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São Justino, Mártir, Memória

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Antífona de entrada

Os malvados me contaram coisas vãs ignorando vossa lei; eu, porém, anunciei vossa palavra diante dos reis sem me envergonhar. (Cf. Sl 118, 85. 46)
Gradual Romano:
Loquébar de testimóniis tuis in conspéctu regum, et non confundébar: et meditábar in mandátis tuis, quae diléxi nimis. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini. (Ps. 118, 75. 120 et 1)

Vernáculo:
Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor! Perante vós sinto tremer a minha carne, porque temo vosso justo julgamento! Sl. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! (Cf. LH: Sl 118, 75. 120)

Coleta

Ó Deus, pela loucura da cruz, ensinastes de modo admirável ao mártir São Justino a sublime sabedoria de Cristo; concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Pd 1, 2-7


Leitura da Segunda Carta de São Pedro


Caríssimos, 2graça e paz vos sejam concedidas abundantemente, porque conheceis Deus e Jesus, nosso Senhor. 3O seu divino poder nos deu tudo o que contribui para a vida e para a piedade, mediante o conhecimento daquele que, pela sua própria glória e virtude, nos chamou. 4Por meio de tudo isso nos foram dadas as preciosas promessas, as maiores que há, a fim de que vos tornásseis participantes da natureza divina, depois de libertos da corrupção, da concupiscência no mundo. 5Por isso mesmo, dedicai todo o esforço em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, 6ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade, 7à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno, a caridade.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 90(91), 1-2. 14-15ab. 15c-16 (R. 2b)


℟. Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.


— Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. ℟.

— “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, a seu lado eu estarei em suas dores”. ℟.

— Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, vou conceder-lhe vida longa e dias plenos, e vou mostrar-lhe minha graça e salvação”. ℟.


https://youtu.be/ubWF7C-k8yI
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Jesus Cristo, a fiel testemunha, Primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado. (Cf. Ap 1, 5ab) ℟.

Evangelho — Mc 12, 1-12


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. 3Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricultores, pensando: ʽEles respeitarão meu filhoʼ. 7 Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ʽEsse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossaʼ. 8Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9 Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros.

10Por acaso, não lestes na Escritura: ʽA pedra que os construtores deixaram de lado, tornou-se a pedra mais importante; 11 isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos?ʼ” 12 Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Levábo óculos meos, et considerábo mirabília tua, Dómine, ut dóceas me iustítiam tuam: da mihi intelléctum, ut discam mandáta tua. (Ps. 118, 18. 26 et 73)

Vernáculo:
Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei! Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! Vossas mãos me modelaram, me fizeram, fazei-me sábio e aprenderei a vossa lei! (Cf. LH: Sl 118, 18. 26 e 73)

Sobre as Oferendas

Concedei, Senhor, nós vos pedimos, celebrar dignamente estes mistérios, que São Justino defendeu com admirável coragem. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Não julguei saber coisa alguma entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. (Cf. 1Cor 2, 2)
Gradual Romano:
Quod dico vobis in ténebris, dícite in lúmine, dicit Dóminus: et quod in aure audítis, praedicáte super tecta. (Mt. 10, 27; ℣. Ps. 125, 1. 2ab. 2cd. 3. 4. 5. 6ab. 6cd)

Vernáculo:
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados, diz o Senhor. (Cf. MR: Mt 10, 27)

Depois da Comunhão

Refeitos com o pão do céu, nós vos pedimos humildemente, Senhor, que, obedecendo aos ensinamentos do mártir São Justino, possamos permanecer sempre em ação de graças pelos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 01/06/2026


Os três “corações” do homem


Somos chamados a unificar nosso coração: as paixões, a alma e a ação do Espírito Santo em nós. Só Ele pode nos fazer amar como Cristo amou, de modo sobre-humano e divino. Peçamos à Virgem Santíssima a graça de um coração puro e unido como o dela.


A vinda do Espírito Santo em nossas almas nos capacita, antes de tudo, a amar de um modo sobre-humano, isto é, superior às nossas forças naturais. É como se tivéssemos, por assim dizer, três “corações”, cada um preparado para amar em sua ordem e à sua maneira: o “coração” das emoções, dos sentimentos e das paixões; o “coração” da alma, do agradecimento e da retribuição; e, por fim, o “coração” do próprio Espírito, que habita em nós e nos faz amar nEle, com Ele e por Ele, de uma forma verdadeiramente divina.

