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Antífona de entrada

Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam. (Sl 85, 3. 5)
Miserére mihi Dómine, quóniam ad te clamávi tota die: quia tu Dómine suávis ac mitis es, et copiósus in misericórdia ómnibus invocántibus te. Ps. Inclína Dómine aurem tuam et exáudi me: quóniam inops et pauper sum ego. (Ps. 85, 3. 5 et 1)
Vernáculo:
Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam. (Cf. MR: Sl 85, 3. 5) Sl. Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! (Cf. LH: Sl 85, 1)

Oração do dia

Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Cor 3, 1-9)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais?

4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus.

8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 32)


℟. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!


— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. ℟.

— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. ℟.

— No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4, 18) ℟.

Evangelho (Lc 4, 38-44)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.

40Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.

42Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Domine, in auxílium meum réspice: confundántur et revereántur, qui quaerunt ánimam meam, ut áuferant eam: Dómine, in auxílium meum réspice. (Ps. 39, 14. 15)


Vernáculo:
Dignai-vos, Senhor, libertar-me, vinde logo, Senhor, socorrer-me! De vergonha e vexame enrubesçam, os que buscam roubar minha vida. (Cf. Saltério: Sl 39, 14. 15a)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer nos traga sempre a graça da salvação, e vosso poder leve à plenitude o que realizamos nesta liturgia. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! (Sl 30, 20)

Ou:


Bem-aventurados os que constroem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. (Mt 5, 9-10)
Multitúdo languéntium, et qui vexabántur a spirítibus immúndis, veniébant ad eum: quia virtus de illo exíbat, et sanábat omnes. (Lc. 6, 17. 18. 19; ℣. Ps. 33, 2. 6. 16. 18. 19. 20. 21. 23)
Vernáculo:
Muitos dos seus discípulos e uma grande multidão do povo vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos impuros eram curados. E toda a multidão tentava tocar nele, porque dele saía uma força que curava a todos. (Cf. Bíblia CNBB: Lc 6, 17b. 18. 19)

Depois da Comunhão

Restaurados à vossa mesa pelo pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações e nos leve a vos servir em nossos irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 31/08/2022
Jesus quer instalar-se em nossa casa

Jesus se instala em nossa vida para desinstalar-nos dos nossos pecados, e exigir-nos, como dever de gratidão e resposta natural de amor, a disponibilidade de O servirmos em tudo quanto for de seu interesse e de sua Igreja.

Circunstâncias. — a) De tempo. Mateus situa logo após a cura do servo do centurião a narração da cura da sogra de Pedro; mas Marcos e Lucas, que costumam seguir mais fielmente a ordem cronológica, a colocam depois da cura do endemoniado da sinagoga de Cafarnaum: “Assim que (lt. protinus; gr. καὶ εὐθὺς) saíram da sinagoga, dirigiram-se […] à casa de Simão” (Mc 1, 29). — De lugar. Como Pedro e André fossem cidadãos de Betsaida (cf. Jo 1, 44), e se fale da casa de Pedro e André na narração, dizem alguns autores que o milagre teria ocorrido em Betsaida. No entanto, Marcos e Lucas ensinam de modo explícito que Jesus foi direto da sinagoga (de Cafarnaum) para a casa de Simão, o que não poderia ter acontecido, é claro, em duas cidades distintas. Há, portanto, duas respostas possíveis para essa dificuldade: a) ou Pedro e André, oriundos de Betsaida, moravam em Cafarnaum, b) ou moravam de fato em Betsaida, mas como tinham de permanecer por muito tempo ou com frequência em Cafarnaum por causa dos negócios, teriam ali algum tipo de domicílio de passagem, provavelmente na casa da sogra de Simão.

Explicação do texto (cf. Mt 8, 14-17). — V. 14-15. Foi então Jesus à casa de Pedro (a pedido ou do próprio Pedro ou de alguém da mesma família), cuja sogra estava de cama (isto é, numa esteira de junco estendida no chão, como era costume à época), com febre (em Lucas: sofrendo com febre alta, πυρετῷ μεγάλῳ). E (em Marcos: Aproximando-se Ele; em Lucas: Inclinando-se sobre ela) tomou-lhe a mão (acrescenta Marcos: e levantou-a, e Lucas: ordenou Ele à febre), e a febre a deixou. Ela levantou-se e pôs-se a servi-los.

V. 16. Pela tarde (Marcos e Lucas acrescentam: Depois do pôr do sol), isto é, passado já o dia de sábado, trouxeram a Cristo todos os que sofriam de algum mal, para que Ele lhes impusesse as mãos, de modo que a cidade inteira se reuniu diante da porta da casa de Pedro. Baseados no que diz Marcos: Ele curou muitos, concluem alguns autores que nem todos foram curados, senão que alguns doentes, seja por falta de disposição, seja pela hora já avançada, seja enfim por qualquer outra razão, teriam sido mandados embora. Mas insinuam o contrário tanto Mateus, que diz: curou todos os enfermos, quanto Lucas, segundo o qual Jesus, impondo-lhes a mão, isto é, a cada um, os sarava. Onde Marcos diz muitos, portanto, deve-se entender todos.

V. 17. Assim se cumpriu a predição do pro­feta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males (Is 53, 4). As palavras são citadas conforme o texto hebraico. O sentido pretendido pelo profeta é: o Messias tomou, isto é, assumiu em si as enfermidades e dores que nós mesmos deveríamos suportar por nossos pecados. Para que o evangelista não pareça desviar-se do sentido da profecia, excogitaram-se três possibilidades: a) Mateus utiliza o texto em sentido acomodatício (é a sentença, v.gr., de Maldonado); b) admitida a teoria — defendida por alguns intérpretes — do duplo sentido literal, Mateus quis ver nas mesmas palavras um sentido distinto do pretendido pelo profeta; c) Mateus cita o texto segundo o mesmo sentido que o profeta ou, antes, em um sentido que se deduz, por raciocínio, do sentido literal. Cristo, ao expiar a pena dos pecados, recebeu também o poder de purificar os próprios pecados, assim como as sequelas do pecado, a saber: as enfermidades, doenças, dores etc.; e, por consequência, ao curar enfermidades e dores corporais, Cristo mostrava claramente estar assumindo em si mesmo os nossos pecados.

Duas coisas nos ensina a entrada de Cristo na casa de Simão: 1) quem acolhe Cristo em sua vida, confiando-lhe tudo o que tem, jamais é defraudado nem perde o que entregou, mas ganha muito mais, pois ganha o tudo que é Nosso Senhor: “Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou” (Lc 4, 39); 2) Jesus se instala em nossa vida para desinstalar-nos dos nossos pecados: “Ela se levantou”, e exigir-nos, como dever de gratidão e resposta natural de amor, a disponibilidade de O servirmos em tudo quanto for de seu interesse e de sua Igreja: “E começou a servi-los” (ibid.). “Eia pois”, escreve S. João Crisóstomos, “recebamos também nós a Jesus. Quando Ele entrar em nós, tê-lO-emos em mente e coração, e então extinguirá Ele a chama das vontades desvairadas, e nos excitará e fará valentes em espírito para O servirmos, isto é, para levarmos a cabo o que é do seu agrado” (In Lucam 4, 38).

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Santo do dia 31/08/2022


São Raimundo Nonato (Memória Facultativa)
Local: Cardona, Espanha
Data: 31 de Agosto † c. 1240


Quando são Pedro Nolasco, a 10 de agosto de 1218, dava início à Ordem das Mercês para a redenção dos escravos, com rito solene na catedral de Barcelona, da qual era cônego o amigo e conselheiro Raimundo de Penafort, entre os fiéis estava também o moço de dezoito anos, Raimundo, chamado Nonato porque foi extraído do corpo da mãe morta no parto. Quatro anos depois ele passaria para a Ordem. Raimundo Nonato veio à luz em 1200 em Portell nas proximidades de Barcelona, de família nobre. Vestindo o hábito dos mercedários aos vinte e quatro anos, seguindo o exemplo do fundador, se dedicou à libertação dos escravos da Espanha ocupada pelos mouros e à pregação no meio deles. Um dia, após a volta de uma viagem a Roma, ultrapassou o estreito e foi à Argélia, tornando-se escravo entre os escravos para manter acesa entre eles a chama da fé com a palavra e com o exemplo da caridade ativa.

O gesto de Raimundo Nonato de oferecer-se como escravo em troca da libertação de um infeliz pode parecer o ponto natural a que chega a caridade heroica de um santo, que vive o Evangelho integralmente. Raimundo, tido vários meses como refém e submetido a reiteradas e cruéis malvadezas, cumpriu aquele gesto não só pela libertação de um cristão, cuja fé era perigosamente vacilante, mas sobretudo para curar pela raiz o mal da escravidão, pregando o Evangelho entre os próprios muçulmanos. Repetiu assim a comovente e não inútil tentativa feita poucos anos antes por são Francisco de Assis. Mas Raimundo encontrou ouvintes menos condescendentes: para lhe impedirem de pregar o Evangelho, os seus perseguidores chegaram a ponto de perfurar-lhe os lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado. Isso não impediu que Raimundo deixasse de exortar os cristãos, caídos na escravidão, à perseverança na fé.

O papa Gregório IX quis render-lhe uma homenagem pública por tão grandes virtudes conferindo-lhe, em 1239, apenas libertado, a dignidade cardinalícia, convocando-o como conselheiro. Pôs-se em viagem, para atender ao convite do papa, mas pouco depois uma febre violentíssima o atingiu e morreu a 31 de agosto de 1240 em Cardona, perto de Barcelona. Foi sepultado na igreja de são Nicolau, que a popular devoção do santo, inserido no Martirológio Romano em 1657 pelo papa Alexandre VII, transformou em meta de peregrinações. Pela sua difícil vinda à luz do mundo, ele é invocado como o patrono e protetor das parturientes e das parteiras.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!