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Memória Facultativa

Santa Maria no Sábado

Antífona de entrada

Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia. (Sl 118, 137. 124)
Iustus es Dómine, et rectum iudícium tuum: fac cum servo tuo secúndum misericórdiam tuam. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini. (Ps. 118, 137. 124 et 1)
Vernáculo:
Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia. (Cf. MR: Sl 118, 137. 124) Sl. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! (Cf. LH: Sl 118, 1)

Oração do dia

Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Cor 10, 14-22)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


14Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18Considerai os filhos de Israel: Os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20— Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus.

Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 115)


℟. Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.


— Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor. ℟.

— Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.

Evangelho (Lc 6, 43-49)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas.

45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo?

47Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.

49Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Orávi Deum meum ego Dániel, dicens: exáudi, Dómine, preces servi tui: illúmina fáciem tuam super sanctuárium tuum: et propítius inténde pópulum istum, super quem invocátum est nomen tuum, Deus. (Dan. 9, 4. (2.) 17. 19)


Vernáculo:
Orei ao Senhor meu Deus, eu, Daniel, confessando: escuta a oração e as súplicas do teu servo, mostra a tua face sobre o teu Santuário. Perdoa, Senhor! Pois teu nome foi invocado sobre a cidade e sobre o teu povo. (Cf. Bíblia CNBB: Dn 9, 4. (2.) 17. 19)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos, por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira, igualmente, minh'alma por vós, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo! (Sl 41, 2-3)

Ou:


Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12)
Vovéte, et réddite Dómino Deo vestro, omnes qui in circúitu eius affértis múnera: terríbili, et ei qui aufert spíritum príncipum: terríbili apud omnes reges terrae. (Ps. 75, 12. 13; ℣. Ps. 75, 2. 3. 4. 5-6a. 9. 10)
Vernáculo:
Ao vosso Deus fazei promessas e as cumpri; vós que o cercais, trazei ofertas ao Terrível; ele esmaga os reis da terra em seu orgulho, e faz tremer os poderosos deste mundo! (Cf. LH: Sl 75, 12. 13)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 10/09/2022
Quais são os frutos de nossa oração?

“Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas”.

O Evangelho de hoje conclui o sermão da planície. No evangelho de Lucas, com efeito, relata-se uma homilia feita por Jesus numa planície, cujo conteúdo é bastante parecido com o de um sermão mais famoso, o da montanha, narrado por São Mateus (cf. Mt 5–7). Estes dois sermões começam e terminam de formas muito semelhantes. O da montanha se abre com as bem-aventuranças, o da planície também; aquele se fecha com a imagem de duas casas, uma construída sobre rocha e outra sobre areia; neste, a conclusão é uma imagem parecida, mas resumida: um homem constrói uma casa no chão, sem alicerces, e ela desaba em grande ruína. Esse paralelo serve para nos fixarmos nos detalhes e diferenças. Afinal, se Jesus ensinou o mesmo duas vezes de duas formas ligeiramente distintas, é porque nos quis transmitir algo importante e digno de atenção.

A primeira coisa de que nos fala Jesus é o fruto. Nossa vida cristã precisa frutificar. Em várias outras passagens, Jesus usa a imagem do fruto (a mais famosa, por exemplo, é a parábola do semeador). Aqui a parábola é mais curta: Não se colhem figos de espinheiros, para ilustrar que toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Ora, conhecer alguém pelos frutos significa que uma vida espiritual só é verdadeira se se manifesta de algum modo na vida. É uma regra básica e fundamental para os diretores espirituais. Quantas vezes já aconteceu de me procurar alguém no confessionário, às vezes fora da direção espiritual, para contar que estava tendo tal ou qual “visão” ou “revelação”. Em casos assim, o prudente é cortar a conversa com respeito e investigar como tem vivido aquela pessoa. Porque é pela vida que se leva no dia a dia que se pode saber se é autêntica a vida de oração.

Quando digo “autêntica” não quero dizer que a pessoa esteja mentindo para mim ou armando uma farsa; é que às vezes, coitada, ela está mentindo para si mesma sem nem se dar conta! É famoso o episódio em que o Papa mandou São Filipe Néri investigar uma freira conhecida por ter revelações místicas. Obediente, São Filipe Néri foi ver a religiosa, que já contava com muitos discípulos e seguidores devotos, atraídos pelas histórias de êxtases místicos e visões. São Filipe, depois de longa viagem, chegou à casa da “santa” com as botas cobertas de barro. Ao se encontrar com a suposta vidente, pediu-lhe: “Irmã, trago os sapatos sujos de lama. A senhora poderia fazer o favor de limpá-los para mim?” A freira, com olhar de desdém, de nobre perturbada por um plebeu, olhou-o de cima para baixo e respondeu: “Como tu me pedes tal coisa? Não estou habituada a esse tipo de serviço…”. São Filipe Néri não teve dúvida. Calçou os sapatos sujos e viajou de volta a Roma. Lá chegando, disse ao Papa: “Sua Santidade esqueça aquela freira. Ela não é santa de modo algum porque não tem a virtude básica, que é a humildade”.

