Antífona de entrada

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo. (Sl 67, 6-7. 36)

Oração do dia

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Lv 23, 1. 4-11. 15-16. 27. 34b-37)


Leitura do Livro do Levítico


1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 4“São estas as solenidades do Senhor em que convocareis santas assembleias no devido tempo: 5No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. 6No dia quinze do mesmo mês é a festa dos Ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia tereis uma santa assembleia, não fareis nenhum trabalho servil; 8oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo durante sete dias. No sétimo dia haverá uma santa assembleia e não fareis também nenhum trabalho servil”.

9O Senhor falou a Moisés, dizendo: 10“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: ʽQuando tiverdes entrado na terra que vos darei, e tiverdes feito a colheita, levareis ao sacerdote um feixe de espigas como primeiros frutos da vossa colheita. 11O sacerdote elevará este feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: e fará isto no dia seguinte ao sábado. 15A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o feixe de espigas para ser apresentado, contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27O décimo dia do sétimo mês é o dia da Expiação. Nele tereis uma santa assembleia, jejuareis e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo.

34bNo dia quinze deste sétimo mês, começa a festa das Tendas, que dura sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa assembleia e não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembleia, e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. É dia de reunião festiva: não fareis nenhum trabalho servil. 37Estas são as solenidades do Senhor, nas quais convocareis santas assembleias para oferecer ao Senhor sacrifícios pelo fogo, holocaustos e oblações, vítimas e libações, cada qual no dia prescritoʼ”.

Salmo Responsorial (Sl 80)


R. Exultai no Senhor, nossa força.


— Cantai salmos, tocai tamborim, harpa e lira suaves tocai! Na lua nova tocai a trombeta, na lua cheia, na festa solene! R.

— Porque isto é costume em Jacó, um preceito do Deus de Israel; uma lei que foi dada a José, quando o povo saiu do Egito. R.

— Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. A palavra do Senhor permanece eternamente, e esta é a palavra que vos foi anunciada. (1Pd 1, 25) R.

Evangelho (Mt 13, 54-58)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102, 2)

Ou:


Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia. Bem-aventurados os corações puros, porque verão a Deus. (Mt 5, 7-8)

Depois da Comunhão

Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso Filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 30/07/2021
A fé é o melhor milagre que experimentamos a cada dia

“‘Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!’ E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé” (Mateus 13,57-58).

A verdade é esta: onde não há fé, não há milagres; onde não há fé, não se alcança graça; onde não há fé, não se alcança intimidade e proximidade com o Senhor. Porque a nossa relação com o Senhor acontece na fé, por isso, precisamos cuidar para sermos homens e mulheres de fé. Não basta sermos pessoas de igreja.

Jesus está na Sua própria terra, na sua própria casa, Ele está entre os Seus. Mas ali eram mais familiares, pessoas conhecidas, do que homens e mulheres que acreditaram e colocaram a sua fé e confiança n’Ele. É preciso dizer que, muitas vezes, mesmo estando na igreja, nós não experienciamos os milagres de Deus em nossa vida. E não confunda milagres com espetáculos, não confunda milagres com mágicas, não confunda milagres também com apenas você ver uma pessoa que está doente ficar boa.

Acontecem muitos milagres assim, mas o milagre é a graça da fé e da ação de Deus no meio de nós. Tocamos no milagre da Eucaristia todos os dias, mas tem pessoas que não veem e não tocam na graça. Tocamos no milagre da confissão e não vejo transformação melhor, maior e mais sublime do que uma alma repleta de pecados que se aproxima do sacramento da confissão e sai dali um novo homem, uma nova mulher, quando se faz uma confissão verdadeira e profunda.


A fé realiza os milagres de Deus para a transformação do mundo, da sociedade e da nossa família

Quantos milagres eu mesmo já presenciei no confessionário, quantas almas saíram de lá renovadas e curadas, porque é isso que realiza em nós. E se for falar de cada um dos sacramentos, eles são verdadeiros milagres em nossa vida.

A graça do sacramento do matrimônio é a união do homem e da mulher, onde Deus faz um milagre a cada dia em pessoas tão diferentes. Sem fé, o matrimônio é até realizado e consumado, mas ele não chega realmente a experimentar o milagre. O primeiro milagre de Jesus foi num casamento, se você não vê os milagres acontecerem no seu casamento é porque falta fé; se você não vê os milagres acontecendo nos seus filhos é porque eles não são alimentados na fé. Não vemos os milagres de Deus em nossa vida, porque não alimentamos a nossa fé.

