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Antífona de entrada

Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Cf. Is 48, 20)
Vocem iucunditátis annuntiáte, et audiátur, allelúia: nuntiáte usque ad extrémum terrae: liberávit Dóminus pópulum suum, allelúia, allelúia. Ps. Iubiláte Deo omnis terra: psalmum dícite nómini eius, date glóriam laudi eius. (Cf. Is. 48, 20; Ps. 65)
Vernáculo:
Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Cf. MR: Is 48, 20) Sl. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! (Cf. LH: Sl 65, 1-2)

Glória

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso.
Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.

Oração do dia

Deus todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (At 15, 1-2. 22-29)


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”.

2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.

22Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.

23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós.

25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 66)


℟. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!


— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. ℟.

— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações. ℟.

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra! ℟.


https://youtu.be/tnGRcUX41pw

Segunda Leitura (Ap 21, 10-14. 22-23)


Leitura do Livro do Apocalipse de São João


Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino.

12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.

13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente.

14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

22Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. 23A cidade não precisa de sol, nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz, e a sua lâmpada é o Cordeiro.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.

Evangelho (Jo 14, 23-29)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.

25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.

27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.

28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;
creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna.
Amém.

Antífona do Ofertório

Benedícite gentes Dóminum Deum nostrum, et obaudíte vocem laudis eius: qui pósuit ánimam meam ad vitam, et non dedit commovéri pedes meos: benedíctus Dóminus, qui non amóvit deprecatiónem meam, et misericórdiam suam a me, allelúia. (Ps. 65, 8. 9. 20)


Vernáculo:
Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés. Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! (Cf. LH: Sl 65, 8. 9. 20)

Sobre as Oferendas

Subam até vós, ó Deus, as nossas preces com estas oferendas para o sacrifício, a fim de que, purificados por vossa bondade, correspondamos cada vez melhor aos sacramentos do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Se me amardes, guardareis meus mandamentos, diz o Senhor. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, que permaneça convosco para sempre, aleluia! (Jo 14, 15. 16)
Spíritus Sanctus docébit vos, allelúia: quaecúmque díxero vobis, allelúia, allelúia. (Io. 14, 26; ℣. Ps. 50, 3a. 9. 10. 12. 13. 15. 17. 20)
Vernáculo:
OEspírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas; e vos lembrará tudo o que vos tenho dito, diz o Senhor, aleluia! (Cf. MR: Jo 14, 26)

Depois da Comunhão

Deus eterno e todo-poderoso, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o sacramento pascal, e infundi em nossos corações a força desse alimento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 22/05/2022
O Espírito Santo vos ensinará tudo

Não há dúvida de que Cristo Senhor, sendo a Palavra eterna de Deus feito carne, foi um professor perfeitíssimo, um pedagogo irretocável, e que ensinou a seus discípulos a doutrina celeste como ninguém jamais seria capaz de fazer. Mesmo assim, Ele diz no Evangelho deste domingo que será o Espírito Santo, e não Ele, a lhes ensinar e recordar tudo, conduzindo-os à plena verdade.

1. A liturgia desta segunda parte do tempo da Páscoa, já tendo em vista a solenidade de Pentecostes, propõe-nos à meditação o Espírito Santo. No que é o ensinamento central do Evangelho deste domingo, Nosso Senhor diz aos Apóstolos: “Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (v. 26). Mais adiante, Ele será ainda mais claro e dir-lhes-á: “Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade” (Jo 16, 12-13).

Ora, é fora de questão que Cristo Senhor, sendo a Palavra eterna de Deus que se fez carne, foi um professor perfeitíssimo, um pedagogo irretocável, e que ensinou a seus discípulos a doutrina celeste como ninguém jamais seria capaz de fazer. E, no entanto, esse a quem tantos (e com razão) chamavam “mestre”, esse de quem o Evangelho diz: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer” (Jo 1, 18), passa a outro a missão de ensinar a plenitude da verdade.

Esse “outro” é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, e sem a sua ação Jesus quer nos dar a entender que não será possível compreender o ensinamento que Ele nos deixou. Não é que a mensagem de Nosso Senhor tenha ficado incompleta; é que, da parte do receptor da mensagem, se não houver a intervenção do Espírito, a Palavra não produz toda a eficácia que tem o poder de produzir.

