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Antífona de entrada

Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria. (Jr 3, 15)

Oração do dia

Ó Deus, que enriquecestes santo Antônio de SantʼAna Galvão com o espírito de verdade e de amor para apascentar o vosso povo, concedei-nos, celebrando sua festa, seguir sempre mais o seu exemplo, sustentados por sua intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rm 8, 12-17)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


12Irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. 13Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. 14Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá — ó Pai! 16O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus. 17E, se somos filhos, somos também herdeiros — herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo —; se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 67)


R. Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador!


— Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! Mas os justos se alegram na presença do Senhor, rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! R.

— Dos órfãos ele é pai, e das viúvas, protetor; é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. R.

— Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte! R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Cf. Jo 17, 17ba) R.

Evangelho (Lc 13, 10-17)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.

14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”.

15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Aceitai, ó Deus, as oferendas do vosso povo em honra de santo Antônio de SantʼAna Galvão; e possamos receber a salvação pelo sacrifício que oferecemos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos. (Mt 20, 28)

Depois da Comunhão

Recebemos, ó Deus, o vosso sacramento em memória do vosso santo Antônio de SantʼAna Galvão; concedei que esta Eucaristia se transforme para nós em alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 25/10/2021
Peçamos a Deus que preencha o nosso coração de misericórdia

“Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente” (Lucas 13,11).

Quero que todos nós possamos fazer o que Jesus fez, pois Ele não só ensinava. Ensinar quer dizer que Ele olhava para a Palavra (porque Ele era a Palavra), mas olhava para Deus, para que Deus chegasse ao coração de todos.

Não basta ensinar a Palavra, é preciso que, com a Palavra, penetremos as pessoas que estão ao nosso lado porque muitas estão sofrendo. E Jesus olhou para aquela mulher em que fazia dezoito anos que sofria com o Espírito terrível a tornando uma mulher doente e encurvada... Era desprezada, uma coitada.

As pessoas olhavam as pessoas que tinham enfermidade, sobretudo, mais graves, como merecedoras, como castigo, como se elas tivessem feito algo que merecessem aquilo e, por isso, estavam pagando e não olhava com o olhar da graça nem da misericórdia, quanto menos com o olhar do amor e do cuidado.

Suplico a Deus todos os dias que me dê um olhar de misericórdia, de amor, de compaixão, de cuidado para com meu irmão

Muitas pessoas estão sofrendo porque não estão sendo olhadas, e não é para serem olhadas com "olhar de coitadas", mas com o olhar de amor e de cuidado, porque é esse o olhar que cura e liberta, é esse o olhar que Jesus volta para essa mulher que, há dezoito anos, sofre de um espírito que a atormentava; e os religiosos da sua época não ligaram para ela. E Jesus mesmo proclamou: “Mulher, esteja livre dessa sua enfermidade”.

O chefe da sinagoga ficou furioso porque Jesus tinha curado aquela mulher em dia de sábado. O sábado representava o culto, que representa Deus. Como é que uma pessoa que ama Deus fica furiosa porque fazemos o bem ao outro?

Às vezes, queremos achar que o sagrado é apenas o culto que presto a Deus, mas, se não presto atenção ao meu irmão, que culto hipócrita presto a Deus! Que culto hipócrita é esse onde meu olhar se volta para o sacrário, para a cruz, para as coisas sagradas — e que bom que se volta —, mas esse mesmo olhar não se volta para Jesus sofredor, esse olhar não se volta para Jesus que está aqui sofrendo, passando fome e necessidade, sofrendo enfermidade e aflição. É que nós preferimos a passividade da oração, onde vou lá orar para Jesus me consolar, cuidar das minhas coisas, do meu egoísmo, me dar o que preciso e fico chateado quando Jesus não dá o que quero.

Sou incapaz de olhar para Jesus sofredor, real, em carne viva em tantos que passam debilidades e sofrimentos nos dias de hoje em nosso meio, onde nós estamos. Sou incapaz de pedir alguma coisa para Deus. Suplico a Ele todos os dias que me dê um olhar de misericórdia, de amor, de compaixão, de cuidado para com meu irmão. Não quero que Deus me cumule de bens porque, muitas vezes, o bem não é graça, é desgraça.

Fico me enchendo de coisas e começo a olhar, inclusive, as pessoas como coisas. E elas não são coisas, as pessoas são presença divina. Mas elas estão sendo descuidadas, ignorados e maltratadas, e estou vivendo aquela cegueira espiritual de entender que o culto é só eu estar na presença de Deus (e como preciso estar). Se estou na presença de Deus e não saio da presença d’Ele para ver meu irmão sofrendo, muitas vezes, dentro da igreja que estou, passando aflição e necessidade, me pergunto para que serve o nosso culto, para que serve as nossas celebrações, se falta amor e misericórdia em nosso coração?

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia Diária | Sobre o que estamos encurvados? (Segunda-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum)

A cura que Jesus realiza sobre a mulher encurvada nos recorda que, não poucas vezes, vivemos presos a realidades terrenas e não conseguimos levantar o olhar para as celestes. Em vez de possuir as coisas, deixamo-nos possuir por elas e, assim, perdemos a liberdade necessária para amar a Deus e aos irmãos.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 25 de outubro, e peçamos a Ele que nos ajude a viver o desapego e a usar os bens como instrumentos para amá-lo e servi-lo.


https://youtu.be/eaBwGnNpZWQ

Santo do dia 25/10/2021


Santo Antônio de Sant'Ana Galvão (Memória)
Local: São Paulo, Brasil
Data: 25 de Outubro † 1822


Estamos diante do primeiro santo canonizado nascido no Brasil. Antônio Galvão de França nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, cidade que na época pertencia à diocese do Rio de Janeiro. O ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio para a Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Com o clima antijesuítico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores.

Em 1761 fez a profissão solene. Um ano depois, Frei Antônio foi admitido à ordenação sacerdotal. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia. Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado. Grande devoto da Virgem Maria Imaculada, exerceu as funções de pregador, confessor, porteiro, orientador espiritual da Ordem Terceira Secular de São Francisco e guardião do convento do mesmo nome. Fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, hoje, mosteiro da Luz, onde em 1769 foi designado confessor. Distinguiu-se por uma vida apostólica e missionária, sendo chamado "homem da paz e da caridade".

Quando as forças impediram o ir e vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores a autorização para ficar no recolhimento da Luz, onde terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. Foi beatificado por João Paulo II, no dia 25 de outubro de 1998 e canonizado, em São Paulo, por Bento XVI no dia 11 de maio de 2007, por ocasião da V Conferência do CELAM em Aparecida.

A questão das "pílulas de Frei Galvão" não foi mencionada nem no rito da beatificação nem no da canonização. Esta questão deve ser abordada com muito critério. A devoção está muito ligada à proteção da vida e da promoção da saúde à luz da devoção de Santo Antônio Galvão à Virgem Imaculada. Na oferta dessas pílulas Santo Antônio Galvão procurava levar as pessoas a uma atitude de vivência da mensagem do Evangelho, pois os papeizinhos levavam a mensagem seguinte: "Post partum, Virgo, inviolata permansisti. Dei Genetrix, intercede pro nobis", que significa: "Após o parto, ó Virgem, permaneceste inviolada. Mãe de Deus, intercede por nós". Na ação de comer ou devorar o livro, a mensagem está na linha do devorar o livro do profeta Ezequiel e do Apocalipse, e simboliza assimilar a mensagem. Portanto, deve se evitar toda a conotação de magia, realçando a conversão. Neste sentido, Santo Antônio Galvão poderia ser considerado e venerado como patrono da vida que nasce e da vida que corre risco por causa da doença.

Parece que de fato o santo começou a ser venerado mais como o homem da caridade e da paz. Em São Paulo foi declarado patrono da construção civil. Liturgicamente, seu nome não é simplesmente São Frei Galvão, mas Santo Antônio de Sant Ana Galvão, ou simplesmente Santo Antônio Galvão.

Os textos de sua comemoração realçam o homem da caridade e da paz. Eis a Oração coleta: Deus, Pai de misericórdia, que fizestes de Santo Antônio de Sant Ana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos e irmãs, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia.

A expressão "no meio dos irmãos e irmãs" lembra sua condição de religioso franciscano que tem como mensagem primeira o testemunho de fraternidade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio de Sant Ana Galvão, rogai por nós"