Às vezes, estamos com uma obstinação na cabeça, estamos determinados a fazer até coisas que são erradas, estamos determinados, de repente, a nos vingarmos, a nos voltarmos contra essa ou aquela pessoa. Você está até determinado a acabar com seu casamento, está determinado a sair de casa. Quantas coisas já vi a pessoa determinada a fazer e o milagre acontecer, o milagre da luz da direção de Deus.

Nazaré, a terra que viu Jesus crescer, a terra talvez mais agraciada que nós tenhamos, porque foi ali que cresceu a graça de Deus viva no meio de nós, ela não pode contemplar os milagres, porque eles não tinham fé.

Nós, muitas vezes, estamos na igreja, estamos no caminho de Deus, estamos até falando de Deus, mas não estamos vivendo da fé, não estamos alimentando a nossa fé, não estamos nutrindo a nossa fé, não estamos realmente sendo movidos pela fé. Estamos na igreja porque estamos, estamos na igreja porque é um lugar que nos faz bem, estamos na igreja porque aliviamos nossa consciência. Não é para isso não!

Estamos na igreja porque precisamos estar, para crescer na fé, para sermos homens e mulheres de fé. Precisamos ser pessoas realmente de fé, porque a fé realiza os milagres de Deus para a transformação do mundo, da sociedade e da nossa família. É a fé que faz milagres e a fé é o maior milagre que podemos experimentar a cada dia.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Por que Nazaré se escandalizou com Jesus?

No Evangelho de hoje, Jesus escandaliza alguns parentes na pequena vila de Nazaré. Ele, que é Deus encarnado, veio a este mundo e morou em Nazaré durante trinta anos com tanta humildade, que ninguém via nele nada de muito especial. Se tivessem um olhar mais atento, notariam uma grande diferença. Afinal, não é possível que, durante trinta anos, Cristo tenha escondido completamente sua virtude. Havia sempre em seus modos grande amor, grande paciência, grande docilidade, grande obediência. As virtudes estavam lá, mas poucos lhes davam atenção. Porque as virtudes ordinárias, aquelas de que mais precisamos no dia a dia, são também as mais desprezadas… Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 30 de julho, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho!




Santo do dia 30/07/2021

 

 


São Pedro Crisólogo (Memória Facultativa)
Local: Ímola, Itália
Data: 30 de Julho † c. 450


Pedro nasceu no ano de 380, em Ímola, perto de Bolonha, pouco distante de Ravena, residência imperial no começo do século V. Estudou na escola que surgiu sob a direção do bispo Cornélio da cidade de Ímola. Ele o recebeu entre os seus clérigos e conferiu-lhe o diaconato. Teria se tornado o administrador da diocese. Não se sabe se foi escolhido para o bispado ainda diácono ou já presbítero. Em todo caso, conta-se que diante dos perigos morais, bem como da vaidade daquela sociedade em decadência, fizeram com que, no espírito, lhe amadurecesse a resolução de entrar num convento, a fim de entregar-se exclusivamente à oração e às obras de caridade.

Ravena, na costa adriática italiana, era residência imperial no começo do século V. Nela pode admirar-se ainda hoje o monumento sepulcral da imperatriz Gala Placídia, refulgente de mosaicos. Elevada a arcebispado na mesma época, Ravena teve por primeiro arcebispo a Pedro, que na Idade Média foi apelidado "Crisólogo" ou "Palavra de Ouro". Morto o bispo de Ravena, eis que o clero com o povo elegeu Pedro como arcebispo, aceitando ele a função por insistência do papa Celestino I.

O arcebispo teve alguma participação na política, como conselheiro da imperatriz regente Gala Placídia, mas foi sua atuação como eloquente pregador que gravou indelevelmente seu nome nos anais da história eclesiástica. São Pedro não escreveu nenhum tratado teológico especial. Apenas fez sermões, nos quais teceu comentários a trechos do Novo Testamento, ao Credo, ao Pai-nosso, à vida dos santos, que lhe mereceram o título de doutor da Igreja conferido a ele por Bento XIII em 1729. Foi um esforçado defensor da fé, sobretudo contra a heresia monofisista. Em seus sermões apresenta belas considerações sobre o mistério da Encarnação e canta com lirismo as grandezas da Virgem Maria. Enfim, pôs sua brilhante pregação a serviço da pastoral. Com seus sermões pronunciados durante o Ano litúrgico foi, como Ambrósio e Agostinho, mestre e guia na iniciação dos fiéis ao mistério cristão. Morreu em torno de 450, em Ravena, ou, conforme outros, ele quis morrer em Ímola, sua terra natal, onde está sepultado.

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!