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10º Domingo do Tempo Comum

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Antífona de entrada

O Senhor é minha luz e minha salvação, de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? São eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem. (Cf. Sl 26, 1-2)
Gradual Romano:
Dominus illuminátio mea, et salus mea, quem timébo? Dóminus defénsor vitae meae, a quo trepidábo? qui tríbulant me inimíci mei, infirmáti sunt, et cecidérunt. Ps. Si consístant advérsum me castra: non timébit cor meum. (Ps. 26, 1. 2. 3)

Vernáculo:
O Senhor é minha luz e minha salvação, de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? São eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem. (Cf. MR: Sl 26, 1-2) Sl. Se os inimigos se acamparem contra mim, não temerá meu coração. (Cf. LH: Sl 26, 3)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Os 6, 3-6


Leitura da Profecia de Oseias


É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo.

4Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. 5Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, como luz, expandem-se meus juízos; 5quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 49(50), 1. 8. 12-13. 14-15 (R. 23b)


℟. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.


— Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perantemim teus holocaustos. ℟.

— Não te diria, se com fome eu estivesse, porque é meu o universo e todo ser. Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue de carneiros? ℟.

— Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Invoca-me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me. ℟.


https://youtu.be/thlyOr1oqpQ

Segunda Leitura — Rm 4, 18-25


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos: 18Abraão, contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”.

19Não fraquejou na fé, à vista de seu físico desvigorado pela idade – cerca de cem anos – ou considerando o útero de Sara já incapaz de conceber. 20Diante da promessa divina, não duvidou por falta de fé, mas revigorou-se na fé e deu glória a Deus, 21convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu.

22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. 23Afirmando que a fé lhe foi creditada como justiça, a Escritura visa não só à pessoa de Abraão, 24mas também a nós, pois a fé será creditada tambémpara nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, nosso Senhor

25Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Foi o Senhor quem me mandou boas notícias anunciar; ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar! (Lc 4, 18) ℟.

Evangelho — Mt 9, 9-13


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo: 9partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.

10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”

12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Illúmina óculos meos, nequándo obdórmiam in morte: nequándo dicat inimícus meus: praeválui advérsus eum. (Ps. 12, 4. 5)

Vernáculo:
Não deixeis que se me apague a luz dos olhos e se fechem, pela morte, adormecidos! Que o inimigo não me diga: Eu triunfei! (Cf. LH: Sl 12, 4. 5)

Sobre as Oferendas

Olhai, Senhor, com bondade nossa disposição em vos servir, para que nossa oferenda vos seja agradável e nos faça crescer no amor. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção, em vós espero! (Cf. Sl 17, 3)

Ou:


Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece come ele. (1Jo 4, 16)
Gradual Romano:
Dominus firmaméntum meum, et refúgium meum, et liberátor meus: Deus meus adiútor meus. (Ps. 17, 3; ℣. Ps. 17, 4. 7ab. 7cd. 28. 29. 32. 33. 36)

Vernáculo:
Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção, em vós espero! (Cf. MR: Sl 17, 3)

Depois da Comunhão

Senhor de bondade, a vossa força salvadora nos liberte das más inclinações e nos conduza pelo caminho do bem. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 07/06/2026


O triunfo da misericórdia


“Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Ele se levantou e seguiu a Jesus”.


Queridos irmãos e irmãs, celebramos o 10º Domingo do Tempo Comum. A passagem do Evangelho de hoje é a de Mateus 9, 9-13, que narra o chamado de Mateus e a refeição de Jesus com os pecadores, sintetiza o cerne da missão de Cristo: a manifestação da misericórdia divina que busca a conversão e a salvação do homem.


O Evangelho de hoje nos revela que o Reino de Deus está aberto a todos, inclusive àqueles considerados os mais distantes e indignos pela sociedade. A única barreira que impede o homem de receber a salvação de Cristo é a soberba espiritual de se considerar "justo" ou "sano" por suas próprias forças, recusando reconhecer-se necessitado do perdão e da graça divina.


Vamos tentar fazer uma explicação deste texto com base no Catecismo da Igreja Católica (CIC) e no ensinamento dos santos.


1. O Chamado de Mateus e a prontidão de sua resposta


"Jesus viu um homem chamado Mateus [...] e disse-lhe: 'Segue-me!' Ele se levantou e seguiu a Jesus" (v. 9).


Vemos aqui que a iniciativa de toda vocação é de Deus: O olhar de Jesus antecede a resposta humana. O Catecismo ensina que a fé e a vocação são dons de Deus. É o próprio Cristo quem toma a iniciativa de chamar o homem, tirando-o de sua condição anterior.


São Beda, o Venerável, explica que Jesus olhou para Mateus "com olhos de misericórdia e o escolheu" (miserando atque eligendo). Jesus não viu um cobrador de impostos corrupto, mas um futuro apóstolo.


