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Abstinência de carne

Antífona de entrada

Quem tem mãos limpas e coração puro subirá à montanha do Senhor e permanecerá em seu santuário. (Cf. Sl 23, 4. 3)
Meditátio cordis mei in conspéctu tuo semper: Dómine adiútor meus, et redémptor meus. (Ps. 18, 15 et 2)
Vernáculo:
Os pensamentos que me ocupam, Senhor, estão sempre diante de Vós. Senhor, Vós sois o meu auxílio e o meu Redentor. Sl. Os Céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a grandeza das suas obras. (Cf. MRQ: Sl 18, 15 e 2)

Coleta

Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes em São Luís Gonzaga a prática da penitência e uma admirável pureza de vida, concedei-nos, por seus méritos e preces, que, se não soubemos imitá-lo em sua vida inocente, sigamos fielmente seus exemplos na penitência. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura (2Rs 11, 1-4. 9-18. 20)


Leitura do Segundo Livro dos Reis


Naqueles dias, 1quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não foi morto. 3E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país.

4No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei.

9Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, 10e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor.

11Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até ao esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da Aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!”

13Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” 15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: “Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”.

16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até ao palácio, e ali foi morta. 17Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18Todo o povo do país dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 131)


℟. O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


— O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar! ℟.

— Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!” ℟.

— Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” ℟.

— “De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!” ℟.


https://youtu.be/pcgGiXrnoAs
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5, 3) ℟.

Evangelho (Mt 6, 19-23)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Iustítiae Dómini rectae, laetificántes corda, et dulcióra super mel et favum: nam et servus tuus custódiet ea. (Ps. 18, 9. 11. 12)


Vernáculo:
Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos. E vosso servo, instruído por elas, se empenha em guardá-las. (Cf. LH: Sl 18, 9. 11cd. 12)

Sobre as Oferendas

Fazei, Senhor, que, seguindo o exemplo de São Luís Gonzaga, nos sentemos à mesa do banquete celeste revestidos da veste nupcial, a fim de que, pela participação neste mistério, nos tornemos ricos da vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

O Senhor deu ao seu povo o alimento do céu, e o ser humano se nutriu com o pão dos Anjos. (Cf. Sl 77, 24-25)
Domine, quis habitábit in tabernáculo tuo? aut quis requiéscet in monte sancto tuo? Qui ingréditur sine mácula, et operátur iustítiam. (Ps. 14, 1. 2a; ℣. Ps. 14, 2b-3a. 3bc. 4ab. 4c-5ab)

Vel:


Panem de caelo dediísti nobis, Dómine, habéntem omne delectaméntum, et omnem sapórem suavitátis. (Sap. 16, 20; ℣. Ps. 77, 1. 2. 3-4a. 4bcd. 23. 24. 25. 27. 28. 29)
Vernáculo:
Senhor, quem morará em vossa casa e em vosso Monte santo habitará? É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente. (Cf. LH: Sl 14, 1. 2a)

Ou:


Um pão preparado, de graça, do céu enviastes. Ele toda delícia continha, ao gosto de todos. (Cf. LH: Sb 16, 20)

Depois da Comunhão

Senhor nosso Deus, fazei que, nutridos com o alimento dos anjos, nós vos sirvamos por uma vida pura, a exemplo daquele que hoje veneramos, e permaneçamos sempre em ação de graças. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 21/06/2024
Cristão, onde está o teu tesouro?

“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam”.

