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Antífona de entrada

Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus.
Nunc scio vere, quia misit Dóminus Angelum suum: et erípuit me de manu Heródis, et de omni exspectatióne plebis Iudaeórum. Ps. Dómine probásti me, et cognovísti me: tu cognovísti sessiónem meam, et resúrrectionem meam. (Act. 12, 11; Ps. 138)
Vernáculo:
Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me livrar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava! Sl. Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto. (Cf. Bíblia CNBB: At 12, 11; Sl 138, 1-2a)

Glória

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso.
Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.

Oração do dia

Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (At 12, 1-11)


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.

6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 33)


℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.


— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! ℟.

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. ℟.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. ℟.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! ℟.


https://youtu.be/EksyoQRg-I0

Segunda Leitura (2Tm 4, 6-8. 17-18)


Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo


Caríssimo: 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la. (Mt 16, 18) ℟.

Evangelho (Mt 16, 13-19)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;
creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna.
Amém.

Antífona do Ofertório

Constítues eos príncipes super omnem terram: mémores erunt nóminis tui, in omni progénie et generatióne. (Ps. 44, 17. 18)


Vernáculo:
Fareis deles os reis soberanos da terra. Cantarei vosso nome de idade em idade, para sempre haverão de louvar-vos os povos! (Cf. LH: Sl 44, 17b. 18)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que a oração de vossos Apóstolos acompanhe as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, e nos alcance celebrarmos este sacrifício com o coração voltado para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Pedro disse a Jesus: Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo. Jesus lhe respondeu: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. (Mt 16, 16. 18)
Tu es Petrus, et super hanc petram aedificábo Ecclésiam meam. (Mt. 16, 18; ℣. Ps. 79, 2ab. 8. 9. 10. 11. 12. 15. 16. 18. 19. 20)
Vernáculo:
Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 16, 18)

Depois da Comunhão

Concedei-nos, ó Deus, por esta Eucaristia, viver de tal modo na vossa Igreja que, perseverando na fração do pão e na doutrina dos Apóstolos, e enraizados no vosso amor, sejamos um só coração e uma só alma. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 03/07/2022
Mais que sincera, uma fé profunda

São Pedro era um homem de fé sincera, e já isto era dom que vem do alto. Nosso Senhor queria dele, porém, uma fé profunda e uma caridade ardente, que o tornassem capaz de abraçar até o martírio, se preciso fosse.

Meditação. — 1. Celebramos neste domingo a solenidade de São Pedro e São Paulo, as duas colunas da Igreja de Cristo. Como o Evangelho nos apresenta a profissão de fé petrina: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16), refletiremos sobre a trajetória espiritual que teve e terá de percorrer o príncipe dos Apóstolos para chegar a essas alturas e, indo além delas, viver integralmente a fé cujo núcleo ele proclama hoje pela graça de Deus: “Não foi a carne nem o sangue que to revelou”.

Pedro, atesta a Escritura, era um pescador da Galileia que buscava observar os Mandamentos da Lei divina. Assim no-lo apresenta o quarto Evangelho (Cf. Jo 1, 40-42), no qual ele e o irmão, S. André, aparecem logo nas primeiras páginas entre os seguidores de São João Batista. Também em Atos vemos a delicadeza de consciência com que o Apóstolo obedecia às menores prescrições da Lei. Durante a visão, narrada no cap. 10, dos animais impuros e a ordem divina de os comer, Pedro retruca com prontidão: “De modo algum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma profana e impura” (At 10, 14). Um e outro testemunho nos mostram, pois, um judeu fiel à Lei de Moisés e de viva esperança pela vinda próxima do Salvador, a quem o conduz o próprio irmão: “Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo)” (Jo 1, 40).

Embora vivesse as virtudes humanas e tivesse deixado tudo por Cristo, Pedro ainda era, como na parábola do semeador, uma semente que “caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes” (Mt 13, 5-6). Era, portanto, uma alma que, diante da primeira provação, esmorecia, por falta de raízes profundas. Essa fraqueza fica evidente no cap. 14 do Evangelho segundo São Mateus, em que Pedro, vendo Jesus andar sobre as águas, pede-lhe um sinal: “Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!” (Mt 14, 28). E Nosso Senhor o atende. Pedro, no entanto, fraqueja ante a impetuosidade dos ventos e, afundando no mar, pede socorro ao Mestre. Narra o evangelista que, “no mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, por que duvidaste?’” (Mt 14, 31).

Esse episódio contrasta de forma significativa com o Evangelho de hoje. Embora chamado de pedra (cf. Mt 16,18) por sua solidez na fé, dois capítulos antes Cristo o havia designado como “homem fraco na fé” (cf. Mt 14, 31). Houve, portanto, um progresso espiritual na vida de Pedro: sua fé, até então tíbia, tornou-se robusta e consistente a ponto de reconhecer a natureza divina de Nosso Senhor.