Ao levantar-se imediatamente, Mateus demonstra a adesão fiel à graça. Segundo o CIC §546, o chamado para entrar no Reino exige de cada pessoa uma "opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo". Mateus renuncia à segurança material da coletoria de impostos para seguir o Mestre.


Mateus abandonou a mesa de cobrança imediatamente. São João Crisóstomo destaca que ele não hesitou, não pediu tempo para resolver seus negócios, nem pensou nos riscos financeiros. Ele reconheceu a voz do verdadeiro Mestre e desapegou-se dos bens materiais no mesmo instante.


2. A Comunhão de mesa com os pecadores


"Enquanto Jesus estava à mesa [...] vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus" (v. 10-11)


O Banquete do Reino: Sentar-se à mesa no mundo antigo significava íntima comunhão e reconciliação. O CIC §545 aborda diretamente essa atitude de Jesus: "Jesus convida os pecadores para a mesa do Reino: 'Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores'".


A conversão é motivo de grande alegria e deve ser celebrada. Mateus ofereceu um banquete. Os santos explicam que este banquete não foi para exibir riqueza, mas para celebrar a alegria da salvação com seus antigos amigos.


A conversão de um pecador antecipa o banquete messiânico. O Catecismo também destaca, no CIC §589, que Jesus escandalizava as autoridades religiosas da época justamente porque "identificou sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus para com eles. Chegou ao ponto de dar a entender que, partilhando a mesa dos pecadores, os estava admitindo ao banquete messiânico".


Diante disso os fariseus orgulhosos se escandalizam. Santo Agostinho nos ensina que o orgulho espiritual é a pior das doenças. Os fariseus se julgavam sãos e puros, mas a soberba os impedia de ver que também precisavam de cura. Enquanto os pecadores se aproximavam do Médico, os fariseus morriam de auto-suficiência


3. A Resposta de Jesus e a lógica da salvação


"Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. [...] De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores". (v. 12-13)


Jesus é o Médico das almas. A Igreja reconhece em Jesus o médico que veio curar as feridas do pecado. Esta imagem fundamenta a própria teologia dos sacramentos de cura (como a Confissão e a Unção dos Enfermos), instituídos para remediar a debilidade espiritual do ser humano.


A Igreja é hospital espiritual. São Francisco de Sales reforçava que a Igreja não é um museu de santos, mas um hospital para pecadores. Jesus se aproxima da nossa miséria para nos curar, e não para nos condenar.


Ao dizer que veio para os pecadores, Jesus não está justificando ou aplaudindo o pecado, mas sim chamando à mudança de vida, à exigência da conversão. O CIC §545 complementa: Cristo "convida-os à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mas mostrando-lhes, com palavras e atos, a misericórdia sem limites do Pai por eles".


São João Maria Vianney (o Cura d'Ars) passava horas no confessionário vivendo essa máxima. Ele lembrava que Deus está mais pronto a perdoar do que nós a pedir perdão. O pecado é a doença; a misericórdia de Cristo na confissão sacramental é o remédio.


4. Misericórdia versus Formalismo


A citação "Quero misericórdia e não sacrifício" (extraída do profeta Oseias) condena o culto puramente exterior ou moralista dos fariseus. Deus deseja a transformação do coração e a caridade ativa em relação ao próximo, que superam qualquer formalismo legalista.


O coração está antes do rito. Santo Tomás de Aquino ensina que os sacrifícios externos e os ritos litúrgicos não têm valor se o coração estiver vazio de amor ao próximo. Deus prefere um ato de compaixão e caridade em favor de um irmão necessitado do que uma religiosidade puramente exterior e julgadora.


A Misericórdia é o centro da mensagem cristã. Santa Faustina Kowalska, a apóstola da Divina Misericórdia, escreveu em seu diário que quanto maior o pecador, maior é o seu direito à misericórdia de Deus. Jesus veio justamente para os que reconhecem sua própria fraqueza.


Queridos irmãos e irmãs, toda a obra de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra pode ser resumida em uma única frase: Ele foi o grande perdoador. Quantos homens e mulheres dizem: "Deus não pode me perdoar"; "Eu não tenho o perdão de Deus!" Será que essas pessoas sabem o que dizem? Será que elas entendem a Deus?


Jesus Cristo se tornou o perdão para nós. Os atos mais importantes de sua vida foram atos de perdão: ele perdoou a mulher samaritana, a esposa adúltera, a esposa pecadora na casa do fariseu, Pedro que o traiu, os soldados que o crucificaram e tantos outros. Hoje, Jesus exerce sua misericórdia com o publicano Mateus, o futuro São Mateus, autor do Evangelho que ouvimos, porque sua compaixão e amor pelos pecadores são infinitos.