2. Essa tragédia, infelizmente, não está distante de nossas vidas. Quantos de nós não vamos à igreja e, mesmo com fé, mesmo em estado de graça, mesmo seguindo todo o script da liturgia ou das nossas orações particulares de piedade, terminamos não vendo acontecer em nosso interior a transformação de que tanto gostaríamos? Nós que temos à nossa disposição, na mais humilde das igrejas, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor para ser adorado, que temos feito dessa graça?

Os Apóstolos, simili modo, conviveram por três anos ininterruptos com Nosso Senhor, partilhando da mesma mesa que Ele… e, no entanto, que fizeram deste dom? Ao fim e ao cabo, só restou um discípulo aos pés da Cruz, enquanto um o havia traído, outro o havia negado e os outros nove haviam simplesmente fugido ou se escondido, clamorosamente.

O que acontece é que as pessoas ouvem a Palavra de Cristo, mas elas a ouvem na carne, sem ter o Espírito de Cristo. Elas têm perto de si Jesus sacramentado, as verdades de Deus ensinadas pela Igreja, mas a terra de seus corações, porque não foi fecundada com a graça do Paráclito, não é capaz de absorver toda a força que tem o Evangelho. Notem bem que a criatura mais perfeita que já houve, a Santíssima Virgem Maria, teve o próprio Deus encarnado vivendo por nove meses em seu seio, mas antes que isso acontecesse o Anjo anunciou-lhe: “O Espírito Santo descerá sobre ti” (Lc 1, 35). Não se encontra aqui, porventura, o grande segredo da santidade da Mãe de Deus?

3. A sequência Veni Sancte Spiritus, da Missa de Pentecostes, canta ao Divino Espírito: “Sine tuo numine, nihil est in homine, nihil est innoxium — Sem o vosso auxílio nada há no homem, nada de inocente.” A tradução litúrgica portuguesa diz: “Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.”

As palavras de Cristo a seus discípulos no Evangelho hoje são para convencê-los justamente disso, e também para que eles desde já desejem sobre si a vinda do Defensor, sem o qual eles nada conseguirão fazer, sem o qual nenhuma de suas orações terá força e eficácia, sem o qual tudo o que eles disserem não passará de palavras jogadas ao vento.

Conscientes, pois, da necessidade que temos do Espírito, desejemo-lo ardentemente, invoquemos sem descanso a sua luz, a fim de compreendermos e colocarmos em prática a doutrina perene e imutável de Nosso Senhor. Não nos iludamos com uma ação do Espírito que “revolucione” o que a Igreja sempre e em todos os lugares ensinou; esperemos, sim, que ela revolucione nossa vidas, ao mesmo tempo que (e justamente porque) conserva as palavras de Cristo: Ele “vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

Deus abençoe você!

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Homilia | Antes do amor, vem o respeito! (6.º Domingo da Páscoa)

No dia de Pentecostes, Moisés subiu o Monte Sinai e lá recebeu de Deus as duas tábuas da Lei. Séculos depois, também em Pentecostes, o Espírito Santo desceu ao Cenáculo e inscreveu com fogo no coração dos Apóstolos a lei do amor. Assim também em nossas vidas: se queremos viver o segundo Pentecostes, tendo a caridade divina em nós, precisamos antes viver o primeiro, obedecendo com temor aos mandamentos de Deus.Assista à meditação deste domingo e entenda por que não é possível ter a Deus como amigo quem não o honra como Pai e Senhor.


https://youtu.be/W-02Pt-FoLA

Santo do dia 22/05/2022


Santa Rita de Cássia, Religiosa (Memória Facultativa)
Local: Cássia, Itália
Data: 22 de Maio † a. 1457


Em todos os estados da vida, sempre uma santa mulher
Na Úmbria, província da Itália, nos meados do século XIV, habitavam dois virtuosos esposos. Já estavam avançados em idade, e não tinham filhos; mais dirigiram a Deus preces tão fervorosas, que por fim lhes nasceu uma filha que recebeu no batismo o nome abreviação de Margarida: e como nascera no vilarejo de Cássia, seria futuramente invocada pelos fiéis como Rita de Cássia. Foi uma criança de benção, uma vez que desde o berço o céu a assinalou com graças e favores.