De fato, como uma “mística” pode ser soberba? Não se colhem figos de espinheiros! É o que Jesus nos está ensinando hoje. Como saber se a nossa vida espiritual está dando certo? Olhemos para a nossa vida diária e avaliemos se, ao menos gradualmente, nossas atitudes têm mudado para melhor. Nem sempre iremos notar uma mudança brusca, de um dia para o outro; mas ainda assim nos é possível olhar para trás e fazer um balanço: “Como eu era seis meses atrás? Vejo em mim alguma mudança ou progresso? Tenho hoje mais facilidade para realizar atos de virtude, mais pulso, garra e força de vontade para combater os pecados veniais?” É pelos frutos que saberemos tudo isso, pois é do coração do homem, elevado pela graça, que procedem estes atos.

Jesus usa ainda outra parábola: a do tesouro que sai do coração. Em resumo, não adianta dizer: Senhor, Senhor, se não se faz o que Ele ensina e manda. Temos enfim uma última parábola. Diz Cristo: Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. Que quer dizer isso? “Quem vem a mim reza”. Sim, ouvir as palavras de Jesus é o mesmo que rezar. O básico da oração é ouvir a Deus, mas ouvir para se deixar transformar interiormente por Ele. Quem é este? É alguém semelhante a um homem que construiu sua casa, cavou fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. Caiu a chuva, veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não pôde derrubá-la porque estava bem construída. Na época dos Apóstolos, isso era uma realidade: a Igreja era perseguida. Muita gente ouvia o Evangelho, mas não alicerçava sua fé na rocha, isto é, não buscava transformar sua vida, e por isso apostatava vergonhosamente quando os romanos punham os fiéis contra a parede. A casa toda ruía porque fora construída sem alicerces firmes.

Assim também nós. Vivemos tempos bastante complicados e dramáticos. Não sei se seremos chamados ao martírio de forma clamorosa, pública e notória, mas uma coisa é certa: nos dias que correm, em que o cristianismo é cada vez mais hostilizado, todos nós temos de estar prontos para os pequenos martírios do dia a dia. Como dizia Orígenes, “diante da tentação, ou se sai mártir ou idólatra”. Em outras palavras, é dando testemunho que, de certa forma, derramamos um pouco do nosso sangue por amor a Jesus Cristo; se isso não acontece, é porque substituímos ao Deus verdadeiro por um deus falso, ajoelhados diante do altar de alguma criatura. Coragem! Preparemo-nos, sejamos firmes, como casas construídas sobre a rocha! Para isso, é necessário ter vida de oração e deixar que a Palavra de Deus transforme a nossa vida na prática.

Deus abençoe você!

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Santo do dia 10/09/2022


São Nicolau de Tolentino (Memória Facultativa)
Local: Tolentino, Itália
Data: 10 de Setembro † 1305


São Nicolau de Tolentino nasceu em Castelo de Santo Ângelo, atual Santo Ângelo in Pontano, em 1245, e morreu em Tolentino a 10 de setembro de 1305. Frei Pedro de Monte Rubiano foi um de seus biógrafos. Ele conta uma série de singularíssimas experiências místicas e de fatos prodigiosos, em parte confirmados no processo de canonização. Este processo foi iniciado vinte anos após sua morte e concluído em 1446, no qual foram declarados autênticos trezentos e um milagres. São Nicolau de Tolentino é invocado pelos que sofrem injustiças ou são oprimidos na vida e na liberdade, e como protetor da maternidade e da infância, das almas do purgatório, da boa morte e também contra os incêndios e epidemias.

Foi asceta austero, mas não excêntrico, rigoroso consigo mesmo, mas suave e delicado com todos. Ingressou entre os agostinianos em 1256 e foi ordenado sacerdote em 1269 em Cíngoli; após seis anos de peregrinações por várias cidades, teve morada definitiva em Tolentino, onde desenvolveu o seu apostolado principalmente no confessionário. Amadureceu na sombra a sua santificação pessoal fazendo produzir fruto as reservas espirituais que lhe garantia a vida religiosa: a obediência incondicional, o desapego absoluto dos bens terrenos e a modéstia profunda. Sob seu modesto burel, o exemplar religioso teceu na humildade a preciosa trama da santidade, a ponto de fazê-lo exclamar na hora da morte: "Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e santo Agostinho, que me dizem: Bravo, servo bom e fiel". Ainda que nada aparecesse externamente das severas penitências a que se submetia, sabemos pelos testemunhos de seus confrades que quatro dias da semana seu alimento consistia em pão e água e nos três dias restantes nunca tocava em alimentos substanciosos, como carne, ovos, laticínios ou frutas. Reduzia o sono a três ou quatro horas para dedicar o resto da noite à oração.

Após longas horas passadas no confessionário, fazia visitas diárias às casas dos pobres, para os quais, com a licença dos superiores, constituíra modesto fundo, de onde tirava o necessário nos casos mais urgentes. Até os prodígios feitos durante a vida e sobretudo depois da morte tinham o fim de aliviar a miséria humana. Quarenta anos após a morte, seu corpo foi encontrado incorrupto. Nessa oportunidade cortaram-lhe os braços e das feridas jorrou copioso sangue. Conservados em custódias de prata, desde o século XV, os braços tiveram periódicas efusões de sangue. Isso contribuiu para a difusão do culto do santo na Europa e nas Américas.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!