Pedro, no entanto, ainda não estava pronto. Precisava progredir. Tanto é assim que Jesus responde à sua profissão de fé com uma promessa: “Construirei a minha Igreja”, como que a esperar uma realização futura. Embora fosse verdadeira a fé de Pedro, necessitava de amadurecimento, ainda não alcançado porque, nele, o homem velho insistia em reinar.

O Apóstolo demonstra sua superficialidade ao afirmar que não permitiria a morte do Mestre; este, por sua vez, repreendeu-o duramente: “Vá para trás de mim, Satanás”. Com essas palavras, Nosso Senhor deixa claro que é realmente satânica a atitude de quem O quer seguir seguir, mas não se dispõe a aceitar a cruz.

Uma vez repreendido, Pedro “recomeçou” humildemente seu seguimento de Cristo, a ponto de, na última Ceia, prometer que morreria por Ele, se fosse necessário (cf. Mt 26, 35). Ainda que, na hora decisiva, tenha negado três vezes a Nosso Senhor, chorou arrependido sua miséria, levantou-se e retomou seu caminho de configuração a Cristo, que não recusou aparecer-lhe ressuscitado, como a Igreja professa desde o início: Surrexit Dominus vere et apparuit Simoni — “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão” (Lc 24, 34), além de confirmá-lo no amor, três vezes repetido, em remédio das três negações: “Simão, filho de Jonas, tu me amas?” (Jo 21, 15). Desta forma, aquele que antes fugira da cruz, tornou-se capaz, sob ação do Espírito Santo, de sobre ela entregar a própria vida, derramando o seu sangue por amor ao Cristo que ele um dia traíra.

Também nós devemos buscar aprofundar-nos na fé. Por mais que sejamos fracos e tenhamos negado a Cristo muitas vezes, precisamos recomeçar humildemente e suplicar o auxílio do Espírito Santo, para que a nossa fé sincera se torne profunda e o nosso coração seja movido por um amor abrasador, que nos leve a entregar-nos por inteiro a quem a vida pela nossa salvação.

Oração. — Senhor, Vós que transformastes a vida de Pedro, tornando-o a rocha firme da Igreja, fazei com que, à semelhança dele, nossa fé sincera se torne profunda e possamos amar-vos com todo o nosso coração e entendimento, entregando-nos generosamente. Amém.

Deus abençoe você!

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Santo do dia 03/07/2022


São Tomé, Apóstolo (Festa)
Local: Índia
Data: 03 de Julho † s. I


Assim anuncia a Igreja Romana a festa de São Tomé, apóstolo:

"Em Calamina, a festa de São Tomé, apóstolo, que pregou o Evangelho aos partos, medos, persas e hircanianos. Tendo penetrado nas Índias e instruído aqueles povos nas máximas da religião cristã, foi, por ordem do rei, perfurado por golpes de lança, pelo que morreu. As relíquias, levadas para Edessa, na Mesopotâmia, foram, mais tarde, transferidas para Ortona (I século).

Tomé, que significa gêmeo, é o sétimo na lista dos apóstolos de Mateus (10,3); o oitavo nas de Marcos (3,18) e de Lucas (6,15): na dos Atos dos Apóstolos (1,13) é o sexto.

Segundo São João, Tomé, quando da morte de Lázaro, aparece-nos generosamente devotado ao Mestre. Quando, no inverno, se celebrava a festa da Dedicação e Jesus andava passeando no templo, no pórtico de Salomão, rodearam-no os judeus e lhe perguntaram: - Até quando nos terás tu perplexos? Se és o Cristo, dize-no-lo claramente.

Nosso Senhor respondeu-lhes: - Eu vô-lo digo, e vós não me credes; as obras que faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim; porém vós não credes, porque não sois do número das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem. E eu lhes dou a vida eterna; e elas jamais hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.

Diante destas palavras, os judeus, enraivecidos, pegaram em pedras para lhe atirarem, mas não o fizeram. Destarte, quando Jesus, dois dias depois da morte de Lázaro, disse aos discípulos que ia voltar à Judéia, disseram-lhe: - Mestre, ainda agora te queriam apedrejar os judeus, e tu vais novamente para lá?

Como insistissem, Tomé disse aos condiscípulos: - Vamos nós também para morrer com ele. (Jo 10, 22-31; 11, 6-16)

Quando Nosso Senhor, diz-nos São João, apareceu aos discípulos, São Tomé não estava com eles. Disseram-lhe, pois, quando o tiveram na companhia: - Nós vimos o Senhor.

Tomé, porém, replicou: - Se não vir nas suas mãos a abertura dos cravos, e não meter a mão no seu lado, não creio.

Passados oito dias, estavam todos os discípulos reunidos, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio, e disse: - A paz seja convosco.

Em seguida, disse a Tomé: - Mete aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; aproxima também a tua mão, e mete-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas fiel.

Respondeu Tomé, e disse-lhe: - Senhor meu e Deus meu!

Disse-lhe Jesus: - Tu creste, Tomé, porque me viste: bem-aventurados os que não viram, e creram", (Jo 20, 24-29)

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XXI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 02 jul. 2021.