Rita de Cássia se casa, torna-se viúva e vai ao convento
Com doze anos quis fazer o voto de castidade; mas os pais a dissuadiram, e fizeram-na contrair matrimônio, o que constituiu para ela fonte de provas e méritos. O marido era de caráter feroz, terror de toda a vizinhança. Facilmente se pode imaginar o que Rita sofreu desde o início. Mas tanta doçura e paciência demonstrou para convertê-lo e conquistá-lo para Deus que teve a consolação de fazer dele, afinal um verdadeiro cristão.

Perdeu-o ao cabo de dezoito anos, e viu em breve morrer os dois filhos, Esses acontecimentos, tão tristes para a natureza, despertaram na santa mulher a atração que nutrira antigamente pela vida religiosa. Solicitou com muita insistência ser admitida entre as agostinianas do convento de Santa Maria Madalena, em Cássia. E, conquanto não fosse costume receber ali viúvas, encontraram algo de tão extraordinário e tão tocante em sua vocação, que derrogaram a regra em seu favor.

Penitências e mortificações
Rita de Cássia, no cumprimento de seus votos, aprestou-se a vender tudo o que possuía e a distribuir o preço aos pobres. Tornada esposa de um Deus crucificado, crucificou-se também com a prática das mais rigorosas mortificações. Os jejuns, o cilício e a disciplina nada apresentavam de assustador para ela. Não se alimentava senão uma vez ao dia, e não comia senão pão e água. Dizia que o melhor meio de livrar-se das tentações contra a pureza era não se ocupar de seu corpo e por ele não nutrir compaixão. A obediência aos superiores igualava o ardor pela penitência, e durante muito tempo, para obedecer à abadessa, que queria experimentar lhe a virtude, foi, sem queixar-se, regar cada dia, com grande fadiga um pedaço de pau seco, que se encontrava no jardim do convento.

Alma tão mortificada e tão obediente não poderia deixar de ser agradável a Deus, e dele receber preciosos favores. Rita possuiu em breve o dom da oração, e dedicava-se sem cessar ao santo mister. A paixão de Nosso Senhor e os tormentos que havia sofrido eram o objeto de sua habitual meditação, desde a meia-noite até o levantar do sol. Dela se ocupava com tanta atenção, que sentia os olhos rasos de lágrimas e parecia sucumbir à vivacidade de seus sofrimentos.

Relata-nos que um dia, após haver ouvido um sermão sobre os sofrimentos de Jesus Cristo, pregado por São Jacó de La Marche, célebre missionário franciscano, Rita de Cássia, havendo-se retirado para a cela a fim de meditar e pedindo ao Salvador a graça de partilhar de suas dores, sentiu os espinhos de uma coroa que lhe fizeram uma chaga incurável, da qual saía um pus de odor infecto, e que teve de suportar o resto de seus dias. A fim de não incomodar as companheiras com sua presença, mantinha-se à parte, vivia solitária, e passava algumas vezes quinze dias sem falar com ninguém, não se entretendo senão com Deus.

Ida à eternidade
Uma enfermidade, que durou quatro anos, veio terminar a purificação da serva de Deus, pela resignação que mostrava em meio aos seus sofrimentos; quase não se alimentava, e suas irmãs, surpresas com o fato, criam que mais que os alimentos materiais, a sustentava a santa Eucaristia. Quando sentiu próximo o fim, pediu os últimos sacramentos; tendo-os recebido, exortou as irmãs à fiel observância de sua regra; depois, pondo as mãos em cruz, e recebendo a benção da abadessa, expirou tranquilamente em 22 de Maio de 1407.

Grande multidão assistiu aos funerais, e em breve começaram a invocá-la. Muitos milagres já haviam provado o poder de Rita perante Deus, quando o Papa Urbano VIII a colocou no número dos bem-aventurados em 11 de Outubro de 1627. O Papa Leão XIII a canonizou em 1900.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume IX. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 13 mai. 2022.