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Antífona de entrada

Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor. (Sl 105, 47)
Laetétur cor quaeréntium Dóminum: quaérite Dóminum, et confirmámini: quaérite fáciem eius semper. Ps. Confitémini Dómino, et invocáte nomen eius: annuntiáte inter gentes ópera eius. (Ps. 104, 3. 4 et 1)
Vernáculo:
Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Sl. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! (Cf. LH: Sl 104, 3. 4 e 1)

Oração do dia

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (2Sm 18, 9-10. 14b. 24-25a. 30-19, 3)


Leitura do Segundo Livro de Samuel


Naqueles dias, 10, 9Absalão encontrou-se por acaso na presença dos homens de Davi. Ia montado numa mula e esta meteu-se sob a folhagem espessa de um grande carvalho. A cabeça de Absalão ficou presa nos galhos da árvore, de modo que ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que ia montado passou adiante.

10Alguém viu isto e informou Joab, dizendo: “Vi Absalão suspenso num carvalho”. 14bJoab tomou então três dardos e cravou-os no peito de Absalão. 24Davi estava sentado entre duas portas da cidade. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha, levantou os olhos e divisou um homem que vinha correndo, sozinho.

25aPôs-se a gritar e avisou o rei, que disse: “Se ele vem só, traz alguma boa nova”. 30O rei disse-lhe: “Passa e espera aqui”. Tendo ele passado e estando no seu lugar, 31apareceu o etíope e disse: “Trago-te, senhor meu rei, a boa nova: O Senhor te fez justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti”.

32O rei perguntou ao etíope: “Vai tudo bem para o jovem Absalão?” E o etíope disse: “Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer mal!”

19, 1Então o rei estremeceu, subiu para a sala que está acima da porta e caiu em pranto. Dizia entre soluços: “Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!”

2Anunciaram a Joab que o rei estava chorando e lamentando-se por causa do filho. 3Assim, a vitória converteu-se em luto, naquele dia, para todo o povo, porque o povo soubera que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 85)


℟. Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!


— Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós! ℟.

— Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma. ℟.

— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração! ℟.


https://youtu.be/I0p0wsbExeU
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8, 17) ℟.

Evangelho (Mc 5, 21-43)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”

24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”

32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.

35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.

39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Bonum est confitéri Dómino, et psállere nómini tuo, Altíssime. (Ps. 91, 2)


Vernáculo:
Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! (Cf. LH: Sl 91, 2)

Sobre as Oferendas

Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30, 17-18)

Ou:


Bem-aventurados os que têm coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra. (Mt 5, 3-4)
Illúmina fáciem tuam super servum tuum, et salvum me fac in tua misericórdia: Dómine, non confúndar, quóniam invocávi te. (Ps. 30, 17. 18; ℣. Ps. 30, 2. 3ab. 3cd. 4. 5. 6. 8ab. 15-16a)
Vernáculo:
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Cf. MR: Sl 30, 17)

Depois da Comunhão

Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 01/02/2022
A mulher, tremendo, contou-lhe toda a verdade

“A mulher” hemorroíssa, “cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade”.

No Evangelho de hoje, São Marcos, a partir do testemunho de São Pedro, narra de forma singular o episódio da cura da mulher com hemorragia e o da ressurreição da filha de Jairo. Ao relatar a cura da hemorroíssa, São Marcos descreve as reações emocionais de Jesus e da mulher. Primeiramente, quando a mulher toca Jesus e “apropria-se” da cura, Ele humanamente tem a percepção de que algo lhe foi tirado, e, lançando um olhar inquisidor, faz um contundente questionamento: “Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: ‘Quem tocou na minha roupa?’” (Mc 5, 30). Marcos se debruça demoradamente sobre esse acontecimento, descrevendo em detalhes a reação de Jesus, mesmo depois de ter recebido uma resposta dos discípulos: “Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo” (Mc 5, 31). Dramaticamente, a mulher descobriu que havia sido desmascarada por ter “roubado” um milagre de Jesus, e tremendo apresentou-se diante dele como se estivesse diante de um juiz “e contou-lhe toda a verdade” (Mc 5, 33). Aqui, vemos que Jesus quer de nós toda a verdade, a fim de que testemunhemos os prodígios que Deus realiza em nossas vidas. Depois de a mulher ter admitido o que fez, Jesus com ternura a chama de filha. Assim, aquele rosto que antes era de juiz, agora é um rosto paternal de quem acolheu o testemunho da verdade. Por mais que nos custe, sigamos o exemplo da hemorroíssa e não nos calemos, mas cantemos eternamente as misericórdias do Senhor.

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | Jesus quer a verdade (Terça-feira da 4.ª Semana do Tempo Comum)

Ao relatar no Evangelho de hoje a cura da hemorroíssa, São Marcos descreve as reações emocionais de Jesus e da mulher. Ao perceber que algo lhe foi tirado, Nosso Senhor, assumindo ar sério, pergunta quem o tocou. A mulher, tremendo de medo, cai aos pés dele e conta-lhe toda a verdade.A partir desse reconhecimento, Jesus muda de postura e trata-a com ternura paternal. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 1.º de fevereiro, e medite sobre esta riquíssima cena evangélica.


https://youtu.be/mQntYtoh194

Santo do dia 01/02/2022


Santa Brígida de Kildare (Memória Facultativa)
Local: Kildare, Irlanda
Data: 01 de Fevereiro † c. 525


Depois de São Patrício, Santa Brígida, a quem podemos considerar sua filha espiritual em Cristo, sempre foi objeto de uma especial veneração na Irlanda. Ela nasceu por volta do ano 451, em Fochard, na província de Ulster. Durante a infância, seu devoto pai teve uma visão de homens vestidos em paramentos brancos derramando um unguento sagrado sobre a cabeça da menina, prefigurando assim sua futura santidade.