No Evangelho de hoje, ainda no Sermão da Montanha, Jesus nos chama a atenção para os desejos do coração humano. Para isso, Ele usa a metáfora do tesouro, em referência a coisas preciosas e valiosas. Ora, uma coisa é preciosa quando estamos dispostos a pagar um preço elevado para tê-la. E pelo que estamos dispostos a pagar o preço? Onde está, afinal, o nosso coração? Vemos às vezes pessoas muito piedosas, que rezam, vão à Missa... Mas, se formos investigar onde está a principal preocupação delas, veremos vidas que giram inteiras ao redor de coisas materiais, mundanas, tolas. Quantas ilusões esse mundo mete em nosso coração! “Ah, se tivermos dinheiro, carreira, emprego, aí, sim, os nossos problemas estarão resolvidos! Se ganharmos na loteria, aí, sim, estará tudo em paz”. Não é aí que está o nosso verdadeiro bem, que é onde devemos pôr o coração. Por isso Jesus nos chama a atenção para algumas características dos falsos bens. O que é um falso bem? Falso bem, em primeiro lugar, é o que se corrompe. Diz o Senhor que existe um tesouro que pode ser corroído pela traça e pela ferrugem. São as coisas deste mundo, em si mesmas perecíveis. Se pôrmos o coração em coisas que apodrecem, ele apodrecerá junto. As coisas passam, fenecem, murcham… Não coloquemos o coração em coisas efêmeras, passageiras, mas em coisas eternas, as únicas que não passam. Ora, quem é o único que em si mesmo não passa? É Deus. Só Ele não passará jamais. Se pôrmos nele todas as nossas aspirações, tudo o que amamos se tornará eterno!Outra característica dos falsos bens é que eles podem ser roubados. Quando pomos nossa paz em algo que o demônio pode roubar, agitando assim o nosso coração, construímos nossa casa, não em rocha firme, mas sobre areia. Assim, qualquer acontecimento externo nos irá tirar a paz. Sim, é inevitável que os fatos da vida às vezes nos tirem a paz. As cruzes vêm, nós sofremos, isso é certo. Mas uma coisa é abraçar a cruz e, com amor, caminhar para o céu, outra é pretender fugir dela sempre e… acabar esmagado sob o seu peso. Se colocarmos o coração em Deus, nenhuma tragédia, nenhum acontecimento deste mundo poderá tirar de nós o nosso Bem maior. “Quem nos separará do amor de Cristo?”, recorda São Paulo, que faz em seguida uma lista de tribulações e sofrimentos: “Nem a morte, nem os anjos, nem os demônios podem nos separar do amor de Cristo”. Só há uma coisa capaz de fazê-lo. E o que é? Nós mesmos, com os nossos pecados! Embora Cristo nos ame sempre, se pusermos o nosso tesouro em coisas perecíveis, transformando em ídolos o que é dom de Deus — ou seja, usando os dons de Deus para nos esquecermos de quem os deu! —, estaremos matando o mais importante: o nosso amor a Jesus, o tesouro da graça santificante em nossas almas. Não nos iludamos. Jesus conclui o Evangelho de hoje dizendo que o nosso olho precisa estar sadio. Esse “olho” que é a lâmpada do corpo se refere à fé, à capacidade de enxergar as coisas divinas, mas nos pode remeter também ao perigo do autoengano. Nosso próprio olhar pode estar doente, de forma que nos estamos enganando a nós mesmos indo à igreja, rezando o Terço etc., porque dizemos: “Eu amo a Deus sobre todas as coisas! Ele para mim é tudo, é o meu verdadeiro tesouro”, mas, no nosso comportamento, no nosso agir diário, no modo como vivemos, todo o mundo vê que Deus está muito longe de ser a nossa primeira preocupação, o nosso primeiro empenho, o objeto de nossos verdadeiros desejos… O Evangelho de hoje nos ensina a acender uma luz, uma luz verdadeira para iluminar toda a casa do nosso coração. Acendamos a luz de Cristo e nos perguntemos hoje: — Onde está o meu coração? Qual é verdadeiramente o meu tesouro? Estou construindo a casa em rocha firme ou sobre areia? Desejo as coisas que não passam? Desejo verdadeiramente a Deus ou apenas aquilo que a traça e a ferrugem consomem e os ladrões depredam?

