Nome: São Brás (Memória)
Local: Sebaste, Palestina
Data: 03 de Fevereiro † c. 320

Segundo uma tradição, São Brás foi bispo de Sebaste, na Armênia, e morreu mártir sob Licínio, imperador romano de 320 a 324. Desde jovem teria se dedicado à medicina. Diz ainda a lenda que como bispo morava numa caverna, onde todos o procuravam. Como que dotados de inteligência, os animais aguardavam que o santo terminasse sua oração para obter dele a cura de suas doenças. Certo dia, já lançado na prisão, uma pobre mãe lhe trouxe um filhinho quase sufocado por uma espinha de peixe. Brás lhe impôs as mãos, fez o sinal da cruz sobre ele e o curou.

O culto de São Brás foi muito divulgado no Oriente e no Ocidente. No Brasil ele é invocado, sobretudo, contra os males da garganta. A bênção de São Brás, por ocasião de sua memória, liga-se, certamente, ao episódio da cura da criança sufocada por uma espinha.

O modo de se dar a bênção de São Brás é cheio de significado. Não são só as palavras de bênção: Pela intercessão de São Brás, bispo e mártir, o Senhor te livre do mal da garganta e de todo o mal. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A bênção é invocada pela intercessão de São Brás, bispo e mártir. O testemunho de São Brás é expresso pelas duas velas acesas em forma de cruz junto ao pescoço da pessoa.

Temos, pois, velas acesas em forma de cruz. As velas, enquanto se consomem, iluminam. Foi o que fez São Brás como bispo e como mártir. A cruz já é testemunho do batismo. As velas que se consomem também são símbolos do martírio. As velas que iluminam simbolizam a pregação do bispo, servo e anunciador da Palavra de Deus.

As velas acesas diante da face são fascinantes, sobretudo, para as crianças. Como brilham os olhos delas quando o sacerdote segura as velas diante do pescoço da criança. Não deveríamos ter medo do uso das velas acesas. Elas apagadas ofuscam bastante o sentido do rito.

A bênção de São Brás pode ser um belo momento de compreensão maior do Culto dos Santos em geral e, particularmente, dos bispos e mártires.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Brás, rogai por nós!

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