempo de Jesus, nos nossos tempos as discussões continuam; continuamos discutindo para saber quem é maior, quem sabe mais, quem tem razão, quem é que manda. Continuamos discutindo para fazer prevalecer a nossa opinião, para sermos o dono da razão; continuamos com discussões tolas que, muitas vezes, não levam a nada ou, quando não, levam para o pior, levam para a divisão, para a acusação, levam para o mal-estar para as pessoas se colocarem umas contra as outras.

Não perca tempo com as discussões desse mundo, não perca tempo, inclusive, para criar na sua casa um ambiente de discussão e de agressão. Uma coisa são pessoas maduras, sensatas e equilibradas (virtudes cada vez mais raras nos tempos em que nós vivemos) que sabem com argumentos, muitas vezes, sensatos e equilibrados, conversarem sobre os diversos aspectos da realidade em que vivemos. Mas quando a pessoa é tomada pela insensatez, pela ignorância e, sobretudo, pela soberba de querer prevalecer o que ela acha e pensa, onde, tantas vezes, um ponto de vista que não passa de querer se tornar a razão maior da existência, isso gera apenas essa insolência do mundo em que nós estamos, quando as pessoas se acham sempre donas da verdade.


Precisamos, cada vez mais, abraçar crianças para amá-las, protegê-las, mas, ao mesmo tempo, para recuperarmos a nossa inocência perdida

Os discípulos estavam nessa onda também, estavam discutindo, não era simplesmente a discussão para saber quem era o maior, mas a discussão da maioridade, de quem é mais, de quem sabe mais, de quem impõe mais, é a discussão que escutamos hoje, são as agressões que estão hoje muito mais dilaceradas com redes sociais, com tantos grupos que se formam.

Jesus escuta as nossas discussões e muitas delas até no nome d’Ele, porque estão criando inclusive brigas em nome de Jesus, discussões e agressões em nome d’Ele, e Ele até se esconde porque não pediu para ninguém discutir  nem brigar em nome d’Ele.

Vendo essa discussão, Jesus pega e traz para o meio deles aquele ou aquela que ninguém geralmente escuta, que é insignificante, uma criança. Pega a criança e coloca no meio deles, e a criança é o fim de toda e qualquer discussão ou sentimento de maioridade.

Se nós nos achamos mais importantes ou maiores por causa do que sabemos, para Deus é maior quem não sabe nada ou sabe apenas o que é essencial, que é a pureza e a bondade que reside no coração de uma criança. Por isso, nós precisamos, cada vez mais, ter crianças no meio de nós, para abraçá-las, acolhê-las, mas para sermos curados de nossas vaidades, dos nossos sentimentos de orgulho, de soberba, do nosso egoísmo.

Precisamos, cada vez mais, abraçar crianças para amá-las, protegê-las, mas, ao mesmo tempo, para recuperarmos a nossa inocência perdida, a nossa humildade que foi jogada de escanteio, para colocarmos ordens nos devaneios que tomam conta da nossa mente, onde fazemos até discussão mental, briga mental, onde criamos um verdadeiro tormento mental. Queremos de alguma forma impor a nossa ideologia, a nossa forma de pensar e achar; quero que as pessoas rezem, façam, creiam, votem, tudo de acordo com a minha convicção; e crio dentro de mim aquele sentimento negativo, vou ficando com muita raiva, com muito rancor, vou até criando ódio naquele outro que não acredita no que eu acredito, que pensa diferente de mim, isso quando não me torno azedo, amargo, me torno aquela pessoa doente por causa dos meus pensamentos egoístas e soberbos que eu pressuponho que seja a verdade.

A verdade está na humildade, e é por isso que a criança tem que ser colocada sempre no nosso meio para nos convertermos.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | O apóstolo da caridade (Memória de São Vicente de Paulo, Presbítero)

A figura de São Vicente de Paulo, cuja memória a Igreja hoje celebra, é um remédio eficaz contra a mentalidade “ativista” e “filantropista” que, infelizmente, tem deturpado os esforços caritativos de tantos fiéis: embora o cuidado físico e material dos mais pobres seja, sim, um dever urgente e irrenunciável, de nada adianta querer salvá-los do frio e da fome sem o propósito de salvá-los também, e antes de tudo, da condenação eterna. Porque sem verdadeira caridade, que nos impele a lucrar almas para Cristo, podemos vender todos os nossos bens e entregar-nos às chamas em favor do irmão, e ainda assim nada disso teria valor… Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 27 de setembro, e peçamos a Deus, por intercessão de São Vicente de Paulo, que nos ensine a buscar em primeiro lugar o bem das almas!


https://youtu.be/kTQgfiFolPg

Santo do dia 27/09/2021


São Vicente de Paulo (Memória)
Local: Paris, França
Data: 27 de Setembro † 1660


São Vicente de Paulo, o santo "gigante da caridade", deve ser situado no tempo do pós-Concílio de Trento, participando decisivamente da Contrarreforma católica na França do século XVII. Neste século a França se elevava à categoria de primeira potência na Europa. Apesar de ter sido o século de Luís XIV, o Rei Sol, foi na realidade também o século das grandes misérias: crianças abandonadas, prostituição, pobreza e ruínas ocasionadas por revoluções e guerras, além de ignorância religiosa das populações rurais e do estado lamentável de boa parte do clero.