Se duvidamos do perdão de Deus, somos tolos e não compreendemos o Seu grande amor por nós. Ele perdoa aqueles que O ofendem se arrependerem dos seus pecados e os confessarem com confiança e pesar. São Jerônimo disse: "Não desespereis do perdão por causa da magnitude da vossa maldade, pois a grande misericórdia apaga os grandes pecados. Ele é, de fato, bondoso e misericordioso; Ele deseja o arrependimento dos pecadores — e não a sua morte —, paciente e grande em misericórdia; Ele não imita a impaciência humana, mas aguarda o nosso arrependimento por muito tempo".


Ao vermos esta insistência da parte de Deus, somos levados a imaginar Deus a perseguir-nos com a Sua misericórdia. Deus quer perdoar mais do que o homem quer ser perdoado. Portanto, a Sua melhor imagem é a cruz: na cruz, de braços abertos, Ele é um símbolo da espera pelo pecador, da misericórdia e do perdão.


Hoje rezamos a Nossa Senhora Santíssima, Mãe e Rainha da Misericórdia, para que sejamos conquistados pela misericórdia de Deus e busquemos verdadeiramente a conversão de nossos corações, imitando o publicano Mateus, que abandonou seus pecados e seguiu generosamente a Cristo. Assim seja.

Deus abençoe você!

Pe. Fábio Vanderlei, IVE

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Dominical | Onde nós vemos miséria, Jesus vê um eleito (10º Dom. Tempo Comum (A) - 07/06/26)

Neste 10º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho narra a conversão de São Mateus, Apóstolo e Evangelista, que, antes de seguir Nosso Senhor, era um pecador público. E foi justamente quando Mateus estava na coletoria de impostos, literalmente “sentado” no seu pecado, que Jesus foi até ele, olhou-o com misericórdia e chamou-o a segui-lo.Ouça a homilia dominical do Padre Paulo Ricardo e perceba que, onde nós vemos um pecador, Jesus vê um eleito que pode mudar de vida.


https://youtu.be/LzjpwmwaEu4

Santo do dia 07/06/2026

Santo Antônio Maria Gianelli, Presbítero (Memória Facultativa)
Local: Piacenza, Itália
Data: 07 de Junho † 1846


Nascido no ano da Revolução Francesa, a 12 de abril de 1789, em Cereta, perto de Chiavari, Antônio Maria Gianelli foi, a seu modo, revolucionário. Ingressou no seminário aos 19 anos e foi ordenado padre quatro anos depois. Professor de letras e de retórica, teve entre seus alunos jovens destinados a brilhar no firmamento cristão, como o venerável Frassinetti. Para recepcionar o novo bispo, dom Lambruschini, o professor Gianelli organizou em Gênova um recital intitulado A reforma do seminário, que teve notável repercussão. Eram os anos da Restauração, após o incêndio napoleônico.

De 1826 a 1838 foi arcipreste de Chiavari. Este período, que ele chamará de “má cultivação”, foi marcado por muitas inovações pastorais na sua paróquia e pela criação de várias instituições, como um seminário próprio e a redescoberta da Suma de santo Tomás na pregação teológica e filosófica dos candidatos ao sacerdócio. Sob o nome incomum de Sociedade Econômica, encaminhou uma instituição beneficente cultural e assistencial confiada por padre Gianelli “aos cuidados das Damas da Caridade’’ para a instrução gratuita das meninas pobres. Era o esboço da fundação que nasceria em 1829, das Filhas de Maria, conhecidas ainda como irmãs Gianellinas, destinadas a rápida expansão e a profícuo apostolado na América Latina.

Dois anos antes criara pequena congregação missionária, posta sob o patrocínio de santo Afonso Maria de Ligório para a pregação de missões ao povo e organização do clero. Em 1838 foi eleito bispo de Bobbio; ajudado pelos ligorianos, a sua jovem congregação, que ele reconstituiu com o nome de Oblatos de Santo Afonso, reorganizou o tecido eclesiástico da sua diocese, removendo párocos pouco zelosos e expulsando os indignos. Entre os seus ligorianos existiu também um apóstata, padre Cristovão Bonavino, brilhantíssima inteligência, mais conhecido com o pseudônimo de Ausônio Franchi; racionalista e ateu, que voltou depois à genuína fé cristã, abjurando suas obras precedentes com Última crítica, e prestando um testemunho público de devoção a Gianelli, que esteve ao seu lado nos momentos mais agudos de sua crise espiritual. O santo das irmãs, como é chamado na América Latina, onde ainda florescem suas instituições femininas, acabou prematuramente sua vida terrena, na idade de 57 anos, a 7 de junho de 1846. Foi beatificado em 1925 e canonizado por Pio XII a 21 de outubro de 1951.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!


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