É este último amor que faz bater o Coração do Filho do dono da vinha, como vemos no Evangelho, levando-O a entregar-se à conhecida maldade dos vinhateiros para salvá-los e dar-lhes vida em abundância. Busquemos, portanto, unificar estes nossos três “corações”, que tantas vezes se combatem entre si: submetamos o “coração” das paixões ao domínio da razão e tornemos o “coração” da alma dócil aos convites do “coração” do Espírito, para que amemos a Deus e aos irmãos como Cristo nos amou.

Que a Virgem Maria nos acompanhe e nos ajude a ter um coração puro e unificado como o dela, o único, além do de seu Filho, que se deixou inundar sem medida pela caridade sobrenatural do Espírito Santo.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | São Justino e a defesa da fé católica (Memória de São Justino, Mártir - 01/06/26)

Qualquer um percebe que a Igreja passa por uma grande apostasia. Os católicos não estão mais prontos para o martírio. Diante do primeiro aperto, a alma “espana” e abandona a fé. Antigamente, para que os cristãos apostatassem, eram necessárias ameaças, cadeias, torturas... Hoje, não é preciso muito: basta ser “cancelado” ou temer que os “amigos” olhem torto, para que o fiel já se conforme ao mundo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 1º de junho, e peçamos a intercessão de São Justino, a fim de que sejamos testemunhas da Verdade que ele defendeu com o seu sangue.


https://youtu.be/2CXV9p_uOwY

Santo do dia 01/06/2026

São Justino, Mártir (Memória)
Local: Roma, Itália
Data: 01 de Junho † c. 165


Filósofo cristão e cristão filósofo, como foi acertadamente definido, Justino (nascido em Flávia Neápolis, na Samaria, no início do século II) pertence àquela plêiade de pensadores que em cada período da história da Igreja tentaram uma síntese da provisória sabedoria humana e das inalteráveis afirmações da revelação cristã. O itinerário da sua conversão a Cristo passa pela experiência estoica, pitagórica, aristotélica e neoplatônica. Daí o desenlace quase inevitável, ou melhor, providencial e a adesão à verdade integral do cristianismo.

Ele mesmo conta que, insatisfeito com as respostas dadas pelas várias filosofias, retirou-se para um lugar deserto, à beira-mar, para meditar e que um velho, a quem tinha confiado sua desilusão, respondeu-lhe que nenhuma filosofia podia satisfazer o espírito humano, porque a razão sozinha é incapaz de garantir a posse plena da verdade sem o auxílio de Deus. Foi assim que Justino, aos trinta anos, descobriu o cristianismo, tornou-se seu propagador e para proclamar ao mundo essa sua descoberta escreveu suas duas Apologias.

A primeira delas dedicou-a ao imperador Antonino Pio e ao filho Marco Aurélio, ao Senado e ao povo romano. Escreveu outras obras, pelo menos oito, entre as quais a mais considerável é intitulada Diálogo com Trifão e é relembrada porque abre o caminho à polêmica antijudaica na literatura cristã. Mas as duas Apologias permanecem como o documento mais importante, porque destes escritos aprendemos como era explicado o cristianismo naquela época e como eram celebrados os ritos litúrgicos, em particular a administração do batismo e a celebração do mistério eucarístico. Aqui não há argumentações filosóficas, mas comoventes testemunhos de vida da primitiva comunidade cristã, à qual Justino está feliz de pertencer: “Eu, um deles…”. Tal afirmação podia custar-lhe a vida.

De fato, Justino pagou com a vida a sua pertença à Igreja. Por ocasião de sua ida a Roma, foi denunciado por um hipócrita e cínico filósofo, Crescêncio, com quem havia disputado por muito tempo. Também o magistrado que o julgou era filósofo estoico, amigo e confidente de Marco Aurélio. Mas para o magistrado, Justino não passava de simples cristão, igual a seus seis companheiros, entre os quais uma mulher, todos condenados à decapitação pela sua fé em Cristo. Do martírio de são Justino e companheiros se conservam as Atas autênticas.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Justino, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil