Antífona de entrada

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face. (Sl 104, 3-4)

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Ef 6, 10-20)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios


10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo. 14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja colocada em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.

Salmo Responsorial (Sl 143)


R. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!


— Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! R.

— Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R.

— Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R.


Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Cf. Lc 19, 38; 2, 14) R.

Evangelho (Lc 13, 31-35)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. 31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor’”.

Sobre as Oferendas

Olhai, ó Deus, com bondade as oferendas que colocamos diante de vós, e seja para vossa glória a celebração que realizamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Com a vossa vitória então exultaremos, levantando as bandeiras em nome do Senhor. (Sl 19, 6)

Ou:


O Cristo nos amou, e por nós se entregou a Deus, como oferenda e sacrifício santo. (Ef 5, 2)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que os vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 29/10/2020
A graça de Deus nunca deixa de nos amar

“Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste!” (Lucas 13,34).

Olho para Jesus que olha para a Sua cidade Jerusalém, chora e lamenta sobre ela. Ele sente a dor no seu coração por essa cidade que Ele quis unir, unificar, cuidar e abençoar. Jesus deu o exemplo, inclusive, da galinha que reúne os seus pintinhos debaixo das suas assas, mas Jerusalém não quis, ela rejeitou, maltratou e condenou. E aqui não estou me referindo a uma cidade, mas aos líderes da cidade, muitos povos daquela cidade santa e abençoada.

Jesus também teve dramas em Sua vida, e dramas duríssimos. O drama de Jesus é o drama de um pai, de uma mãe que, muitas vezes, está chorando sobre seus filhos. A mãe que criou, o pai que cria, muitas vezes, os filhos e não conseguem mantê-los unidos no amor e na fé. Por isso, mãe, pai, homem e mulher que, muitas vezes, precisam lamentar os dramas da vida, não passamos pelos dramas porque Deus quis, porque foi Deus quem nos mandou esse drama. Passamos porque, muitas vezes, os outros não correspondem à graça que foi dada, assim como Jerusalém não correspondeu à graça de ser a cidade de Deus, a cidade do grande Rei.


Não permitamos que nossa vida se destrua, e sim que seja reconstruída na graça e na misericórdia de Deus

Quando olhamos o amor com que Davi edificou essa cidade e, depois, olhamos para a história, a cidade é sitiada, é cercada, reconstruída e levantada, também se torna a cidade que maltrata e não acolhe o Salvador. Que drama! Mas a graça de Deus nunca deixou de amá-la.

Assim também a graça de Deus nunca deixou de amar você, nunca deixou de amar os Seus, mas nem sempre os nossos correspondem à graça que é dada, ao amor que foi confiado, ao amor que é dado. Por isso, hoje, temos que primeiro chorar por nós, lamentar por nós, quando não quisemos ouvir e corresponder ao Senhor, quando não respondemos prontamente à graça de Deus, mas choro e lamento pelo filhos de nossos pais, choro e lamento por aqueles que, tantas vezes, receberam o apelo e a graça de Deus e não correspondem a ela.  

Não há mal nenhum em lamentar e chorar, porque Jesus assim o fez. O único mal é não se converter, não se levantar, não seguir ouvindo a voz d’Ele, para que não nos percamos da mesma forma que Jerusalém se perdeu e foi toda destruída.

Não permitamos que a nossa vida se destrua, e sim que seja reconstruída na graça e na misericórdia de Deus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Como a galinha reúne os pintinhos!




Santo do dia 29/10/2020

São Narciso


O santo de hoje, São Narciso, ao ser sagrado Bispo de Jerusalém, já devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.

Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.

Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. “Que me queimem vivo — disse o primeiro — se eu minto”. “E a mim, que me devore a lepra”, disse o segundo. “E que eu fique cego”, acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro perdeu sua vista à força de tanto chorar o seu pecado.

Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, Narciso continuou a governar a diocese até a idade de 116 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu no ano de 213.


São Narciso, rogai por nós!