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Homilia Diária | Por que São Luís Gonzaga é padroeiro da juventude? (Memória de São Luís Gonzaga)

A Igreja celebra hoje a memória de São Luís Gonzaga, a quem foi confiado, de modo particular, o cuidado da juventude católica. A razão desse especial patrocínio repousa, sobretudo, na vida pura e íntegra que, desde os primeiros anos, teve este santo jovem. Sua constante guarda dos olhares, seus costumes discretos, sua vida recolhida e sacrificada, tudo isso prova que a juventude só encontra a felicidade que tanto procura quando se encontra com Cristo e decide segui-lo com toda radicalidade.Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 21 de junho, e peçamos ao Sagrado Coração de Jesus que, pela intercessão de São Luís Gonzaga, santifique os jovens cristãos e conduza à verdade e à pureza os que se encontram afastados da fé.


https://youtu.be/t_ArDlq7GPg

Santo do dia 21/06/2024

Ouça no Youtube

São Luís Gonzaga, Religioso (Memória)
Local: Roma, Itália
Data: 21 de Junho† 1591


Filho primogênito de um príncipe da Itália, mas educado santamente, foi batizado apenas nascido, de maneira que pareceu mais ter nascido no céu, do que na terra. Essa primeira graça, guardou-a tão constantemente que se acreditou tivesse sido confirmado. Desde o primeiro uso da razão, ofereceu-se a Deus, e levou uma vida cada vez mais santa.

Com nove anos, estando em Florença diante do altar da santa Virgem, que honra sempre como sua mãe, fez o voto de castidade perpétua; e, por uma graça especial de Deus, conservou-a sem necessidade de defender-se contra qualquer tentação do espírito ou do corpo. Quanto às outras perturbações da alma, reprimiu-as tão fortemente desde a primeira idade, que não se ressentiu nem de seus primeiros movimentos. Guardava tão bem os sentidos, em particular o da vista, que não olhava jamais para o rosto da princesa Maria da Áustria, a quem saudava quase todos os dias durante vários anos, como pajem do príncipe da Espanha; não olhava jamais fixamente a própria mãe.

Chamaram-no com justeza homem sem carne ou anjo encarnado. À guarda dos sentidos, ajuntava as mortificações corporais. Jejuava três vezes por semana, o mais frequentemente a pão e água. Pode-se mesmo dizer que seu jejum era perpétuo, não passando o alimento de uma onça. Frequentemente, castigava-se até o sangue três vezes por dia, com cordas e correntes; algumas vezes substituía as cordas por grossas correias e o cilício por esporas de cavaleiros. Tinha um leito macio, mas tornou-o duro colocando pedaços de madeira, e isso também com o objetivo de acordá-lo mais cedo para orar: porque empregava grande parte da noite na contemplação das coisas celestes, vestido somente com uma camisa, de joelhos sobre o pavimento ou prostrado de fraqueza. De dia, ali permanecia três, quatro e cinco horas imóvel, até que tivesse passado ao menos uma sem distração. O preço dessa constância foi tal estabilidade de espírito na oração que não se afastava jamais de Deus, permanecendo como que em perpétuo êxtase.

Para unir-se a Deus somente, após haver obtido a permissão de seu pai, em seguida a três anos de solicitações, transmitiu ao irmão o direito ao principado da família e entrou, em Roma, na sociedade de Jesus, à qual uma voz celeste o havia chamado desde Madri. No noviciado, revelou-se modelo de todas as virtudes. Observava com escrupulosa pontualidade as menores regras, mostrava grande desprezo do mundo e ódio de si mesmo. Mas um amor tão ardente, que o próprio corpo nele se consumia insensivelmente. Tendo recebido ordem para distrair um pouco o espírito das coisas divinas, fazia vãos esforços para evitar Deus que se apresentava a ele de toda parte.

Abrasado de maravilhosa caridade para com o próximo, servia com amor nos hospitais, e contraiu uma moléstia contagiosa. Consumindo-se lentamente, emigrou ao céu, no dia em que havia predito, vinte e um de junho de 1591, com a idade de vinte e quatro anos começados, após ter pedido para receber, pela última vez, a disciplina e morrer estendido sobre uma tábua. Bento XIII canonizou-o e deu-o à juventude cristã por patrono e modelo de inocência e castidade. Sua mãe vivia ainda quando foi beatificado, em 1621, e pôde invocá-lo sobre os altares. Feliz mãe!

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

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