Neste triste quadro da situação social e religiosa da França, Deus suscitou um grande apóstolo, um dos santos mais extraordinariamente fecundos na Igreja. Vicente, nascido em 1581, era natural de Pouy, aldeia próxima a Dax. Seus pais eram proprietários de um pequeno sítio. O pai, observando com satisfação as excelentes qualidades de espírito do filho, atendendo ao desejo de Vicente, fez os maiores esforços para lhe favorecer os estudos eclesiásticos. Estudou com os franciscanos em Dax, tornando-se membro da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco de Assis. Foi ordenado sacerdote em 1600 com apenas 19 anos, esperando que o estado eclesiástico fosse ocasião para afirmação social.

Vicente trabalhou nos primeiros anos de sacerdócio na pequena paróquia de Clichy, nas vizinhanças de Paris. Em Paris, Vicente travou conhecimento com o santo sacerdote Pedro de Bérulle, mais tarde cardeal. Bérulle tinha grande estima por Vicente e o persuadiu a que fosse o tutor dos filhos de Filipe de Gondi, conde de Joigny. Madame de Gondi ficou encantada com Vicente e o escolheu como seu diretor espiritual e confessor.

Aos poucos, porém, no meio de tantas misérias, seu espirito foi se abrindo para sua futura vocação de apóstolo e organizador de grandiosas obras sociais. É difícil sintetizar em poucas linhas a múltipla operosidade de São Vicente. Podemos destacar quatro campos ou quatro frentes de ação apostólica.

A evangelização dos agricultores: Pastor sensível aos problemas pastorais, deu-se com empenho à pregação nos meios rurais, onde grassava lamentável ignorância religiosa. Com um grupo de colaboradores, instituiu a Congregação da Missão com a qual procurou dar resposta a tal necessidade de evangelização. A primeira residência destes padres no priorado de São Lázaro, em Paris, os fará conhecidos popularmente como lazaristas. Às vezes, são chamados também de vicentinos.

A reforma do clero: Obra de grande importância foi a criação de seminários para a formação do clero, que ele promoveu com outros eclesiásticos do tempo. Seus padres lazaristas, além das missões populares, tornaram-se beneméritos por sua obra de direção de seminários, que desenvolverão, também no Brasil, desde o século XIX.

O serviço aos pobres: Com Santa Luísa de Marillac, Vicente enfrentará o problema da miséria, fundando a Sociedade das Filhas da Caridade, conhecidas popularmente como irmãs vicentinas. Com ela a assistência aos pobres tornou-se organizada. A Congregação Vicentina dedica-se ao serviço dos abandonados, dos órfãos, dos velhos, dos inválidos, das moças em perigo, dos doentes. Talvez seja esta a instituição cristã dedicada à pura prática da caridade de maior extensão na geografia e no tempo. Até hoje as Irmãs de Caridade trabalham em leprosários, orfanatos, hospitais, manicômios, escolas e asilos, continuando a presença de São Vicente. O livre acesso de São Vicente aos palácios dos grandes foi-lhe de imensa ajuda no seu apostolado. Ele sabia tirar do rico para dar aos pobres, não pela força, mas pela persuasão.

Luta contra o jansenismo: Por fim, é preciso lembrar o empenho de São Vicente em opor um dique à triste corrente espiritual de seu século, o jansenismo, que com seu rigorismo e pessimismo resfriava a espiritualidade católica. Foi ele que convenceu muitos bispos franceses a apresentar ao Papa uma súmula das ideias corrosivas do jansenismo, condenadas depois pela Igreja.

São Vicente morreu no dia 27 de setembro de 1660. Seu nome continua vivo como padroeiro das obras de caridade. O grande apóstolo foi canonizado pela Igreja como um santo que levou a sério a mensagem cristã de que o amor a Deus e o amor ao próximo andam de mãos dadas.

As orações da Missa relacionam São Vicente, sobretudo, com a evangelização dos pobres. A Antífona da entrada canta: Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a boa-nova aos pobres, e curar os corações contritos (cf. Lc 4,18).

A Oração coleta comemora o socorro dos pobres e a formação do clero praticados por São Vicente, enriquecido pelas virtudes apostólicas.

A Oração sobre as oferendas recorda o espírito com que São Vicente celebrava os sagrados mistérios. Lembra, indiretamente, o trabalho de Vicente na renovação do Clero. Que os sacerdotes vivam de acordo com os mistérios que celebram.

A Oração depois da Comunhão recorda novamente a pregação do Evangelho aos pobres: Ó Deus, alimentados por esta Eucaristia, nós vos pedimos que, a exemplo de São Vicente e amparados por sua proteção, imitemos o vosso Filho na pregação do evangelho aos pobres.

Em conclusão, a força da mensagem evangélica de São Vicente de Paulo é imensa. Foi, realmente, uma testemunha do Cristo Senhor. Ele soube unir ação e oração, o amor a Deus e o amor ao próximo.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!