Enquanto era ainda muito jovem, Brígida consagrou a vida a Deus, oferecia aos pobres tudo de que dispunha, e era motivo de edificação para todos que a conheciam. De rara beleza, temia que tentassem induzi-la a quebrar os votos pelos quais havia se entregue a Deus e dessem sua mão a um dos muitos pretendentes, e por isso rezou para se tornar feia e deformada. Sua prece foi ouvida, pois teve um dos olhos inchado, e todo seu aspecto mudou de tal forma que ela pode seguir sua vocação em paz, e a ideia de casar-se com Brígida já não passava mais pela cabeça de ninguém.

Por volta dos vinte anos de idade, nossa santa revelou a São Mel, sobrinho e discípulo de S. Patrício, sua intenção de viver apenas para Jesus Cristo, e ele consentiu em receber seus votos sagrados. No dia marcado, realizou-se a solene cerimônia de sua profissão, segundo a maneira introduzida por S. Patrício, com o bispo oferecendo muitas preces e investindo Brígida de um hábito branco como a neve e um manto da mesma cor. Enquanto ela curvava a cabeça para receber o véu, ocorreu um milagre particularmente notável e incrível: a parte da plataforma de madeira adjacente ao altar na qual ela se ajoelhara recobrou a vitalidade original e reassumiu todo seu antigo viço, permanecendo assim por longo tempo. No mesmo instante, o olho de Brígida foi curado, e ela se tornou tão linda e maravilhosa quanto antes.

Encorajadas por seu exemplo, diversas outras mulheres acompanharam-na nos votos, e, atendendo ao pedido dos pais de suas novas companheiras, a santa concordou em fundar uma casa religiosa nas cercanias. Tendo o bispo estabelecido um local conveniente, ergueu-se ali um convento - o primeiro da Irlanda - cuja direção, em obediência ao prelado, foi assumida por Brígida.

Sua reputação de santidade se tornava cada dia maior, e quanto mais se difundia por todo o país, mais aumentava o número de candidatas para admissão ao novo mosteiro. Os bispos da Irlanda, logo percebendo as importantes vantagens que suas respectivas dioceses poderiam tirar de semelhantes fundações, persuadiram a jovem e santa abadessa a visitar diferentes partes do reino e, se surgisse a ocasião, estabelecer em cada uma sua instituição.

No local em que hoje se encontra Kildare, parecendo bem adaptado para uma instituição religiosa, a santa e suas companheiras fixaram residência. Mesmo com seus escassos recursos, Brígida descobriu uma maneira de assistir substancialmente os pobres da região; e quando as necessidades daqueles indigentes ultrapassou suas exíguas finanças, ela não hesitou em sacrificar os próprios bens do convento por eles. Numa ocasião, nossa santa, imitando a ardente caridade de S. Ambrósio e outros grandes servos de Deus, vendeu algumas das vestes sagradas para que pudesse adquirir meios de aliviar as necessidades daquele povo. Era tão humilde que às vezes, por conta própria, cuidava do gado no terreno que pertencia ao mosteiro.

O rumor da caridade ilimitada de Brígida levou multidões de pobres para Kildare; a fama de sua piedade atraía muitas pessoas ansiosas em lhe solicitar preces ou tirar algum proveito de seu santo exemplo. Com o passar do tempo, o número delas cresceu tanto, que se tornou necessário fornecer-lhes alguma acomodação nas proximidades do novo mosteiro, e assim se originou a cidade de Kildare.

Depois de 70 anos dedicados à prática das mais sublimes virtudes, as debilidades corporais avisaram nossa santa de que estava chegando a hora de sua dissolução. A recordação da glória que obtivera junto ao Altíssimo, bem como dos serviços prestados a valiosas almas resgatadas pelo Preciosíssimo Sangue de seu divino Esposo, alegrava e consolava a Brígida, que enfrentava a debilidade inseparável da velhice. Sua última enfermidade foi aliviada pela presença de Nennidh, um sacerdote de grande santidade, de cuja juventude ela havia cuidado com devota solicitude, e que devia às preces e instruções da santa o seu grande progresso na sublime perfeição. Chegado o dia de nossa abadessa encerrar sua jornada, a 1º de fevereiro de 523, ela recebeu das mãos do santo sacerdote o sagrado Corpo e Sangue de seu Senhor na divina Eucaristia, e, aparentemente em seguida, seu espírito expirou, indo ter com Ele naquela pátria celeste onde o Senhor é visto e fruído face a face (I Cor 13, 12), sem o risco de perdê-lo jamais.

REFLEXÃO

A semelhança exterior com Nossa Senhora foi privilégio particular de S. Brígida; mas todos são obrigados a crescer como ela interiormente, na castidade do coração. Esta graça S. Brígida obteve em grau maravilhoso para as filhas de sua terra natal, mas jamais deixará de obtê-la também a todos os seus devotos seguidores.

BUTLER, Alban. Vida dos Santos: para todos os dias do ano. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2021. 560 p. Tradução de: Emílio Costaguá. Adaptação: Equipe Pocket Terço.

Santa Brígida de Kildare, rogai por nós!